João Daniel assina representação contra Eduardo Cunha

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O deputado João Daniel assinou e acompanhou o protocolo da representação na Corregedoria da Câmara
O deputado João Daniel assinou e acompanhou o protocolo da representação na Corregedoria da Câmara

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Publicada em 08/10/2015 às 01:23:00

O deputado federal João Daniel (PT/SE) assinou a representação apresentada por um grupo de parlamentares contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RJ). O documento foi protocolado ontem à tarde na Corregedoria da Casa e entregue em mãos ao corregedor da Câmara, deputado Carlos Manato (SD/ES), para que sejam investigadas as graves denúncias contra o presidente. A representação defende que Eduardo Cunha deve ser investigado por quebra de decoro parlamentar, em virtude do possível envolvimento com o esquema de corrupção da Petrobras.

A recente denúncia do Ministério Público da Suíça de que Eduardo Cunha é titular de contas bancárias naquele país acabou complicando ainda mais a situação do presidente. Esta é a primeira representação contra Cunha na Corregedoria, órgão que atua no sentido de manter e investigar a conduta ética de seus membros. Deputados de vários partidos assinaram a representação, entre eles PT, PSOL, PPS, Rede, PMDB e PSB.

 "O Parlamento não pode deixar que uma crise moral ainda se instale dentro de seus próprios quadros, sobretudo na figura do seu próprio presidente. Nossa relação primordial é com nossos eleitores. Devemos legislar para eles e fiscalizar a aplicação dos recursos em prol de seu bem estar. A sociedade deve olhar com respeito para o Parlamento, e não com desconfiança", diz a representação protocolada pelos deputados.
Os parlamentares pedem que, em sendo confirmadas as acusações, a Corregedoria analise a conduta do deputado Eduardo Cunha em face do Código de Ética e Decoro Parlamentar, para decidir sobre o eventual envio dos autos ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, a fim de que aprecie a quebra de decoro e possa aplicar as penalidades previstas.

Na Câmara, o deputado João Daniel ressaltou que, para o bem do Parlamento e do próprio presidente da Casa, seria muito importante que Eduardo Cunha desse as explicações devidas. "Ele falou na CPI que não tinha contas no exterior e agora o Ministério Público da Suíça disse que tem. Portanto, é muito importante que esses fatos sejam esclarecidos. A Câmara representa o Poder e ele também. Então isso não pode ficar assim", disse.
João Daniel acrescentou que defende que o presidente da Casa tenha o mandato de dois anos, mas que, por uma questão moral e ética, Cunha preste as informações que devem ser dadas à Câmara, ao público e à imprensa. "É isso que eu espero, bem como esse grupo de parlamentares que apresentou a representação".