Trabalhadores de Campo do Brito fazem marcha e vigília na porta da Prefeitura

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Publicada em 19/02/2016 às 22:31:00

Servidores públicos de Campo do Brito que não receberam o salário de dezembro e ainda aguardam o pagamento do retroativo referente a março e abril de 2015 ocuparam as ruas da cidade, na manhã da última quinta-feira, 18/02, para cobrar uma audiência com o prefeito Léo Rocha (PSB). Após três ofícios protocolados pelo SINDIBRITO, filiado à CUT/SE, solicitando a audiência (todos sem qualquer resposta da Administração Municipal), foi necessário organizar vigília na porta da Prefeitura e marcha pelas ruas da cidade para que a Prefeitura entregasse um documento marcando a audiência para o próximo dia 24/02, às 10h.
Dirigentes sindicais do SINDIBRITO afirmam que a dificuldade de diálogo, a perseguição de dirigentes sindicais que têm sofrido com ameaças e agressões verbais são uma constante que dificultam ao limite o exercício da atividade sindical no município.
Vítima de atentado anônimo, a presidente do SINDIBRITO, Lucinara Alves e seu esposo, sindicalista do SINTESE, José Carlos, tiveram sua casa alvejada por tiros na madrugada de 23 de outubro de 2015. Na manhã desta sexta-feira, 19/02, mais uma vez a sindicalista se dirigiu ao Fórum do município para participar de audiência sobre outra agressão sofrida há dois meses no prédio da Prefeitura de Campo do Brito.  
O clima de tensão constante, os salários atrasados são problemas que se somam à falta de enquadramento de cargos no nível correto e pagamento de percentuais do PMAQ, conforme denuncia a presidente do SINDIBRITO. "Vimos aqui a importância da união na luta sindical. Foi preciso os trabalhadores ocuparem as ruas para conseguirmos uma audiência com o gestor. E só vamos conquistar qualquer avanço com luta e união".