PC do B inicia ciclo de debates sobre Aracaju

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O prefeito Edvaldo Nogueira fala para militantes
O prefeito Edvaldo Nogueira fala para militantes

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Publicada em 04/09/2015 às 00:24:00

O PC do B iniciou na noite de quarta-feira (2) um ciclo de debates para discutir os problemas de Aracaju e os desafios que se impõem ao futuro da cidade. A primeira edição do evento reuniu cerca de 200 pessoas, que acompanharam uma palestra do ex-prefeito da capital, Edvaldo Nogueira. Ele apresentou um balanço das ações desenvolvidas pela gestão municipal entre os anos de 2001 e 2012. Neste período, a cidade foi administrada por ele e por Marcelo Déda. Edvaldo também fez reflexões sobre a situação atual da cidade, com críticas ao prefeito João Alves Filho (DEM).

 "O principal objetivo deste encontro foi começar a discutir acerca daquilo que Aracaju precisa para avançar. Temos uma obra muito importante, aquilo que fizemos na nossa gestão e que conseguimos produzir com o PT, de Marcelo Déda, e com os partidos aliados. Foram as ações desenvolvidas por mim e por Déda, que levaram a cidade a ser reconhecida como capital nacional da qualidade de vida", afirmou o ex-prefeito.
Ele pontou que a realização do ciclo de debates parte "da constatação de que Aracaju enfrenta hoje um desgoverno e do sentimento das ruas da necessidade de retomada do projeto que nós realizamos".
 "Além disso, estes debates serão extremamente úteis para discutir todas as demandas dos aracajuanos e propor soluções criativas, modernas e sustentáveis, com a diferença de que, assim como foi na nossa gestão, sabemos da importância de governar bem para todos, mas em especial para os que mais precisam", explicou.

Em sua apresentação, Edvaldo Nogueira, que geriu a capital sergipana entre os anos de 2006 e 2012, detalhou os quatro pilares do trabalho que desenvolveu na prefeitura: a gestão democrática, a ética, a modernidade e o foco nos mais necessitados.
 "A democracia sempre foi muito bem demarcada em todas as nossas ações. A visão democrática da nossa gestão permitia que a população externasse seus anseios. O orçamento participativo, as conferências da cidade, a participação dos movimentos eram fundamentais para definir os caminhos da administração e as obras que iríamos realizar", ressaltou.
 "Outro pilar era a questão ética, que se desdobrava em dois aspectos: não roubar e nem deixar roubar, aplicando bem, e a ética de se fazer obras e serviços que tinham um benefício direito na vida do povo. Não realizamos obras faraônicas. Todas as obras tinham o interesse social como base, para melhorar a qualidade de vida das pessoas", pontuou.

 Em relação à modernidade, o ex-prefeito citou destacou iniciativas inovadoras, como a implantação de 100 quilômetros de ciclovia, a construção de escolas e creches com lousa digital e estrutura mais acolhedora, a doação de 10 mil tablets para os estudantes, a renovação de 80% da frota do transporte público, além da informatização da prefeitura, da criação do Portal da Transparência e do programa de valorização do servidor. "Na nossa gestão, todos os dias, às 18h, ficavam disponíveis todas as informações sobre os nossos gastos. Agora, a prefeitura tirou todos os dados, tanto que Aracaju foi considerada nesta gestão como a pior capital do país no quesito transparência", reforçou.