Congresso do Sintese define bandeiras para o 2º semestre

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Publicada em 01/08/2012 às 14:45:00

Reunidos para discutir o reajuste do Piso do Magistério, a intensificação da luta contra a implantação do Índice Guia de avaliação de desempenho, e sobre o XIV Congresso Estadual dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe, a ser realizado no próximo mês de novembro, professores da rede estadual de ensino promoveram na manhã de ontem uma assembléia extraordinária. No encontro, que ocorreu no Cotinguiba Esporte Clube, em Aracaju, aproximadamente 800 educadores de diversos municípios sergipanos aproveitaram a ocasião para debater sobre Plano de Cargos e Carreiras.

Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese), Ângela Melo, o diálogo é fundamental para que as reivindicações sejam debatidas já no primeiro dia de trabalho dos deputados estaduais, após o  recesso. "Nesta quinta-feira as atividades do legislativo reiniciam e é fundamental  dialogarmos desde o princípio. A nossa luta, apesar de não parecer, continua forte e a categoria ainda mais unida em busca dos nossos objetivos", informou. A reunião que durou mais de oito horas foi prestigiada também por parlamentares, como a deputada Ana Lúcia (PT).

 "Já previsto no nosso calendário de eventos,  esse congresso tende a ser ainda mais dinâmico em suas palestras e mesas de debates. Enganam-se aqueles que imaginam que a nossa batalha acabou", concluiu. Apesar de não ser discutido 'abertamente', alguns servidores da educação alegam que existe a perspectiva de uma nova paralisação já nesse mês de agosto. Sem data prevista para a greve, os docentes continuam indignados quanto ao reajuste salarial oferecido pelo governo.

Um professor que não quis se identificar garantiu que a nova greve está com 'meio caminho andado'. "Pelo andar da carruagem, ainda esse ano poderemos cruzar novamente os braços e continuar pleiteando reivindicações. É bom lembrar que não tem nada decidido, mas se continuar essa falta de atenção, os professores irão parar novamente", alegou o docente. No último mês de junho, acuada após uma decisão judicial, a categoria encerrou uma greve que durou em Sergipe 55 dias. Indignados com o não cumprimento do Piso Nacional do Magistério e mudanças na carreira da categoria, os manifestantes, em seu derradeiro ato, vestiram preto e percorreram as ruas do centro da capital promovendo um enterro simbólico do governo Déda.