Retrofoguetes, ativar!

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A molecada não sabe o que está perdendo
A molecada não sabe o que está perdendo

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Publicada em 21/10/2015 às 00:01:00

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br

Rock, hoje, é música de velho. Quando o trio de instrumentistas remanescente da cultuada The Dead Billies lançou "Ativar Retrofoguetes!" (2003), a fase áurea do gênero já era história, em franco declínio de apelo e comunicação. Não impediu, contudo, a excelente repercussão da brincadeira. 42' de baixo, guitarras e bateria. Um dos últimos suspiros criativos de alguma importância produzido pelo decadente Rock made in Brasil.

A discografia do Retrofoguetes é mais extensa, aponta sempre para o alto. Nunca superou, entretanto, esta primeira pedrada. Até por questões afetivas. Não se esperava, àquela altura, tanta versatilidade de uma banda baiana. O guitarrista Morotó Slim deixou geral de queixo caído. Dispensou a pose de virtuose e mandou a palheta em temas ligeiros de fácil assimilação.

Uma farra com roteiro de ficção científica. As 18 faixas autorais atacam sob pretextos diversos. Psychobilly, rockabilly, polka, spy, bolero, valsa e surf music instrumental, notadamente. A essência, no entanto, não tem nada de elaborada. Trata-se de música para ouvir no talo, embalada a muita Cultura Pop.

Melhor de tudo, a Retrofoguetes, agora um quarteto, continua na ativa. Apesar da crise. Esta semana reúne a velha guarda no aniversário do Che. Se bobear, os caras ainda atacam de tema novo para espantar a nostalgia do set list. Um disco novo é aguardado há bastante tempo. A molecada não sabe o que está perdendo.

The Baggios e Retrofoguetes no aniversário do Che:
24 de outubro, sábado, 22 horas