Senado de 2018 se antecipa a 2016

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Publicada em 08/01/2016 às 09:00:00

A eleição municipal a ser realizada em outubro deste ano será, sobretudo, um aperitivo de luxo para o que vem pela frente. Todos os grandes caciques da política sergipana, além dos galos novos, estão de olho mesmo é em 2018. E as duas cadeiras do Senado Federal serão mais disputadas do que ingressos free para os camarotes em festas de Fabiano Oliveira.
Nesse contexto, o jovem deputado federal Fábio Mitidieri (PSD) mostra-se jeitoso e não esconde de ninguém que pensa alto a cena política sergipana. Ele quer mudar de Casa parlamentar em 2018, trocando a Câmara pelo Senado - embora não seja só ele. Mas para isso, Fábio - e aí parece ser só ele - agiu em 2015 e promete agir em 2016 como se estivesse em campanha, visitando lideranças e o povo e discutindo processos eleitorais.

"Claro que penso nisso, mas não como uma decisão individual. Somos um grupo de partidos e a decisão será desse colegiado", assegura ele. Apesar de novo - 38 anos - e de ter sido apenas vereador de Aracaju antes, Fábio Mitidieri lê bem a política. E é teimoso, no sentido positivo.
Diz que a melhor lição que tira de todo o seu curto passado foi da derrota da reeleição de vereador em 2012, quando trabalhou um projeto misto, que abarcava a um só tempo a volta à Câmara Municipal e a eleição de prefeitos, que lhe ajudariam dois anos depois a se eleger federal. Quebrou a cara.
Para Fábio Mitidieri, não há exagero que ele pense em Senado num fim da safra de uma geração inteira de bons políticos sergipanos que começam a sair de cena a partir da fatídica morte de Marcelo Déda, em dezembro de 2013, passando por Jackson Barreto, que jura não se candidatar a mais nada, a Maria do Carmo, Albano Franco, Almeida Lima, Benedito Figueiredo, João Augusto Gama e um João Alves a quem querem expurgar este ano.
"Trabalho com a ideia de que não podemos impor nossa participação na chapa em 2018, mas sim demonstrar a nossa força e o nosso merecimento de compô-la. Venho conversando abertamente sobre isso com prefeitos, deputados, partidos e, sobretudo, com o governador Jackson Barreto. Mas advirto: tudo tem seu tempo. Para mim, hoje é tempo de trabalhar os projetos dos nossos amigos candidatos a prefeitos este ano", afirma Fábio.
Seguramente, a "conversa aberta" que Fábio Mitidieri vem mantendo "com prefeitos, deputados, partidos e, sobretudo, com o governador Jackson Barreto", outros políticos também estão a fazê-la, com a diferença de que no mapa de alguns Jackson está completamente fora.

São casos como os de Eduardo Amorim (PSC), que perdeu fôlego enquanto liderança maior para a disputa ao Governo em 2018 e deve estar sonhando com a reeleição do Senado; de Heleno Silva (PRB), que não disputa a reeleição de prefeito de Canindé este ano para tentar ser senador dois anos depois, e de Laércio Oliveira (SD), o deputado federal que, como Fábio, também pensa em mudar de casa.
Um caso à parte é o do senador Antônio Carlos Valadares (PSB). Com o mandato a findar-se em 2018 - ele iria ao quarto mandato consecutivo, se concorrer e for reeleito -, pode ser rifado agora em 2016 em nome da candidatura de Valadares Filho à Prefeitura de Aracaju. Esta é, pelo menos, uma condição que se apresenta ao cenário de agora.

Nessa busca por uma das duas vagas no Senado em 2018, com potência pessoal ou não, Fábio Mitidieri se firma melhor, ao passo em que está a mais tempo levando às bases a intenção de ser senador. Na hora H, saber-se-á com quem está o fôlego maior para tanto. E 2016 será um ótimo cartão de visitas. Quem eleger mais prefeitos parece mais propenso a chegar lá.

Rogério e Ana
Está em todas as rodas de conversas políticas a suposta discussão acintosa entre o presidente do Diretório Estadual do PT em Sergipe, Rogério Carvalho, e a deputada estadual Ana Lúcia. "Não teve nada disso. Estive na residência da professora Ana Lúcia, que está adoentada, para lhe fazer uma visita. Conversamos, tranquilamente, na presença da neta dela, uma conversa de duas pessoas que se respeitam, que têm carinho, que têm uma aliança política e nada do que foi publicado na imprensa é verdade", contesta Rogério.
 Aliança
Rogério Carvalho aponta que o boato que circula é mais uma tentativa de jogar a professora Ana Lúcia contra ele, assim como tentaram fazer com o deputado Francisco Gualberto. "Estão tentando criar problemas onde não tem, mas ninguém vai criar problemas entre eu e Ana, ninguém me verá falando em tom alto com a professora Ana Lúcia. Temos uma aliança dentro do partido e nos respeitamos como lideranças políticas, como petistas e como amigos".
 
Eleições em Aracaju
Sobre a eleição para a Prefeitura de Aracaju este ano, Rogério Carvalho reafirma que Ana Lúcia é sua pré-candidata dentro do PT e que trabalha para buscar a unidade junto às forças internas que compõem o partido. Ele defende que o mais importante agora é que o bloco discuta uma estratégia para derrotar o atual prefeito João Alves Filho. "O debate sobre nomes dentro do bloco ainda está no início e é natural que os partidos se movimentem em conversas e apresentação de nomes, mas o mais importante em nosso projeto, liderado pelo governador Jackson Barreto, é que Aracaju volte a ser a cidade da qualidade de vida, deixada por nosso companheiro Marcelo Déda, que volte a ser uma cidade com projeto urbanístico, com mobilidade urbana, com investimentos e preocupação na área da saúde, com respeito aos servidores públicos municipais, com olhar para toda a cidade, com valorização da educação, enfim, que Aracaju volte a ser administrada com competência e amor aos aracajuanos", garante Rogério.
 
Aliança PSB X PMDB
Desde o ano passado, o deputado estadual Luciano Pimentel vem argumentando que seu PSB deve buscar, na sucessão de Aracaju deste ano, "a manutenção do bloco aliado que elegeu Jackson Barreto e Belivaldo Chagas governador e vice, defendendo inclusive, que o PMDB indique o vice-prefeito numa chapa do PSB". Pimentel não muda seu ponto de vista diante desta defesa, por achar que seria "uma oportunidade histórica a de termos governador e vice do PMDB e do PSB, e prefeito e vice de Aracaju do PSB e do PMDB". Mas para ele, a candidatura do PSB é inevitável, sob quaisquer circunstâncias. "Caso não se concretize esta aliança, entendo que o PSB deva buscar outras alternativas. O que não pode é abrir mão da candidatura própria em Aracaju, visto que tem em seus quadros um nome forte como o do deputado federal Valadares Filho, com grande possibilidade de vencer as eleições", diz ele.
 
Economia
de energia
Tentando amenizar o consumo absurdo de energia elétrica no país, o Projeto de Lei 5733/09 do Senado, que torna obrigatório o uso prioritário de energias alternativas nos sistemas de aquecimento de água em edifícios construídos com recursos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), foi aprovado ontem pela Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados em Brasília. O projeto, do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), tramita em caráter conclusivo e já foi aprovado pela Comissão de Minas e Energia. Será analisado ainda pelas comissões de Finanças e Tributação, de Constituição e Justiça e de Cidadania.
 
Chuveiro é o vilão
Dados do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) indicam que os edifícios são responsáveis por cerca de 48% do consumo de energia elétrica no Brasil. "A ampla utilização de chuveiros elétricos contribui decisivamente para esse número. A maioria das edificações, por não prever em seus projetos o uso dos sistemas alternativos de aquecimento, desperdiça oportunidades de economizar energia", diz Crivella. Ele lembra ainda que a utilização de fontes renováveis contribui para diminuir a emissão de gases causadores do efeito estufa, uma das maiores causas de danos ambientais da atualidade.
 
Chuveiro é o vilão I
O chuveiro elétrico é responsável por 7% de toda a energia elétrica produzida no Brasil, de acordo com dados do Procel/Eletrobrás. O chuveiro representa em média 40% do consumo de energia elétrica residencial no País, em horário de pico, segundo dados da Unicamp.
 
Jackson X Sintese
O governador Jackson Barreto e a direção do Sintese não se bicam de jeito algum. Ontem, durante discursos, Jackson disse que uma briga interna, por conta da eleição de uma nova diretoria esse ano, está desestabilizando alguns integrantes do poderoso sindicato dos professores. "Se houvesse mais compreensão o dialogo fluiria de forma mais natural. Não preciso de professor servindo como cabo eleitoral de governador", queixou-se Jackson, que detesta ser chamado de 'caloteiro' pela categoria. Ele lembra que pagou os salários em dezembro, o 13º salário e ainda devolveu dinheiro descontado por conta da greve do ano passado. "Não quero entrar para a história como o governador que retirou dinheiro dos professores", disse.

Em política, sempre é preciso deixar um osso para a oposição roer
Joseph Joubert, moralista e ensaísta francês

Obama, o admirado
Barack Obama é o líder mundial mais admirado no mundo. De acordo com uma pesquisa da Worldwide Independent Network of Market Research (WIN) realizada em 65 países, com 63.976 pessoas, três em cada cinco entrevistados (59%) têm uma visão favorável ao presidente dos Estados Unidos. Por outro lado, os que são desfavoráveis a ele representam uma em cada três pessoas (29%). No Brasil, Obama é bem visto por 66% da população. No segundo lugar do ranking está a chanceler alemã, Angela Merkel. Mundialmente, 42% são favoráveis a ela e 29%, desfavoráveis. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, é o terceiro da lista, com 37% da população global sendo favorável a ele e 28%, desfavorável. Quanto à Dilma Rousseff, deixa para lá.