A VORACIDADE BANESEANA E O SERVIDOR DEVORADO

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Publicada em 03/10/2015 às 16:36:00

Estão os servidores que ganham mais de 1.500 reais a receber salários parcelados. Deposita-se uma parte no final do mês e outra no dia 11. São as agruras resultantes da secura dos cofres estaduais. A Petrobras reduziu investimentos de forma drástica, empresas fecham as portas, a economia despenca. Os recursos dos pagamentos judiciais, se liberados, evitariam o parcelamento, mas o Banco do Brasil os retém, e o governo federal reduz os repasses.
Ao servidor não há alternativa a não ser aceitar o parcelamento, porque reclamar seria inútil, visto que não se tira leite de pedra. Até ai, tudo bem, ou melhor, infelizmente, sem remédio. Ai vem a voracidade do BANESE, e retira do que foi depositado a parcela dos empréstimos consignados dos servidores. O dinheiro some, o servidor fica no zero e o BANESE engorda lucros aplicando nos fundos de investimento a soma vistosa de tudo retirado dos salários parcelados. Isso não é apenas voracidade, é absurdo mesmo, insensatez que não deve ser tolerada pelo governador em exercício Belivaldo Chagas, nem pelo governador em convalescença, Jackson Barreto. O BANESE, que cometeu o abuso, deveria ser obrigado a estornar o que foi extorquido, e aguardar a outra parcela dos salários no dia 11. Dirá, o BANESE, que as operações são automatizadas e a máquina não faz avaliações sobre situações humanas. Mas o banco poderia ter reprogramado a máquina. Para os dirigentes do banco, circunstâncias são detectáveis e impõem respostas pontuais. Ou, haveria o recurso da devolução imediata das quantias subtraídas. Nisso, se revelaria o bom senso e a devida atenção ao servidor público, sem o qual, aliás, o BANESE não sobrevive.