A JUSTIÇA QUE SE FAZ TANTOS ANOS DEPOIS

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Publicada em 03/10/2015 às 16:36:00

Na presidência da Assembleia o deputado Luciano Bispo tratou de por agilmente em tramitação as propostas feitas para que fossem devolvidos mandatos aos parlamentares punidos pela ditadura. Entre eles, o caso mais emblemático é aquele do advogado Gilton Garcia. Ele era presidente do Legislativo, o primeiro secretário era o hoje procurador aposentado Aerton Silva. Contra os dois despejou-se uma chuva de acusações e mesquinharias. Gilton e Aerton foram cassados, depois presos. Aerton teve até bens confiscados, Gilton foi demitido do cargo de professor da UFS. Um promotor José Medeiros e um juiz Lauro Pacheco, um que não o acusou, outro que o absolveu, foram ameaçados por agentes da ditadura. Gilton viria no governo Augusto Franco a ser o primeiro cassado a ocupar um cargo público, tornou-se Procurador Geral. Depois, seria deputado federal, governador do Amapá, e no governo de Albano, chefe da Casa Civil e secretário da Segurança Pública. Ainda na ditadura, tornou-se presidente da OAB e agiu em favor de perseguidos, foi também advogado do deputado cassado Chico de Miguel. Gilton, Aerton e tantos outros foram anistiados pelo Governo e indenizados simbolicamente pelos constrangimentos sofridos. Faltava, porém, a justiça a ser feita pela Assembleia, com a devolução dos seus mandatos, Nessa segunda às 17 horas isso estará acontecendo. Serão devolvidos também os mandatos cassados dos deputados já falecidos, Santos Mendonça, um dos maiores radialistas de Sergipe, Chico de Miguel, o líder de Itabaiana que, da prisão, elegeu um prefeito; Baltazarino Santos, pelo crime de fazer oposição, e mais de Durval Militão e de Edson Mendes de Oliveira.