DO ESTADO MÍNIMO AO ESTADO INCHADO

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Publicada em 05/09/2015 às 15:17:00

Entre o ¨estado mínimo¨ na visão neoliberal que vem a ser, apenas, a permissividade ilimitada para a especulação, e o modelo marxista que Stalin levou ao paroxismo do controle econômico e social, permeiam as concepções nunca inteiramente aplicadas e nunca inteiramente esquecidas de um lord inglês, John Maynard Keynes, que conseguiu a rara façanha de ter o seu nome adjetivado, identificando um conjunto de ideias transformadas em consistente teoria: o keynesianismo.
Já os neoliberais, estes, se mostram evasivos, quando se trata de definições dando título ao que pensam, e ao que defendem. Preferem operar como adeptos da privatização geral, da redução do tamanho do Estado, sobretudo, da sua inércia diante desse monstro incorpóreo que é o mercado. Não há um só ícone do neoliberalismo que tenha alcançado a adjetivação do seu nome, vendo-o transformar-se em teoria, ou doutrina. Nem mesmo Milton Friedman o condutor do ¨laissez - faire¨ pelo século 21 a dentro, conseguiu a proeza.
A crise brasileira com a qual agora convivemos de maneira traumática, não é um episódio isolado nem uma simplória contingência, uma ¨marolinha¨ a ser transposta. É muito mais do que isso.    
Talvez haja chegado o momento para esquecermos teorias e militâncias, adesões absolutas, ou rejeições sumárias. Necessitamos fazer um passeio pelas ideias, sem rotulações depreciativas.
Entre o Estado minimalista que é uma contradição, quando também se quer que possua uma máquina eficiente, e o Estado inchado, que não gera operacionalidade, há de haver o meio termo, a ser extraído do que existe da racionalidade possível entre os extremos.
Essa é uma tarefa para o super-homem. Por onde é que ele anda?
Sem um mínimo de popularidade, como já advertiu o vice - Michel Temer, Dilma chegará até 2018?