Jackson pede apoio da ANP para garantir investimentos da Petrobras em Sergipe

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O governador Jackson Barreto com a diretora-geral da ANP
O governador Jackson Barreto com a diretora-geral da ANP

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Publicada em 04/08/2015 às 00:25:00

Os investimentos da Petrobras em Sergipe e a instalação da fábrica de cimentos Apodi em Santo Amaro das Brotas foram temas da reunião realizada ontem entre o governador Jackson Barreto e diretora-geral da Agência Nacional de Petróleo, Magda Chambriard. Na ocasião, eles discutiram também a 13ª Rodada de Licitações da Agência, prevista para ocorrer em 7 de outubro deste ano.

Jackson entregou um documento oficializando as duas solicitações: a primeira registra a frustração do Estado por não ter sido contemplado nos Planos de Negócios 2015-2018 da Petrobras, diante das recentes descobertas da existência de petróleo de qualidade e em grande quantidade a ser explorado no estado.
A segunda questão diz respeito ao entrave apresentado pela Petrobras referente a um poço ainda não explorado que inviabiliza a produção do calcário pela fábrica da Apodi, a ser instalada em Santo Amaro da Brotas. O objetivo do Estado ao pedir o auxílio da ANP no conflito existente é a viabilização do investimento da Empresa no estado, na ordem de R$ 1 bilhão, e que gerará 2 mil empregos na fase de implantação e 500 empregos após a instalação da fábrica.
"Produzimos 40 mil barris por dia e há uma dificuldade para a instalação de uma fábrica de cimento, por conta de um poço que produzirá 10 barris por dia. Sergipe não pode perder esse investimento. É preciso encontrar uma solução", disse o governador.

Leilão - A 13ª Rodada de Licitações da Agência está prevista para ocorrer em 7 de outubro deste ano. A parte marítima da bacia Sergipe-Alagoas terá oferta de dez blocos em águas profundas e ultraprofundas (lâmina d'água superior a 400m), sendo cinco em frente ao litoral sergipano e cinco em frente ao litoral alagoano, totalizando uma área de 7.403,92 km².

O bônus de assinatura mínimo (valor a ser oferecido pelas empresas durante a rodada) exigido para esses blocos varia de R$ 18,85 milhões a R$ 73,96 milhões. A área em oferta na bacia de Sergipe-Alagoas é considerada como "nova fronteira", ou seja, ainda pouco conhecida geologicamente ou com barreiras tecnológicas e de conhecimento a serem vencidas.

A diretora da ANP apresentou ao governador dados da exploração de petróleo em Sergipe e da área a ser licitada para exploração. O governador cobrou um maior diálogo com os empresários vencedores dos leilões, com o intuito de estabelecer prazos para exploração e um maior contato no direcionamento conjunto do fluxo de investimentos no estado, uma vez que, a quantidade e qualidade do petróleo encontrado no estado geram grandes perspectivas para o futuro.  

"Preocupa-me as expectativas geradas na população a partir desses investimentos, porque o último leilão ocorreu em 2004 e as empresas vencedoras ainda não iniciaram a exploração. Estamos frustrados porque o Plano de Negócios da Petrobras no triênio 2015-2018 não contemplou o nosso estado. Antes, estivemos no Rio de janeiro e conversamos com a diretora de exploração da Petrobras e esperávamos que Sergipe fosse contemplado e, lamentavelmente, não entramos neste plano de negócio. A visita da diretora da ANP é um fato importante para o estado, porque ela vem aqui discutir esse leilão e o que pedimos é que essas empresas, que participam destes negócios, busquem fazer uma sintonia com a economia local do estado contemplando, assim, a nossa cadeia produtiva e que ao vencer o leilão procure colocar em execução os investimentos. Fico preocupado com a atuação das empresas, por isso cobramos mais critérios e a estipulação de prazos", disse o governador.

Segundo a diretora-geral da ANP, Sergipe tem um grande potencial exploratório e o seu óleo no mar é leve, mais valioso, por isso é bem possível que uma empresa grande com portfólio de investimento se interesse pela área de exploração do estado. "Essa área é o que temos de melhor nessa licitação. É necessária uma empresa de grande porte, que tenha fluxo de caixa disponível para topar o desafio. Apostamos na produção de petróleo de Sergipe. Após a licitação, assinamos o contrato, em dezembro, e em janeiro as empresas já podem começar. Sergipe tem uma área boa suficiente para atrair bons investidores".