A CRISE PERVERSA E A BUROCRACIA IMENSA

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Publicada em 11/01/2016 às 10:23:00

 

As crises econô
micas não fe
cham as janelas para os que sabem descortinar o futuro. Essa frase assim tão piegas, tão ao gosto desse modismo da autoajuda, farto besteirol que encontra adeptos e leitores, até poderia ter algum efeito real, prático, se o ponto final fosse substituído por uma vírgula, e viesse depois o complemento: ¨e descobrem, no presente, as oportunidades para contorná-la, apesar do governo¨.
O fato evidente é que crises, por mais desesperanças e pessimismos que nelas se injetem, sempre geram alguma situação favorável para quem é criativo e deseja tocar projetos. Mas as crises brasileiras são mais complexas porque aqui, o empreendedor, além da barreira das circunstâncias adversas, tem ainda de bater de frente contra os até agora irremovíveis obstáculos que os governos sempre colocaram diante de quem produz ou quer produzir, especialmente, se for pequeno ou microempresário. As dificuldades são amedrontadoras. Além da escorchante carga fiscal há os juros indecentes, e ainda uma Receita Federal que, apesar de nela existirem tantos servidores esforçados e solícitos, com a modernidade da informática tornou-se distante, inacessível, quando surgem problemas que ultrapassam a ¨inteligência¨ cibernética, e nisso vai se transformando em algoz até implacável dos que tentam negociar dívidas, e ficam meses a esperar uma informação exata sobre quanto devem. Assim, sem a indispensável certidão, acabam as empresas inviabilizadas. Isso, em tempo de crise, parece ser uma conspiração para que perdure a agonia e cresça o desemprego.
Em relação às empresas maiores há aqueles problemas invariavelmente causados pelos órgãos controladores. A pretexto de combaterem erros ou crimes, parece que se esmeram, todos, em criar inviabilidades. No caso de obras públicas, com ou sem propina, cada vez mais diminuem os empresários da construção que por elas se interessem. A qualquer momento pode chegar um ¨engravatadinho¨ vindo de Brasília, e paralisa a obra, até por motivos claramente irrelevantes. Os contribuintes que pagam o salário do ¨engravatadinho¨ terão de assistir seus impostos sendo consumidos em uma obra parada e recomeçada, às vezes, pelo dobro do preço anterior. Agora mesmo, após a farra monumental entre políticos, empresários e gestores, as maiores empresas de construção do país, com seus executivos na cadeia, estão ameaçadas. Se fez um acordo de leniência, que não perdoa os executivos, todavia, garante a sobrevivência das empresas, mas o Tribunal de Contas da União, onde pululam os ¨engravatadinhos¨, os ministros nomeados por conveniências políticas, raramente por competência, aquele tribunal, reduto de vaidades imensas, se insurge contra a medida provisória, entende que foi excluído, e aí começa uma novela alongada, deixando em risco milhares de empregos.
O engenheiro Luciano Barreto que bem conhece o trajeto de sacrifícios do micro empresário até chegar a ser grande, tornou-se líder da construção civil em Sergipe, e também de iniciativas sociais. Com experiência e conhecimento acumulados, tem procurado dar uma contribuição para destravar os obstáculos da burocracia, da desconfiança e da má vontade. Já conversou com presidentes e presidenta, com ministros, congressistas, tem feito palestras, já percorreu todos os caminhos possíveis, e imagináveis. Todos o escutam com muita atenção, com ele concordam, mas nada de concreto até agora se fez.
Apesar de tudo, como dizíamos, nas crises a vida não para, e coisas acontecem, porém, se as iniciativas não forem sufocadas pelos obstáculos do próprio governo. 

As crises econômicas não fe cham as janelas para os que sabem descortinar o futuro. Essa frase assim tão piegas, tão ao gosto desse modismo da autoajuda, farto besteirol que encontra adeptos e leitores, até poderia ter algum efeito real, prático, se o ponto final fosse substituído por uma vírgula, e viesse depois o complemento: ¨e descobrem, no presente, as oportunidades para contorná-la, apesar do governo¨.

O fato evidente é que crises, por mais desesperanças e pessimismos que nelas se injetem, sempre geram alguma situação favorável para quem é criativo e deseja tocar projetos. Mas as crises brasileiras são mais complexas porque aqui, o empreendedor, além da barreira das circunstâncias adversas, tem ainda de bater de frente contra os até agora irremovíveis obstáculos que os governos sempre colocaram diante de quem produz ou quer produzir, especialmente, se for pequeno ou microempresário. As dificuldades são amedrontadoras. Além da escorchante carga fiscal há os juros indecentes, e ainda uma Receita Federal que, apesar de nela existirem tantos servidores esforçados e solícitos, com a modernidade da informática tornou-se distante, inacessível, quando surgem problemas que ultrapassam a ¨inteligência¨ cibernética, e nisso vai se transformando em algoz até implacável dos que tentam negociar dívidas, e ficam meses a esperar uma informação exata sobre quanto devem. Assim, sem a indispensável certidão, acabam as empresas inviabilizadas. Isso, em tempo de crise, parece ser uma conspiração para que perdure a agonia e cresça o desemprego.

Em relação às empresas maiores há aqueles problemas invariavelmente causados pelos órgãos controladores. A pretexto de combaterem erros ou crimes, parece que se esmeram, todos, em criar inviabilidades. No caso de obras públicas, com ou sem propina, cada vez mais diminuem os empresários da construção que por elas se interessem. A qualquer momento pode chegar um ¨engravatadinho¨ vindo de Brasília, e paralisa a obra, até por motivos claramente irrelevantes. Os contribuintes que pagam o salário do ¨engravatadinho¨ terão de assistir seus impostos sendo consumidos em uma obra parada e recomeçada, às vezes, pelo dobro do preço anterior. Agora mesmo, após a farra monumental entre políticos, empresários e gestores, as maiores empresas de construção do país, com seus executivos na cadeia, estão ameaçadas. Se fez um acordo de leniência, que não perdoa os executivos, todavia, garante a sobrevivência das empresas, mas o Tribunal de Contas da União, onde pululam os ¨engravatadinhos¨, os ministros nomeados por conveniências políticas, raramente por competência, aquele tribunal, reduto de vaidades imensas, se insurge contra a medida provisória, entende que foi excluído, e aí começa uma novela alongada, deixando em risco milhares de empregos.

O engenheiro Luciano Barreto que bem conhece o trajeto de sacrifícios do micro empresário até chegar a ser grande, tornou-se líder da construção civil em Sergipe, e também de iniciativas sociais. Com experiência e conhecimento acumulados, tem procurado dar uma contribuição para destravar os obstáculos da burocracia, da desconfiança e da má vontade. Já conversou com presidentes e presidenta, com ministros, congressistas, tem feito palestras, já percorreu todos os caminhos possíveis, e imagináveis. Todos o escutam com muita atenção, com ele concordam, mas nada de concreto até agora se fez.

Apesar de tudo, como dizíamos, nas crises a vida não para, e coisas acontecem, porém, se as iniciativas não forem sufocadas pelos obstáculos do próprio governo.