OS REJEITOS QUE A VALE DESPREZA

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Publicada em 31/12/2015 às 16:24:00

Por que falar da Samarco, a mineradora irresponsável que jogou lama sobre uma parte do Brasil?
A Samarco é somente um tentáculo da VALE, a grande empresa multinacional que nem mais parece brasileira, tal o seu desprezo ao país onde ainda tem sede. Mas apesar da insensibilidade indiferente do seu arrogante e um tanto cínico poderoso presidente, Murilo Ferreira, a VALE precisa ser responsabilizada, e também manter-se operacionalmente ativa, e isso se aplica também às grandes empresas de construção cujos dirigentes foram parar na cadeia. São empresas que além de grandes empregadoras, geram imensos impostos e têm um longo know-how de experiências acumuladas, algo insubstituível. No caso da VALE, além das indenizações indispensáveis, do compromisso em recuperar o gigantesco dano ambiental, seria essencial a permanência das atividades de mineração. Há meios, há tecnologias disponíveis, para que se evite o acúmulo da lama, no caso de Mariana, com o agravante de ficarem as barragens sobre uma serra que é um divisor de águas. A lama pode ser usada em cerâmica, entre outras atividades. Com ela poder-se-ia produzir blocos, manilhas, tubos, pisos, e o rejeito não ficaria acumulado nas alturas de forma sempre ameaçadora. O terreno revolvido pela mineração e depois desertificado pode ser recuperado. Na Austrália, na Europa, nos Estados Unidos, em países onde a VALE opera, esses procedimentos são adotados. As Agências, os órgãos ambientais, o Ministério Público, foram omissos ou condescendentes, e a VALE sempre fez o que quis. Aqui em Sergipe a VALE há mais de trinta anos despeja no mar os rejeitos da mina de potássio Taquari-Vassouras. Os sais poderiam ser aproveitados por indústrias químicas, principalmente o cloreto de sódio, mas a VALE nunca se preocupou com isso, preferindo a alternativa mais fácil e barata, todavia poluente e antissocial.