UMA MORTE NO MAR E A SUSPEITA QUE RESTOU

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Publicada em 05/03/2016 às 16:06:00

Edinho, na casa dos 36 anos era um atlético jovem que praticava a pesca em mar aberto, mergulhando em apneia, coisa arriscada, para arpoar peixes, alguns, frequentes vezes, com mais de vinte quilos, uma façanha que não é das mais fáceis. Ele e dois outros companheiros costumavam mergulhar nas redondezas das plataformas de petróleo, onde as águas são claras e a profundidade fica em torno dos trinta metros até a distância de umas cinco milhas da costa.
Seria domingo, dia 21 de fevereiro, quando Edinho saiu pela última vez ao mar, num barco, com os dois companheiros também mergulhadores com os quais sempre pescava. Mergulhou e não retornou. Os companheiros afirmam que tentaram salvá-lo mergulhando desesperados sem que o localizassem. Seu corpo foi encontrado seis dias depois em estado de decomposição. Mas a autópsia realizada demonstrou que ele tinha um traumatismo craniano e o pescoço estava quebrado. Coisa estranhíssima para quem morreu por afogamento, e mergulhou, segundo os companheiros, em perfeitas condições físicas, até mesmo porque, se estivesse ferido não iria lançar-se ao mar com o seu arpão e o peso em chumbo para facilitar a descida, e que é descartado em emergências. O peso estava preso ao cadáver quando foi encontrado. Edinho era um mergulhador muito experiente.
Sem que se queira aqui produzir acusações, seria indispensável que o secretário da Segurança, João Batista, determinasse a abertura de um inquérito, até mesmo porque, se isso não for feito, sempre irão pairar suspeitas sobre a morte de Edinho, até agora cercada de fundadas suspeitas.