DERROTANDO A CRISE E FATURANDO COM ELA

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Publicada em 11/01/2016 às 10:25:00

 

Domingo, dia 3, ainda não afastada a ressaca das festas, na Orla de Aracaju, às onze da noite, havia um engarrafamento enorme, estacionar era um incessante tormento. Houve quem fizesse o cálculo: de cada seis carros na Orla, um tinha chapa de outros estados. Os hotéis lotados, e era difícil conseguir lugar em bares e restaurantes. Ou seja, vivíamos uma entusiasmante invasão de turistas, majoritariamente baianos. Tem razão o secretário Adilson Junior quando diz que a Bahia é o centro emissor ao qual devemos dar maior atenção. Mas agora já é tempo de entrarmos na competição pelo turista estrangeiro, principalmente europeus e americanos que andam por aqui esnobando suas moedas fortes, consumindo muito por um preço para eles barato. A questão da violência afasta, amedronta, mas hoje o mundo todo tornou-se inseguro. Se a Argentina começar a melhorar a economia depois dos erros clamorosos da senhora Kirchener, os argentinos apesar do Peso enfraquecido, virão ainda em maior número. 
O fluxo atual deve permanecer, porque o Real não voltará jamais a ficar próximo ao dólar. Aqueles acostumados com Miami, Nova Iorque ou Paris, ainda que forçosamente, terão de contentar-se mesmo com o Brasil. Mas a competição é forte e teremos de nos habilitar para a disputa.
A Orla da Atalaia parece que se tornou pequena. 
Naquele primeiro domingo do ano, fazendo fotos junto aos arcos e as estátuas havia numerosos grupos de turistas; na Passarela do Caranguejo, restaurantes e bares cheios, como sempre, muita gente em torno do grande caranguejo, agora, mais um símbolo de Aracaju, sobre o qual choviam flashes.
Fica evidente que carecemos de mais equipamentos turísticos, que é preciso investir em hotéis (que venha logo o resort da CVC) e Aracaju terá de limpar os seus rios fedorentos, reduzir aquele nível intolerável de poluição nos rios Sergipe, Sal, Poxim, nos canais que cortam a cidade. Sobre isso o eficaz descomplicador dirigente da DESO, engenheiro Carlos Melo, dá a boa notícia de que as obras de esgotamento sanitário da zona sul estarão concluídas este ano, e quando isso acontecer o horrível cheiro desaparecerá. Qualidade de vida é condição indispensável para o turista mais exigente.
Esta seria a hora para que se começasse a trabalhar num projeto para a Orlinha, aquele espaço que fica em frente ao farol junto ao estuário do Sergipe. Equivaleria a uma ampliação da Orla, com o diferencial da visão desimpedida para os amplos espaços do mar, do estuário do Sergipe. Teria de ser um projeto inovador, algo que sem ser dispendioso escape do comum, daquela rotina fastidiosa do chão simplesmente ocupado por pavimento e edificações. Se poderia pensar numa combinação virtuosa da paisagem com a arquitetura de linhas leves circundada pelo verde, e tudo funcionando com energia alternativa. Seria uma área com menos bares e restaurantes, e mais cultura, arte, esporte, uma ciclovia, mirante voltado para o mar, com minibiblioteca anexa, e espaço tranquilo para a meditação. A nova Orlinha teria de ser um conceito e um desafio para arquitetos criativos, capazes de fazer bom e bonito com pouco dinheiro.
Quem começar agora em Sergipe a investir no turismo, com certeza, não estará arriscando-se a perder dinheiro.

Domingo, dia 3, ainda não afastada a ressaca das festas, na Orla de Aracaju, às onze da noite, havia um engarrafamento enorme, estacionar era um incessante tormento. Houve quem fizesse o cálculo: de cada seis carros na Orla, um tinha chapa de outros estados. Os hotéis lotados, e era difícil conseguir lugar em bares e restaurantes. Ou seja, vivíamos uma entusiasmante invasão de turistas, majoritariamente baianos. Tem razão o secretário Adilson Junior quando diz que a Bahia é o centro emissor ao qual devemos dar maior atenção. Mas agora já é tempo de entrarmos na competição pelo turista estrangeiro, principalmente europeus e americanos que andam por aqui esnobando suas moedas fortes, consumindo muito por um preço para eles barato. A questão da violência afasta, amedronta, mas hoje o mundo todo tornou-se inseguro. Se a Argentina começar a melhorar a economia depois dos erros clamorosos da senhora Kirchener, os argentinos apesar do Peso enfraquecido, virão ainda em maior número. 

O fluxo atual deve permanecer, porque o Real não voltará jamais a ficar próximo ao dólar. Aqueles acostumados com Miami, Nova Iorque ou Paris, ainda que forçosamente, terão de contentar-se mesmo com o Brasil. Mas a competição é forte e teremos de nos habilitar para a disputa.

A Orla da Atalaia parece que se tornou pequena. 

Naquele primeiro domingo do ano, fazendo fotos junto aos arcos e as estátuas havia numerosos grupos de turistas; na Passarela do Caranguejo, restaurantes e bares cheios, como sempre, muita gente em torno do grande caranguejo, agora, mais um símbolo de Aracaju, sobre o qual choviam flashes.

Fica evidente que carecemos de mais equipamentos turísticos, que é preciso investir em hotéis (que venha logo o resort da CVC) e Aracaju terá de limpar os seus rios fedorentos, reduzir aquele nível intolerável de poluição nos rios Sergipe, Sal, Poxim, nos canais que cortam a cidade. Sobre isso o eficaz descomplicador dirigente da DESO, engenheiro Carlos Melo, dá a boa notícia de que as obras de esgotamento sanitário da zona sul estarão concluídas este ano, e quando isso acontecer o horrível cheiro desaparecerá. Qualidade de vida é condição indispensável para o turista mais exigente.

Esta seria a hora para que se começasse a trabalhar num projeto para a Orlinha, aquele espaço que fica em frente ao farol junto ao estuário do Sergipe. Equivaleria a uma ampliação da Orla, com o diferencial da visão desimpedida para os amplos espaços do mar, do estuário do Sergipe. Teria de ser um projeto inovador, algo que sem ser dispendioso escape do comum, daquela rotina fastidiosa do chão simplesmente ocupado por pavimento e edificações. Se poderia pensar numa combinação virtuosa da paisagem com a arquitetura de linhas leves circundada pelo verde, e tudo funcionando com energia alternativa. Seria uma área com menos bares e restaurantes, e mais cultura, arte, esporte, uma ciclovia, mirante voltado para o mar, com minibiblioteca anexa, e espaço tranquilo para a meditação. A nova Orlinha teria de ser um conceito e um desafio para arquitetos criativos, capazes de fazer bom e bonito com pouco dinheiro.

Quem começar agora em Sergipe a investir no turismo, com certeza, não estará arriscando-se a perder dinheiro.