Tentativa vã

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Publicada em 11/01/2016 às 09:34:00

 

* Adir Machado Bandeira
Nos últimos dias começaram a apare
cer nas redes sociais, blogs e portais 
uma série de informações distorcidas acerca dos primeiros atos de gestão do Conselheiro Clóvis Barbosa, que está apenas no seu quinto dia útil à frente da Corte de Contas. A última dessas maldosas e inverídicas publicações está encoberta com uma capa de "exigência de igualdade". Explico. Um internauta publica em um site que concorda com a exigência do Presidente do Tribunal de Contas quanto ao registro de ponto de todos os servidores, inclusive dos comissionados, bem como em relação à jornada de oito horas diárias, desde que tal cobrança incida também sobre os Diretores e servidores ligados ao Conselheiro Clóvis Barbosa. É na condição sugerida que mora a falsidade. Ela é muito mais uma acusação que uma reclamação por justiça e isonomia. Usou-se de um recurso retórico para encobrir a denúncia (falsa) de que há privilégios para os subordinados do Presidente. Tranquilizo a sociedade e ao internauta. As normas que estão sendo implantadas são genéricas e abstratas, não há exceções que não se justifiquem no interesse público.
Para justificar o pleito, essas notícias maldosas que ora circulam nos meios de comunicação apresentam a informação que "os servidores ligados ao Dr. Clóvis sempre tiveram uma regalia a mais no mês de dezembro que era uns 10 dias de folga antes do recesso geral do Tribunal". Quem implantou essa "regalia" fui eu, quando coordenei a 5ª Coordenadoria de Controle e Inspeção, com o apoio e autorização do Conselheiro Clóvis Barbosa e do então Presidente Reinaldo Moura. Mas em que consistia essa suposta regalia? Na concessão de um bônus (folgas) aos servidores efetivos que cumprissem as metas estabelecidas pela Coordenadoria, constantes do planejamento anual, aprovado coletivamente no início de cada ano. Essa iniciativa foi discutida e até incentivada pela Casa quando de suas reuniões estratégicas realizadas por conta de um programa institucional chamado PROMOEX. Reconheço e agradeço o apoio que tive de todos os Conselheiros que dirigiram o Tribunal nos últimos seis anos para criativamente incentivar a produção de minha equipe, sem que isso impactasse no orçamento da Instituição.
Por fim, noticia-se que os comissionados ligados ao atual Presidente da Corte nunca chegam antes das oito horas, quando o expediente da Casa começa às sete horas. Enfim, querem passar a ideia de que os comissionados ligados ao Cons. Clóvis Barbosa não cumprem integralmente a jornada de trabalho. Quero dizer aqui claramente que a notícia é verdadeira, mas a inferência que dela se faz é falsa. De fato, na 5ª CCI boa parte dos comissionados era por mim liberada para chegar após as sete horas. Quem seriam esses privilegiados? Justamente aqueles que não tinham horários para sair, para almoçar etc. Para eles o fim do expediente coincidia com a finalização do trabalho que estava programado para o dia. Quem mais conhece esse grupo de servidores são os componentes da estrutura militar da Casa, pois boa parte da nossa jornada terminou à noite. Para implantar esse modelo de gestão por resultados, mais flexível, porém não menos comprometido, mais uma vez contei com o apoio do meu chefe, o Cons. Clóvis Barbosa, que satisfeito com o produto recebido me nomeou Diretor de Controle Externo.
No momento, onde estão esses "privilegiados" e cheios de "regalias"? Lotados na Diretoria de Controle Externo. No que isso importa? Importa em dizer que talvez o "denunciante" vá ficar por mais tempo insatisfeito. É que os tais apaniguados comporão um núcleo de inteligência que pode até não chegar no Tribunal as sete para trabalhar, mas talvez apareça no seu local de trabalho no feriado, durante o seu plantão, à noite, para fazer levantamentos e auditorias. Será que o exemplo acima justifica a exceção? Deixo a pergunta. Mas uma conclusão toda a sociedade já tem. Essas manifestações que ora contrario não são com o objetivo de colaborar com um controle externo mais eficiente. Representam o contrário. A tentativa de desestimular e de fazer o Presidente Clóvis Barbosa recuar. Quem pôde vê-lo na Presidência da OAB sabe que a tentativa é vã.
* Adir Machado Bandeira é diretor de Controle Externo do TCE/SE

* Adir Machado Bandeira

Nos últimos dias começaram a apare cer nas redes sociais, blogs e portais  uma série de informações distorcidas acerca dos primeiros atos de gestão do Conselheiro Clóvis Barbosa, que está apenas no seu quinto dia útil à frente da Corte de Contas. A última dessas maldosas e inverídicas publicações está encoberta com uma capa de "exigência de igualdade". Explico. Um internauta publica em um site que concorda com a exigência do Presidente do Tribunal de Contas quanto ao registro de ponto de todos os servidores, inclusive dos comissionados, bem como em relação à jornada de oito horas diárias, desde que tal cobrança incida também sobre os Diretores e servidores ligados ao Conselheiro Clóvis Barbosa. É na condição sugerida que mora a falsidade. Ela é muito mais uma acusação que uma reclamação por justiça e isonomia. Usou-se de um recurso retórico para encobrir a denúncia (falsa) de que há privilégios para os subordinados do Presidente. Tranquilizo a sociedade e ao internauta. As normas que estão sendo implantadas são genéricas e abstratas, não há exceções que não se justifiquem no interesse público.

Para justificar o pleito, essas notícias maldosas que ora circulam nos meios de comunicação apresentam a informação que "os servidores ligados ao Dr. Clóvis sempre tiveram uma regalia a mais no mês de dezembro que era uns 10 dias de folga antes do recesso geral do Tribunal". Quem implantou essa "regalia" fui eu, quando coordenei a 5ª Coordenadoria de Controle e Inspeção, com o apoio e autorização do Conselheiro Clóvis Barbosa e do então Presidente Reinaldo Moura. Mas em que consistia essa suposta regalia? Na concessão de um bônus (folgas) aos servidores efetivos que cumprissem as metas estabelecidas pela Coordenadoria, constantes do planejamento anual, aprovado coletivamente no início de cada ano. Essa iniciativa foi discutida e até incentivada pela Casa quando de suas reuniões estratégicas realizadas por conta de um programa institucional chamado PROMOEX. Reconheço e agradeço o apoio que tive de todos os Conselheiros que dirigiram o Tribunal nos últimos seis anos para criativamente incentivar a produção de minha equipe, sem que isso impactasse no orçamento da Instituição.

Por fim, noticia-se que os comissionados ligados ao atual Presidente da Corte nunca chegam antes das oito horas, quando o expediente da Casa começa às sete horas. Enfim, querem passar a ideia de que os comissionados ligados ao Cons. Clóvis Barbosa não cumprem integralmente a jornada de trabalho. Quero dizer aqui claramente que a notícia é verdadeira, mas a inferência que dela se faz é falsa. De fato, na 5ª CCI boa parte dos comissionados era por mim liberada para chegar após as sete horas. Quem seriam esses privilegiados? Justamente aqueles que não tinham horários para sair, para almoçar etc. Para eles o fim do expediente coincidia com a finalização do trabalho que estava programado para o dia. Quem mais conhece esse grupo de servidores são os componentes da estrutura militar da Casa, pois boa parte da nossa jornada terminou à noite. Para implantar esse modelo de gestão por resultados, mais flexível, porém não menos comprometido, mais uma vez contei com o apoio do meu chefe, o Cons. Clóvis Barbosa, que satisfeito com o produto recebido me nomeou Diretor de Controle Externo.

No momento, onde estão esses "privilegiados" e cheios de "regalias"? Lotados na Diretoria de Controle Externo. No que isso importa? Importa em dizer que talvez o "denunciante" vá ficar por mais tempo insatisfeito. É que os tais apaniguados comporão um núcleo de inteligência que pode até não chegar no Tribunal as sete para trabalhar, mas talvez apareça no seu local de trabalho no feriado, durante o seu plantão, à noite, para fazer levantamentos e auditorias. Será que o exemplo acima justifica a exceção? Deixo a pergunta. Mas uma conclusão toda a sociedade já tem. Essas manifestações que ora contrario não são com o objetivo de colaborar com um controle externo mais eficiente. Representam o contrário. A tentativa de desestimular e de fazer o Presidente Clóvis Barbosa recuar. Quem pôde vê-lo na Presidência da OAB sabe que a tentativa é vã.

* Adir Machado Bandeira é diretor de Controle Externo do TCE/SE