Servidores do MPE dizem possuir um dos piores salários do Brasil

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Publicada em 07/08/2015 às 00:06:00

Os servidores do Ministério Público de Sergipe estão em campanha por melhores salários. De acordo com a categoria, o quadro de servidores efetivos possui salários muito baixos, a ponto de depender de gratificações e avanço horizontal na carreira para chegar a receber um valor que torne viável sua permanência no cargo.

O que chama a atenção logo de início na tabela comparativa de vencimentos base dos cargos públicos do MPSE, é a discrepância entre carreiras. Em uma pesquisa feita pelo Sindicato dos Trabalhadores Efetivos do Ministério Público de Sergipe - SINDSEMP/SE, com 22 Estados brasileiros, "essa diferença de tratamento fica clara e revela não só os altos salários dos membros, mas a desvalorização do servidor em relação aos demais MP's, ignorando por completo sua importância para o órgão", defendem.

Nesse sentido, vê-se que enquanto o MPSE possui o terceiro maior salário de membros do Brasil, ficando atrás apenas do Espírito Santos e Rio de Janeiro, os salários dos Servidores Efetivos do órgão ocupam a pior posição do ranking dentre 21 Estados pesquisados. "Frise-se que, ainda que se considere a GEO I (equivalente a 100% do salário-base), o MPSE ocuparia apenas a 16ª posição no cargo de Analista, e a 18ª posição no cargo de Técnico", explica a pesquisa.

"Através destes comparativos, verifica-se como a política salarial do MPSE alimenta a desvalorização do servidor efetivo, criando um cenário de desigualdade, carente de razoabilidade, em que a importância da categoria para o bom funcionamento do órgão é deixada de lado", diz o coordenador de Comunicação e Relações Institucionais do SINDSEMP, Dennis Christian.
Para o sindicato, a situação financeira e os limites da Responsabilidade Fiscal são constantemente usados, pela Administração Superior do MPE, como justificativas para cortes no orçamento e retirada de direitos dos servidores.