Candidatura de Amorim?

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Publicada em 14/02/2016 às 00:01:00

Dirigentes dos partidos ligados aos Amorim se reúnem nesta segunda-feira para definir se lançam ou não a candidatura do senador Eduardo Amorim (PSC) a prefeito de Aracaju. O grupo não tem uma posição clara, mas o deputado federal André Moura (PSC), quadro mais destacado do bloco, diz que, se o senador quiser mesmo ser candidato, terá o seu apoio.
O mesmo não acontece com o deputado federal Laércio Oliveira (Solidariedade). Ele defende a manutenção do apoio à candidatura do prefeito João Alves Filho (DEM) e já avisou que se o senador insistir mesmo em disputar a PMA, não terá a sua solidariedade.
André Moura diz que há dificuldades em apoiar a reeleição de João, porque, desta vez, o grupo exige a indicação do candidato a vice-prefeito e ele não manifesta a vontade de substituir o atual vice José Carlos Machado (PSDB) na chapa. Moura acha que a candidatura de Amorim pode ser mesmo consolidada em função disso.

Nestas eleições, o grupo Amorim está numa situação delicada: se apoiar a reeleição de João Alves, em caso de vitória, o prefeito será candidato a governador em 2018, acabando com as pretensões da família em suceder o governador Jackson Barreto (PMDB), após a humilhante derrota de 2014. Ao mesmo tempo, uma candidatura do senador à PMA corre o risco de se transformar num grande fiasco, inviabilizando de vez as pretensões no pleito estadual.
André Moura discorda de quem acha crítica a situação do grupo. Diz que, além da opção por uma candidatura própria, pode apoiar a reeleição de João caso ele aceite a substituição do candidato a vice e, em último caso, poderia apoiar a candidatura do deputado federal Valadares Filho (PSB) ou a do ex-prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) - ou seja, o que não tiver o apoio do governador.
Mesmo que na reunião de segunda-feira fique acertada a pré-candidatura do senador Eduardo à PMA, nada estará definido ainda. As convenções partidárias só serão realizadas em julho e, até lá, muitas águas vão rolar. A apresentação do nome pode ser apenas para pressionar o prefeito a oferecer a vaga de vice.

PMDB dividido

Apesar de ser apresentado como preferido pelo governador Jackson Barreto, outros dirigentes do PMDB ainda não estão convencidos de que o partido deve mesmo ter candidato próprio a prefeito de Aracaju e muito menos que, em caso de candidatura, a melhor opção seja José Sobral, atual secretário de Estado da Saúde. O bloco governista tem também como pré-candidatos a prefeito Valadares Filho e Edvaldo Nogueira.
Pessoas próximas ao governador acham que, por enquanto, há a pretensão de José Sobral, mas a sua permanência como secretário da Saúde num ano eleitoral acaba enfraquecendo uma eventual candidatura. Num momento em que a saúde pública enfrenta tantos desafios, por melhor que seja o gestor, o setor vai apresentar sempre problemas graves - é a máquina de radioterapia que quebra deixando pacientes sem tratamento, o Case sem medicamentos, a superlotação do Huse, os problemas administrativos da Fundação Hospitalar, atraso no pagamento dos salários e tantos outros.
José Sobral é um administrador atento, fala bem no rádio e na TV e tem se revelado um político hábil, principalmente em ações de bastidores. Mas, ao menos por enquanto, não parece o suficiente para uma candidatura a prefeito de Aracaju, numa eleição cujo principal objetivo do grupo é derrotar o prefeito João Alves Filho, para evitar a sua candidatura a governador em 2018.
O prazo de desincompatibilização de secretários para a disputa das eleições termina no final de março.

Troca de partidos

Será promulgada na quinta-feira, 18, em sessão conjunta do Congresso Nacional, a emenda constitucional que abre "janela" para troca de partidos sem perda de mandato. De acordo com o texto (PEC 182/07), os detentores de mandatos eletivos poderão deixar os partidos pelos quais foram eleitos nos 30 dias seguintes à promulgação da emenda.
A desfiliação, no entanto, não será considerada para fins de distribuição do dinheiro do Fundo Partidário e do acesso gratuito ao tempo de rádio e televisão.
A medida fez parte da proposta de emenda à Constituição que trata da reforma política já aprovada pelos deputados. O restante do texto, que prevê medidas como o fim da reeleição para cargos do Poder Executivo, ainda vai ser examinado no Senado.

Mudança na Segurança
"Com relação a essa situação, eu me reservo ao direito de não fazer comentário algum, até porque eu sou um soldado, e como um bom soldado, eu tenho um chefe que se chama Jackson Barreto, o comandante-em-chefe da briosa Polícia Militar. Nós temos que cumprir o que a nossa legislação determina: aguardar o chefe falar".
A declaração do coronel Maurício Iunes, atual comandante da Polícia Militar, em entrevista coletiva na última quinta-feira, pode ter selado o seu destino no cargo. Antes de viajar para o Carnaval, o governador Jackson Barreto avisou que definiria nesta semana o nome do novo secretário da Segurança Pública e que caberia a este a escolha do novo comandante da PM.
Na entrevista, Iunes foi claro ao afirmar que se considera vinculado diretamente ao governador do Estado e não ao secretário da Segurança.
O substituto de Mendonça Prado deverá ser mesmo o delegado João Batista Santos Júnior, que foi secretário-adjunto na época de João Eloy. Ele é considerado um estudioso do setor e tem ligações com a Secretaria Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça. A favor de Iunes, há o fato de João Batista ter participado da sua indicação para o comando da PM, ainda no governo Marcelo Déda.

As contas do IPTU
A PMA espera contabilizar até esta terça-feira o total arrecadado com a cota única - e primeira parcela para quem fez o parcelamento - do IPTU, vencidas na quinta-feira, 11. A expectativa do prefeito João Alves Filho ultrapassa os R$ 100 milhões, mas o elevado reajuste, as péssimas condições da cidade e a crise econômica podem ter provocado surpresas. O próprio prefeito só concluiu o pagamento dos servidores municipais na sexta-feira, 12.
Além de ter reajustado o valor da planta básica dos imóveis em até 400%, João Alves estabeleceu um reajuste anual de 30% até 2022, com o apoio dos vereadores Anderson de Tuca (PRTB), Robson Viana (PMDB) que agora é deputado estadual, Dr. Agnaldo Feitosa (PR), Adelson Barreto Filho (PSL), Manoel Marcos (DEM), Valdir Santos (PT do B), Renilson Felix (DEM), Dr. Gonzaga (PMDB), Ivaldo José (PSD), Augusto do Japãozinho (PRTB), Jailton Santana (PSC), Adriano Taxista (PSDB) e Agamenon Sobral (PP).  Vinícius Porto (DEM) não votou, mas coordenou e pressionou a bancada contra o povo aracajuano.

• Luciano sem pressa

Sem oposição e com ótima relação com os demais deputados, o presidente da Assembleia Legislativa Luciano Bispo (PMDB) decidiu deixar a discussão sobre a antecipação - ou não - da eleição da Mesa Diretora para o segundo semestre. Ele não descarta a possibilidade de realizar a eleição ainda este ano, mas tem dito que gostaria de que a escolha voltasse a ser realizada a cada dois anos, como recomenda o regimento interno alterado pelos últimos dois presidentes.
Na reabertura dos trabalhos, na segunda-feira, o vice-governador Belivaldo Chagas fará a leitura da mensagem governamental, prevendo mais dificuldades financeiras para 2016. A arrecadação própria do Estado - ICMS e outros impostos - vem aumentando, mas a queda no repasse do FPE, que até o ano passado era a principal fonte de receita, continua caindo.
A mensagem não será boa para os servidores estaduais. Não há previsão de reajustes salariais e nem existe um prazo definido para a completa implementação do Plano de Cargos e Salários, razão da paralisação dos servidores da administração geral, aqueles que atendem nos CEACs e nas secretarias das escolas.
Com ampla maioria e um legislativo em crise, o governo Jackson Barreto deverá atravessar mais um ano sem qualquer problema na Assembleia.

• Luta judicial

Os deputados Augusto Bezerra (DEM) e Paulinho da Varzinhas (PTdoB) continuam afastados de suas atividades em função de liminar do desembargador Roberto Porto, referendada pela maioria dos desembargadores, mas estão confiantes numa mudança do quadro dos próximos dias. Seus advogados trabalham para que o caso volte a ser julgado pelo pleno ainda este mês.
Augusto e Paulinho foram afastados a pedido do Ministério Público Estadual, porque estariam pressionando testemunhas dos processos que culminaram com a cassação dos dois pelos TRE, em função do uso indevido das verbas de subvenção em ano eleitoral.
Além deles, foram cassados pelo TRE, pela mesma acusação, os deputados estaduais Capitão Samuel (PSL), Gustinho Ribeiro (PSD), Jeferson Andrade (PSD), Venâncio Fonseca (PP) e Zezinho Guimarães (PMDB), além dos atuais deputados federais João Daniel (PT) e Adelson Barreto (PMDB)
Todos os deputados preparam recursos ao TSE, inclusive o Ministério Público Federal. No caso, para manter as condenações do TRE e alterar a absolvição das atuais conselheiras do TCE Susana Azevedo e Angélica Guimarães, que eram deputadas. Em relação a Angélica, há o agravante de que ela era a presidente, ordenadora de despesas e acusada de sonegar informações e destruição de provas.