Descartado pessimismo no setor da construção

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Publicada em 01/08/2012 às 14:59:00

O desaquecimento na indústria da construção civil, conforme movimento apontado na "Sondagem Indústria da Construção" divulgada nesta semana, ainda não deve ser interpretado como pessimismo, afirma o economista da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) Luís Fernando Mendes. Segundo ele, o setor está percebendo a desaceleração que atinge a economia brasileira em geral, em reflexo à crise mundial. Mas ele acredita que a retomada de investimentos públicos em obras é um fator que tem capacidade de acelerar novamente a construção civil, fazendo com que o setor resgate índices positivos de percepção.

Conforme pesquisa divulgada, o nível de Utilização da Capacidade de Operação da Indústria de Construção (UCO) ficou em 69% em junho, ante 71% em maio. Outros indicadores, sobre nível de atividade, situação financeira, acesso ao crédito e expectativas também apresentaram retração.

Segundo o economista da CBIC, houve uma desaquecimento recente nas contratações de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), incluindo projetos vinculados ao Minha Casa, Minha Vida, principalmente os que são voltados para a população de menor renda. "O que a gente vê, de fato, é que recursos do orçamento da União têm diminuído bastante", explicou.

Mendes ressaltou também que o acesso ao crédito, pelas empresas, ficou mais restrito este ano. "Os empresários estão sendo mais exigidos quando fazem contratos novos", destacou. Os bancos têm sido mais rigorosos, por exemplo, ao exigir garantias, especialmente das empresas de menor porte.