DA GELADA FINLÂNDIA AO FERVENTE SERGIPE

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Publicada em 05/08/2012 às 13:23:00

A Finlândia .  segundo  o presidente francês,  François Hollande,  conseguiu ultrapassar a sensaborona Inglaterra , e seria, hoje, o país onde se come a pior  gororoba do mundo. Mesmo cometendo um deslize diplomático,  Hollande não foi injusto .  A  única coisa que reabilitaria a total insipidez da comida  britânica  seria o Molho Inglês, mas ele é originariamente indiano. Na Finlândia, servem com   despropositado orgulho  um bife de Rena que é uma tragédia gastronômica.

Chegam  no prato umas fatias fininhas, fininhas,    transparentes,  de uma carne que também poderia ser  folha de plástico . As mulheres finlandesas,  na sua   decepcionante maioria, não conseguem competir com a exuberância nórdica das belas e sensuais suecas e norueguesas. Parecem ter a preocupação de esconder umas bundas derreadas e visivelmente flácidas.  Visto assim pela  carência de gosto e de atributos femininos, o país gelado poderia ser desprezado como atração turística. Não é bem assim. 

A Finlândia vale a pena como terra  onde se constrói uma civilização  quase exemplar.  A  convivência da sofisticação das suas indústrias com o primorosamente cuidado meio ambiente,  é outro bom exemplo finlandês. Pois então,  da Finlândia,  desembarcou faz pouco tempo em Sergipe um equipamento  para combate a incêndios. Fabricado pela Bronto Skylift, o caminhão, ou plataforma, tem uma escada fininha como os bifes de Rena, que chega a mais de 50 metros de altura. 

No nordeste, só o Corpo de Bombeiros da Bahia tem  equipamento similar. Por exigência do meticuloso fabricante, foram a Tampere, cidade ao norte de Helsinque,  o diretor financeiro e administrativo do DETRAN, Moacir Santana, para receber oficialmente o equipamento ; o coronel- bombeiro Mailson e o capitão-bombeiro Eustórgio. Os dois militares receberam instruções para operar  a plataforma. 

Moacir com eles subiu na pequena  gaiola presa a uma ponta do guincho,  que se elevou,  e de cima,  filmou a paisagem gelada, a imensidão branca dos lagos congelados,  o verde resistente das florestas de taiga. E nem era inverno, apenas o começo da primavera.