Irresistível objeto de desejo

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
SEGUNDO O MESTRE GILBERTO FREYRE, A PRINCESA PAULINE DEU PRA DIVERSOS NEGÕES
SEGUNDO O MESTRE GILBERTO FREYRE, A PRINCESA PAULINE DEU PRA DIVERSOS NEGÕES

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 07/08/2012 às 03:50:00

Segundo o historiador Antônio da Silva Melo, membro da Academia Brasileira de Letras, na Roma Antiga, as damas gostavam de gladiadores escurinhos. O que não chega a ser surpresa porque, o Império Romano, em seu momento de maior expansão, abrangeu todo o norte da África, inclusive o Egito. E nesse momento, muitos africanos foram levados para Roma, onde serviam como escravos domésticos, trabalhadores agrícolas, soldados, gladiadores e objetos de desejo de senhoras e senhores... Sim, porque não eram só, as comadres romanas que gostavam de ver a coisa preta, não. Sêneca, o filósofo que foi preceptor ("tia") de Nero, em carta ao seu amiguinho poeta Lucillo, afirma entusiasmado, que homens e mulheres africanos, daqueles bem tostadinhos, desempenharam importante papel na vida sexual dos antigos romanos.

Na França, a princesa Pauline, que era o xodó de seu irmão Napoleão, também era chegada a um "Tony Garrido". Segundo o mestre Gilberto Freyre, ela deu pra diversos negões, inclusive para um tal de Thomas (o nome do cara já dizia tudo), de quem, de vez em quando levava umas porradas. Pra apimentar a relação. Simples assim. E deu também para o rei do Haiti, Christophe; e para o pai do primeiro (e avô do segundo) Alexandre Dumas.

Christophe foi um personagem trágico da história do Haiti, que não é aqui, como já disse Caetano. Ex-escravo, participou das guerras pela independência dos Estados Unidos e pela de seu país. Mais tarde, tornando-se rei, criou uma corte faustosa, resistiu à tentativa de recolonização, mas acabou dando um tiro na cabeça.
Pois são esses subsídios que eu gostaria de trazer aos pesquisadores de tão "edificante" assunto. Para que as novelas de época da Globo, quando tratarem da escravidão negra nas Américas, enfatizem menos as bainhas e mais os espadas, porque em matéria de espadologia, os mais velhos, conhecedores das ervas e das garrafadas, sabiam mexer com os, digamos, pauzinhos.