Em emergência, Sejuc abre 100 vagas no Cadeião

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 07/08/2015 às 00:12:00

A crise nas delegacias aumentou a pressão sobre a Secretaria Estadual de Justiça (Sejuc), que anunciou, à tarde, a liberação de 100 vagas na Cadeia Pública de Nossa Senhora do Socorro, o "Cadeião", que depois da interdição do Copemcan, em São Cristóvão, passou a ser a única porta de entrada para os presos provisórios do sistema. As vagas serão preenchidas por todos os 94 presos transferidos da 2ª DM e da 10ª DM para o Cope. Eles começaram a ser enviados para o Cadeião no meio da tarde, quando passaram por exames de corpo delito no Instituto Médico Legal (IML).

A decisão foi tomada ainda na manhã de ontem pelo secretário Antônio Hora Filho, em reunião com o vice-governador Belivaldo Chagas. Segundo Hora, as vagas foram disponibilizadas mesmo com o Cadeião acima da capacidade de 160 presos. "A cadeia vai ficar com 300 presos e estamos arriscando a segurança do sistema, mas estamos liberando essas vagas para atender a esta demanda social. O momento é grave, emergencial, e as delegacias não podem continuar como estão", disse o secretário.

Antônio garantiu ainda que, a partir deste mês, a Sejuc vai colocar em funcionamento as 500 tornozeleiras eletrônicas que já estão sendo compradas para monitorar os presos do regime semiaberto. Um lote de 14 aparelhos já está em fase de testes, com acompanhamento da Vara de Execuções Criminais. A Sejuc também deve liberar mais 600 vagas até o final do ano, com a conclusão das obras das duas cadeias públicas que estão sendo construídas em Estância (com 200 vagas) e Areia Branca (400 vagas, com 90% das obras prontas).
Para o secretário da Justiça, os presídios do Estado também estão lotados e os investimentos não são suficientes para atender a demanda causada pelo aumento da violência. "Por mais que o governo se esforce para construir mais vagas, o fluxo de entrada permanece grande. A velocidade do aumento dos presos não acompanha a velocidade dos nossos investimentos. O que precisamos é de uma transformação social para que as taxas de criminalidade e reincidência de delitos reduzam. Vamos tratar as causas do problema", justifica Hora.