Servidores do Estado permanecerão em greve e exigem implantação do PCCV

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Publicada em 22/03/2016 às 14:21:00

Trabalhadores ligados ao Sindicato dos Servidores Públicos do Estado de Sergipe (Sintrase) decidiram na tarde de ontem permanecer de braços cruzados por tempo indeterminado. Em greve há 48 dias, a classe trabalhadora exige do Governo do Estado a implantação imediata do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV), além da promoção de ações que venham a fundamentar os direitos e progressos do servidor público. A decisão em continuar com a suspensão das atividades foi aprovada por unanimidade durante assembleia realizada na sede do Sindicato dos Bancários (SEEB), em Aracaju.

O presidente do sindicato, Diego Araujo, garantiu que mais de cinco mil servidores aderiram ao movimento grevista e assim devem permanecer até que o governador Jackson Barreto decida atender aos pleitos apresentados pelos profissionais. Segundo o sindicalista, ao longo dos últimos três meses a categoria já participou de reuniões com a equipe técnica da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplag), além da Procuradoria Geral do Estado (PGE), com o propósito de gerar avanços na implantação do PCCV, porém o Sintrase não tem contabilizado o desenvolvimento desejado. O limite da paciência foi atingido, garante Diego.
"O governador tem pedido paciência todas as vezes que procuramos ele, ou algum assessor direto, mas não dá mais para esperar. Hoje nós temos uma média de cinco mil funcionários que recebem mensalmente menos de um salário mínimo. No contracheque o valor é maior, mas com os descontos o salário fica abaixo do constitucional. Por esses e outros motivos é que decidimos permanecer com a greve até que as reivindicações sejam realmente atendidas pelo Estado", declarou. A proposta do Sintrase é permanecer pressionando Jackson Barreto e todos os deputados estaduais que aprovaram o PCCV em meados do ano de 2014.

Até esta quinta-feira, 24, a direção do Sintrase estará se reunindo para debater os encaminhamentos da greve, bem como a realização de atos públicos em diversos pontos de Aracaju. "As datas serão definidas e repassadas para os servidores logo que fecharmos a programação dedicada a esta greve. Em hipótese alguma iremos aceitar essa falta de respeito com o cidadão trabalhador que dá o sangue pelo serviço, mas chega no final do mês e recebe menos de um salário mínimo. O PCCV já foi aprovado há quase dois anos e até agora o que ouvimos do governador é o pedido de 'paciência'", pontuou Diego Araújo.