Mudança de nomes de prédios públicos é proposta de Ana Lúcia desde 2010

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Publicada em 11/01/2016 às 10:18:00

 

Em tempos em que a intolerância e o fascismo ganham cada vez mais espaço nos meios de comunicação e na sociedade como um todo e que o discurso reacionário ganha força dentro da juventude brasileira, são benvindas as iniciativas que visam fortalecer o espírito democrático e resgatar a história do Brasil para que as futuras gerações possam entender os erros do passado e não cometê-los no futuro.
Nesse sentido, a deputada estadual Ana Lúcia (PT), histórica defensora dos princípios democráticos, ao longo da sua atuação enquanto parlamentar, apresentou uma série de ações que visam resgatar a história e reparar injustiças cometidas durante o período mais sombrio da história moderna do Brasil: a ditadura militar.
Em 2010, Ana Lúcia apresentou a indicação 5/2010 ao então governador Marcelo Deda solicitando a alteração dos nomes de escolas da rede pública estadual que homenageavam presidentes do regime militar. A mudança aconteceria com a participação da comunidade escolar durante todo o processo de escolha do novo nome através do voto direto. "A intenção é a retirada dos nomes de escolas públicas que, em Sergipe, levam o nome de presidentes ditadores para, em substituição, destacarmos personalidades da nossa terra. Há tantos homens e mulheres que tiveram destaque nas mais diversas áreas na construção da nossa sociedade, e que merecem tão valoroso reconhecimento. Educadores, médicos, artistas, juristas, farmacêuticos e tantos intelectuais, que inclusive estudaram em escolas públicas sergipanas, e contribuíram para a afirmação de valores humanistas no nosso Estado", explicou a parlamentar na época.
Já em 2013, no seu terceiro mandato como deputada estadual, Ana Lúcia elaborou e apresentou à Assembleia Legislativa Projeto de Lei 99/2013 que propunha alterar os nomes de estabelecimento, instituição e prédios públicos que enaltecessem indivíduos que participaram de qualquer ato de tortura ou violações de direitos no período da ditadura militar. "Se queremos avançar na democracia, não podemos mais homenagear aqueles que perseguiram e usaram o autoritarismo e a violência durante o regime ditatorial. Eles não são nossos heróis. As gerações futuras precisam conhecer verdadeiramente nossa história e ter como símbolo os lutadores do povo, os que arriscaram a própria vida para defender a democracia, aqueles que construíram e constroem um modelo de sociedade igualitária. Estes sim, são verdadeiros heróis", destacou a deputada.
Iniciativa do Governo - Sobre o anúncio do Governo do Estado de que esta semana estará mudando o nome de prédios e logradouros públicos batizados com nomes dos ex-presidentes e colaboradores do regime militar, a deputada Ana Lúcia afirmou que é uma importante medida, porém alerta que a comunidade escolar precisa ser ouvida durante esse processo. "É uma ação importante, porém eu vejo com preocupação a tomada de decisões de maneira monocrática. As consequências e as marcas desse regime totalitário até hoje permanecem enraizadas nas mais diversas instituições, concepções e nas relações sociais. Ao dar espaço para a comunidade participar do processo de escolha do nome a ser adotado, o Governo daria um bom exemplo de participação popular e incentivaria a população a prezar pelos princípios democráticos", afirmou Ana Lúcia.

Em tempos em que a intolerância e o fascismo ganham cada vez mais espaço nos meios de comunicação e na sociedade como um todo e que o discurso reacionário ganha força dentro da juventude brasileira, são benvindas as iniciativas que visam fortalecer o espírito democrático e resgatar a história do Brasil para que as futuras gerações possam entender os erros do passado e não cometê-los no futuro.

Nesse sentido, a deputada estadual Ana Lúcia (PT), histórica defensora dos princípios democráticos, ao longo da sua atuação enquanto parlamentar, apresentou uma série de ações que visam resgatar a história e reparar injustiças cometidas durante o período mais sombrio da história moderna do Brasil: a ditadura militar.

Em 2010, Ana Lúcia apresentou a indicação 5/2010 ao então governador Marcelo Deda solicitando a alteração dos nomes de escolas da rede pública estadual que homenageavam presidentes do regime militar. A mudança aconteceria com a participação da comunidade escolar durante todo o processo de escolha do novo nome através do voto direto. "A intenção é a retirada dos nomes de escolas públicas que, em Sergipe, levam o nome de presidentes ditadores para, em substituição, destacarmos personalidades da nossa terra. Há tantos homens e mulheres que tiveram destaque nas mais diversas áreas na construção da nossa sociedade, e que merecem tão valoroso reconhecimento. Educadores, médicos, artistas, juristas, farmacêuticos e tantos intelectuais, que inclusive estudaram em escolas públicas sergipanas, e contribuíram para a afirmação de valores humanistas no nosso Estado", explicou a parlamentar na época.

Já em 2013, no seu terceiro mandato como deputada estadual, Ana Lúcia elaborou e apresentou à Assembleia Legislativa Projeto de Lei 99/2013 que propunha alterar os nomes de estabelecimento, instituição e prédios públicos que enaltecessem indivíduos que participaram de qualquer ato de tortura ou violações de direitos no período da ditadura militar. "Se queremos avançar na democracia, não podemos mais homenagear aqueles que perseguiram e usaram o autoritarismo e a violência durante o regime ditatorial. Eles não são nossos heróis. As gerações futuras precisam conhecer verdadeiramente nossa história e ter como símbolo os lutadores do povo, os que arriscaram a própria vida para defender a democracia, aqueles que construíram e constroem um modelo de sociedade igualitária. Estes sim, são verdadeiros heróis", destacou a deputada.

Iniciativa do Governo - Sobre o anúncio do Governo do Estado de que esta semana estará mudando o nome de prédios e logradouros públicos batizados com nomes dos ex-presidentes e colaboradores do regime militar, a deputada Ana Lúcia afirmou que é uma importante medida, porém alerta que a comunidade escolar precisa ser ouvida durante esse processo. "É uma ação importante, porém eu vejo com preocupação a tomada de decisões de maneira monocrática. As consequências e as marcas desse regime totalitário até hoje permanecem enraizadas nas mais diversas instituições, concepções e nas relações sociais. Ao dar espaço para a comunidade participar do processo de escolha do nome a ser adotado, o Governo daria um bom exemplo de participação popular e incentivaria a população a prezar pelos princípios democráticos", afirmou Ana Lúcia.