O ESCORREGO DO PAPA E A HIPOCRISIA DO CUNHA

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Publicada em 03/10/2015 às 16:36:00

Homem providencial, portador da mensagem de luz num segundo milênio que só prenuncia sombras, o papa Francisco transforma desalento em esperança. Patrocina o diálogo, onde existe ódio, modera radicalismos, abre janelas ao entendimento. Francisco rompe barreiras dentro da hermética estrutura da Igreja, para fazê-la mais acolhedora, mais compreensiva. Isso lhe rendeu o respeito e a admiração do mundo. Isso se transforma em exemplo para o indispensável diálogo entre as religiões. Na visita aos Estados Unidos, quando selou moralmente o acordo que acaba a estupidez do bloqueio contra Cuba, e faz americanos e cubanos se darem as mãos, o Papa pisou na bola. Logo ele, tão argentino.
Lá se foi o papa a visitar aquela serventuária da justiça que se negou a fornecer certidão de união legal a um casal gay. Ela foi presa por desrespeito a uma decisão da Suprema Corte e perjúrio. A troglodita alegou que seguia a sua consciência. Só admitia união, se fosse entre homem e mulher.
O papa Francisco elogiou a atitude da moça intolerante, disse que rezaria por ela, e assim, abre caminho para fundamentalistas, hipócritas, cínicos e farsantes, estilo Eduardo Cunha, que não consideram pecado ter contas secretas na Suíça, mas se arrogam ao direito de invadir a vida privada das pessoas, para lhes oferecer um compulsório código de comportamento. Cunha, um consumado farsante e achacador, dirá que ouviu a voz de Deus, quando embolsou os milhões de dólares, e os guardou, secretamente, num banco Suíço.