Capitalismo em crise

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 14/01/2016 às 00:46:00

Apesar do otimismo do governo federal, uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com comerciantes e prestadores de serviços das 27 capitais e do interior do Brasil revela que 54% dos comerciantes e prestadores de serviços temem que
o país não saia da crise em 2016. E a história ficaria pior se isso contaminasse a população por inteiro.
A pesquisa revela ainda que na avaliação de 75% dos empresários, o ano de 2015 foi pior na economia do que 2014, e para 69% deles, a crise econômica e a corrupção são os principais problemas a serem resolvidos neste ano. Nada de anormal nesse pensamento.
A pesquisa do SPC Brasil e da CNDL, que causou impacto na população, foi realizada com 822 empresários de todos os portes dos segmentos de comércio e serviços. O estudo buscou captar as percepções dos empresários sobre as condições da economia e de seus negócios ao longo do ano passado, além de captar as expectativas para 2016.

Entre essas expectativas está o medo da recessão se prolongar. Esse medo aparece, inclusive, à frente de outras opções mais voltadas ao próprio negócio do entrevistado, como o risco de não conseguir pagar as dívidas (38%), ser assaltado ou vítima de violência (38%) e ser obrigado a fechar a empresa (37%).
Quando perguntados sobre o problema brasileiro mais importante a ser resolvido neste novo ano, novamente a crise econômica lidera a lista de opções ao lado da corrupção, ambos com 69% de menções. Outros problemas apontados pelos empresários brasileiros são os impostos elevados (65%), a inflação (49%), a falta de vontade política (40%) e a violência (39%). No entanto, nenhum deles, certamente, concorda com a opção de baixar preços de produtos para fazer o dinheiro circular e tentar salvar a economia desse momento de caos. Isso porque o capitalismo tem garras poderosas que não podem perder suas conveniências.

Em relação a 2015, apenas 5% dos comerciantes e prestadores de serviços entrevistados notaram que o cenário melhorou e outros 16% disseram que não houve alteração. O índice de empresários com percepção negativa supera o percentual de 70% em todas as regiões pesquisadas, mas cai para 53% entre os entrevistados do Nordeste. É ou não é uma baita crise no capitalismo brasileiro?
Em meio a esse ambiente de baixa confiança com a economia do país, a situação financeira das empresas também piorou na opinião de 54% dos entrevistados, sendo que para mais da metade deles (52%), a piora decorreu do aumento dos preços de itens como matéria-prima, mercadoria e transporte, que diminuiu a margem de lucro, da diminuição do número de clientes (51%) e do aumento da inadimplência (22%). De acordo com a pesquisa, 75% dos empresários disseram ter visto empresas parceiras e concorrentes fecharem as portas neste último ano.
"A atual situação da economia brasileira tem gerado um ciclo vicioso, difícil de interromper. Como a inflação e as taxas de juros estão altas, as vendas caem e as empresas empregam e investem menos. Os efeitos negativos são percebidos nas quedas das vendas no varejo e na produção industrial. Dessa forma, temos queda de confiança tanto do empresário, quanto do consumidor. Esse resultado se traduz em inadimplência de ambas as partes, como os recentes indicadores têm apontado", analisa o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o momento é de otimizar custos e processos e se aproximar do cliente. "As projeções dos analistas econômicos apontam para uma queda do PIB superior a 2,5% em 2016. E se os ajustes propostos pela equipe econômica do governo não forem aprovados ou postos em prática, a situação ainda pode se agravar. Diante disso, é importante para os empresários buscarem opções de crédito mais baratas e estreitar o relacionamento com os clientes como forma de sustentar as vendas do negócio e sobreviver à turbulência", diz a economista.
Pois é. Muita explicação e pouca eficácia dos economistas envolvidos com a pesquisa. E esse será o cenário a ser apresentado ao país neste ano que só se inicia.

Demissões
Para enfrentar o ambiente menos favorável da economia, seis em cada dez (58%) entrevistados tiveram de fazer cortes e ajustar o orçamento de seus negócios em 2015. O ajuste se concentrou principalmente na folha de pagamento, uma vez que 58% desses empresários demitiram funcionários - entre dois e três dispensados em média - e 33% optaram por reduzir o valor gasto com contas de telefone fixo e celular. A economia nas contas de água e luz foi mencionada por 27% desses empresários. Embora a demissão tenha sido a principal medida de ajuste de orçamento em 2015, a maioria dos empresários ouvidos (84%) descarta a intenção de fazer novas demissões em 2016.

Socorro
Por enquanto, continua muita gente sem se entender na política de Nossa Senhora de Socorro. Muitos querendo pegar a casa arrumada pelo prefeito Fábio Henrique, e poucos querendo definir composições mais abrangentes. Na terça-feira à noite, numa reunião sigilosa, o ex-prefeito e ex-deputado estadual Zé Franco foi à casa da vereadora Maria da Taiçoca, presidente da Câmara Municipal, para ouvir propostas sobre o pleito de outubro. Levou com ele o deputado estadual Capitão Samuel, além dos vereadores Vagnerrogeris Lima e Jairo Joaquim.
 
Socorro I
Pré-candidato a prefeito de Socorro, Zé Franco foi indagado por Maria sobre possibilidade de composição entre os dois. Segundo testemunhas, Maria ouviu um sonoro não. "Em Socorro tenho compromisso com o Padre Inaldo, que irá indicar o meu vice. Em troca, eu apoiarei a candidatura dele à reeleição de deputado estadual em 2018", teria dito Zé Franco. Ele acrescentou apenas, segundo as testemunhas, que não aceitará a indicação do nome do jornalista Aélio Argolo, aliado de Inaldo, como vice em sua chapa. A conferir.
 
Bala na agulha   
Há quem estranhe o fato de o deputado Padre Inaldo (PCdoB) dizer que abre mão de sua candidatura a prefeito de Socorro. Esse é um sonho acalentado por ele há anos. Aliás, em todas as reuniões comunitárias que faz, o que é uma prática constante, deixa claro que o objetivo do seu grupo é chegar à Prefeitura de Socorro já na eleição desse ano. De acordo com aliados de Zé Franco, o Padre Inaldo não tem 'bala na agulha' para tocar uma campanha a prefeito neste momento. Vai preferir esperar um pouco mais.
 
Mais forças
Nessa corrida pela Prefeitura de Socorro ainda tem dois nomes de peso: o deputado federal Jony Marcos, pupilo de Heleno Silva, prefeito de Canindé; e o secretário municipal Kleverton Siqueira, nome indicado pelo prefeito Fábio Henrique. Nesse cenário, Maria da Taiçoca, que é liderança incontestável em várias comunidades do município, pode integrar a chapa de um ou de outro como vice. As negociações estão abertas.
 
Gastança na
comunicação
O ativista de movimentos sociais José Firmo fez duras criticas à atuação de alguns assessores de comunicação da Prefeitura de Aracaju. Disse que tem gente utilizando indevidamente o cargo e atacando pessoas de forma inadequada. Mesmo sem citar nomes, fez uma boa análise do cenário arrogante que predomina em alguns setores da PMA. E para mostrar que existe dinheiro demais e eficiência de menos nesse setor, ele apontou que em 2012 Aracaju gastou R$ 6.781.804,00 com a Secretaria de Comunicação. Em 2013 foram R$ 12.549.830,00; em 2014 gastou R$ 16.160.797,84 e em 2015 foi R$ 22.364.159,31. Ou seja entre 2012 e 2015 o orçamento da Comunicação de Aracaju aumentou em 230%.


Redução
"O povo de Aracaju pagou em impostos R$ 26 milhões em comunicação desnecessária, com propagandas inúteis, marketing e até agressões ao povo. E nestes R$ 22 milhões ainda não estão as assessorias de cada secretaria e de cada órgão que têm orçamentos próprios', analisa Firmo. "O desafio é a população entender o seu papel e cobrar do poder público, não a extinção, mas a redução drástica desses gastos e que o que for usado seja de fato para informar, educar e orientar a população", disse.


Passagens aéreas
Quem viaja muito de avião precisa ficar atendo a uma decisão dos deputados federais em Brasília. Eles querem evitar a cobrança abusiva por remarcação de passagem aérea. Para isso, a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional aprovou projeto que pretende impedir que as empresas aéreas cobrem "preços exorbitantes" pela remarcação ou reembolso das passagens aéreas adquiridas por tarifas promocionais. A proposta estabelece cobrança de taxa de serviço no valor de 10% do valor reembolsável, no caso de voos domésticos, ou de U$ 25, na hipótese de bilhete internacional. Fiquemos atentos.
 
Preparativos em Brasília
No próximo dia 2 de fevereiro, às 15h, Senado e Câmara dos Deputados se reúnem em sessão conjunta para inaugurar a 2ª Sessão Legislativa da 55ª Legislatura e assistir à leitura da mensagem que a presidente da República, Dilma Rousseff, enviará ao Parlamento. Ela deverá falar dos resultados do ajuste fiscal conduzido em 2015 e de suas metas para 2016, entre elas, a reforma previdenciária que, conforme anunciou, "o Brasil vai ter que encarar". Na mensagem, Dilma Rousseff deverá assinalar a disposição do Congresso em aprovar o ajuste fiscal por ela proposto, ressaltando, contudo, que ainda não foi definitivamente votada a proposta de emenda à Constituição (PEC 140/2015) que recria a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
 
Brasília e Sergipe
A solenidade de abertura da sessão legislativa será conduzida pelo presidente do Senado e do Congresso Nacional, Renan Calheiros, e é tradicionalmente acompanhada de um rito remanescente da inauguração da República. O rito inclui passagem da tropa em revista, audição do Hino Nacional, execução de uma salva de tiros de canhão e a presença, na rampa do Congresso, dos Dragões da Independência, unidade militar criada por Dom João VI, em 1808. Em Sergipe, o ritual acontece na Assembleia Legislativa, quando no dia 15 de fevereiro o governador Jackson Barreto irá ao plenário participar da abertura do ano legislativo e fazer a leitura de sua mensagem.

Quando não se tem mais nada a perder, só se tem a ganhar. Quando se para de pedir, a gente está pronto para começar a receber
Caio Fernando Abreu