O SENADOR AMORIM E O IMPEACHMENT

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Publicada em 31/12/2015 às 16:23:00

O senador Amorim foi até bastante afirmativo ao defender, convictamente, o impeachment da presidente Dilma. Os seus zelosos e pontuais marqueteiros devem ter-lhe recomendado o novo discurso, tentativa de marcar posição política oportuna para as circunstâncias. Até recentemente o senador era prestigiadíssimo no governo central. Ainda mantém posições na esfera federal, mas o seu tempo áureo de governista foi quando seu irmão e indutor, Edivan, dizia-se petista prestigiado em Minas, onde alardeava ter dado muito dinheiro para eleger prefeitos e um deputado federal do PT, que ele trazia sempre a Aracaju para exibi-lo como troféu. Nesse tempo, o senador Amorim usou o peso do cargo e transferiu para ser superintendente do Banco do Nordeste em Sergipe, o gerente de uma agência em Janaúba (MG), onde o irmão conseguira vultoso empréstimo, aliás nunca pago. Aqui, o superintendente do BNB liberou empréstimos para os indicados pelo grupo político do senador, isso em ano eleitoral. O senador perdeu o controle do DNIT em Sergipe, e deve ter entendido que para o seu grupo, o impeachment é a melhor solução. O senador Amorim recebeu recentemente de um desses ¨institutos de pesquisas¨ a surpreendente comunicação: Era o senador mais influente do Brasil.
Ele acreditou, e espalhou eufórico, outdoors por todos os cantos de Sergipe, divulgando a ¨conquista¨.