No Getúlio Vargas, destruição e protesto

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 07/08/2015 às 00:11:00

A segunda rebelião explodiu por volta das 11h na 2ª DM, onde os 69 presos se revoltaram após ouvirem a movimentação dos familiares chegando à delegacia. Sabendo que as visitas seriam suspensas, o protesto começou e os presos também começaram a forçar as grades. Das seis celas, três tiveram as grades derrubadas, o que permitiu a saída dos 39 presos para o pátio. Lá, eles arrebentaram a tubulação de água e jogaram pedras contra a porta da carceragem. Um único agente que estava de serviço na unidade ouviu os ruídos e chamou imediatamente os policiais que aderiram a greve e reforçaram a segurança, até a chegada do Batalhão de Choque e outras equipes da Polícia Militar, incluindo o comandante-geral Maurício Iunes.
Enquanto alguns agentes subiam no telhado para evitar a fuga dos detentos, a tropa de choque entrou e encurralou os rebeldes, chegando a usar uma bomba de efeito moral e tiros de bala de borracha. A tensão aumentou entre os parentes dos detentos que aguardaram do lado de fora e protestaram contra a ação da polícia. Um helicóptero do Grupamento Tático Aéreo (GTA) sobrevoou todo o entorno da 2ª DM, em apoio às equipes de terra. A situação foi logo controlada e, durante uma hora, os presos foram revistados e contados pelos policiais. Não houve feridos.
Após a visita do delegado-geral Everton Santos, ficou decidido que os 39 presos envolvidos no tumulto seriam levados para o Cope, enquanto os 30 presos que ficaram nas grades foram mantidos. Enquanto os detentos entravam no ônibus, os policiais em greve protestaram, aos gritos de "Leva tudo!". Os restantes aproveitaram a entrada da imprensa na carceragem para reclamar do excesso de presos, da falta de condições para tomar banho e de supostas agressões dos policias contra os presos. A SSP informou que a Corregedoria da Polícia Civil está à disposição para receber e apurar as denúncias.