"Boi Neon" explora potência visual do corpo e exige entrega de Juliano Cazarré

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Publicada em 14/01/2016 às 15:09:00

Estreia desta quinta-feira (14) no cinemas, "Boi Neon" é o filme brasileiro mais premiado dos últimos anos. Desde "O Som ao Redor" (2012), um filme nacional, e pernambucano, não arrancava tantos elogios mundo afora.
Com prêmios nos prestigiados festivais de Veneza e Toronto, além da consagração no último Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro, o filme de Gabriel Mascaro "faz parte de uma safra bacana que quer dar uma renovada no cinema nacional, mas sem desencadear uma revolta;  uma reforma. É um cinema de autor", observa o ator Juliano Cazarré, protagonista do filme em bate-papo com a reportagem do iG.
Para Cazarré, que está no ar na novela "A Regra do Jogo" como o funkeiro Merlô, "Boi Neon" é uma bem-vinda contribuição a um cinema mais reflexivo e adulto. "Tem uma galera aí que traz um Brasil não tão rural, não tão ingênuo. Você vê o 'Casa Grande', o 'Que Horas Ela Volta?', é um Brasil diferente do que o cinema costumava mostrar. A classe média está aparecendo nos filmes."
Em "Boi Neon", o ator dá vida a Iremar, um vaqueiro de curral que viaja o Nordeste, preparando os bois para as tradicionais vaquejadas. Apesar do trabalho bruto, Iremar sonha em ser estilista e passa o tempo vago desenhando vestidos para Galega (Maeve Jinkings), caminhoneira de dia e stripper à noite.