Material escolar teve reajuste de até 18% em papelarias

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Publicada em 11/01/2016 às 10:20:00

 

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br
O ano de 2016 começou carregado de demandas financeiras para os pais que estão se deparando com a difícil missão de tentar encaixar na renda familiar o arrocho inflacionário atribuído nas matrículas e nos materiais escolares. Para se ter uma rápida ideia da dificuldade, ao contrário do ano passado quando o aumento foi de aproximadamente 9% se comparado a 2014, o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em 2016 subiu até 18% no preço final da tradicional lista de papelaria, que não inclui livros. Evidentemente esse reajuste não ocorre em todas as livrarias, mas para buscar os valores mais baixos é preciso, acima de tudo, paciência e disposição.
Diante da abrangente evolução dos preços, alguns parlamentares de Sergipe estão se mobilizando para defender os direitos do consumidor. Em Aracaju, por exemplo, o vereador Agamenon Sobral desenvolveu um projeto de Lei que, caso seja aprovado, determina a retirada imediata de 15 itens tidos como 'proibidos' de serem pedidos aos pais. Na lista apresentada pelo gestor, fica decretada a retirada, por exemplo, de rolos de papel higiênico, fitas adesivas, clipes, grampos, fio de nylon, pincel para quadro e bastões de cola quente. Todos estes itens citados compõem o grupo de produtos que contabilizaram 18% de ICMS reajustado.
Enquanto o PL de Agamenon não tramita - até porque a Câmara Municipal de Aracaju permanece em recesso de final de ano, uma das formas cada vez mais presente no dia a dia dos brasileiros para fugir do aumento é participar de feiras que permitem a troca de livros usados. Na capital sergipana esse tipo de comércio entre os pais já é possível encontrar em bairros populosos como o Bugio, Santos Dumont, Sol Nascente, Orlando Dantas e no conjunto Augusto Franco. 
Na esperança de ainda encontrar livrarias com os preços reduzidos, o carteiro Luís Eduardo Gomes, pai de dois estudantes, disse ao Jornal do Dia se preparar para esta fase há mais de três meses. "Vou nas livrarias para pesquisar preços, mas sempre acabo procurando algum pai de aluno que estava em 2015 cursando uma série superior à do meu filho para comprar os livros por um preço bem abaixo do mercado. O mesmo faço com os pais daqueles que estão uma série abaixo do meu filho. Repasso o material didático por quase a metade do que adquiri lá no início do ano passado", disse. 
Para evitar problemas econômicos diante da possível e já aguardada evasão dos consumidores, as livrarias e papelarias estão oferecendo descontos especiais e condições de pagamento para ser dividido nos cartões em até 10 vezes para compras acima de R$ 800.
Paralelo a estas facilidades, em alguns estabelecimentos comerciais desse seguimento o pai ou responsável pelo estudante que comprar em até três vezes no cartão 'ganha' um uniforme novo da escola a qual irá frequentar durante os próximos dois semestres de atividades letivas. Na avaliação do economista Eduardo Reis, atitudes como essa não prejudicam a renda do comércio e favorecem aos pais que andam preocupados com os compromissos a serem quitados até o início do próximo mês. 
O especialista em organização financeira familiar destaca ainda quanto à necessidade em pagar sempre à vista para conquistar outros benefícios ofertados pelas livrarias. "Sabemos que a realidade de muitas famílias não permite que esse tipo de compra seja realizada à vista, ou no cartão para apenas uma parcela, mas essa seria a melhor saída para evitar gastos excessivos. A atitude do Luis Eduardo é perfeita, mas para quem não se esquematizou de forma previa como ele, a feira de livros e as compras à vista lideram as melhores maneira de tentar driblar, por mais que uma parte, esse reajuste absurdo que foi aplicado", declarou. 
Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br


O ano de 2016 começou carregado de demandas financeiras para os pais que estão se deparando com a difícil missão de tentar encaixar na renda familiar o arrocho inflacionário atribuído nas matrículas e nos materiais escolares. Para se ter uma rápida ideia da dificuldade, ao contrário do ano passado quando o aumento foi de aproximadamente 9% se comparado a 2014, o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em 2016 subiu até 18% no preço final da tradicional lista de papelaria, que não inclui livros. Evidentemente esse reajuste não ocorre em todas as livrarias, mas para buscar os valores mais baixos é preciso, acima de tudo, paciência e disposição.

Diante da abrangente evolução dos preços, alguns parlamentares de Sergipe estão se mobilizando para defender os direitos do consumidor. Em Aracaju, por exemplo, o vereador Agamenon Sobral desenvolveu um projeto de Lei que, caso seja aprovado, determina a retirada imediata de 15 itens tidos como 'proibidos' de serem pedidos aos pais. Na lista apresentada pelo gestor, fica decretada a retirada, por exemplo, de rolos de papel higiênico, fitas adesivas, clipes, grampos, fio de nylon, pincel para quadro e bastões de cola quente. Todos estes itens citados compõem o grupo de produtos que contabilizaram 18% de ICMS reajustado.

Enquanto o PL de Agamenon não tramita - até porque a Câmara Municipal de Aracaju permanece em recesso de final de ano, uma das formas cada vez mais presente no dia a dia dos brasileiros para fugir do aumento é participar de feiras que permitem a troca de livros usados. Na capital sergipana esse tipo de comércio entre os pais já é possível encontrar em bairros populosos como o Bugio, Santos Dumont, Sol Nascente, Orlando Dantas e no conjunto Augusto Franco. 

Na esperança de ainda encontrar livrarias com os preços reduzidos, o carteiro Luís Eduardo Gomes, pai de dois estudantes, disse ao Jornal do Dia se preparar para esta fase há mais de três meses. "Vou nas livrarias para pesquisar preços, mas sempre acabo procurando algum pai de aluno que estava em 2015 cursando uma série superior à do meu filho para comprar os livros por um preço bem abaixo do mercado. O mesmo faço com os pais daqueles que estão uma série abaixo do meu filho. Repasso o material didático por quase a metade do que adquiri lá no início do ano passado", disse. 

Para evitar problemas econômicos diante da possível e já aguardada evasão dos consumidores, as livrarias e papelarias estão oferecendo descontos especiais e condições de pagamento para ser dividido nos cartões em até 10 vezes para compras acima de R$ 800.

Paralelo a estas facilidades, em alguns estabelecimentos comerciais desse seguimento o pai ou responsável pelo estudante que comprar em até três vezes no cartão 'ganha' um uniforme novo da escola a qual irá frequentar durante os próximos dois semestres de atividades letivas. Na avaliação do economista Eduardo Reis, atitudes como essa não prejudicam a renda do comércio e favorecem aos pais que andam preocupados com os compromissos a serem quitados até o início do próximo mês. 

O especialista em organização financeira familiar destaca ainda quanto à necessidade em pagar sempre à vista para conquistar outros benefícios ofertados pelas livrarias. "Sabemos que a realidade de muitas famílias não permite que esse tipo de compra seja realizada à vista, ou no cartão para apenas uma parcela, mas essa seria a melhor saída para evitar gastos excessivos. A atitude do Luis Eduardo é perfeita, mas para quem não se esquematizou de forma previa como ele, a feira de livros e as compras à vista lideram as melhores maneira de tentar driblar, por mais que uma parte, esse reajuste absurdo que foi aplicado", declarou.