Emoção marca a despedida de Betinho

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Na última entrevista coletiva Betinho fala da campanha no Dragão nesses dois anos, agradece à diretoria proletária e se despediu da imprensa amiga
Na última entrevista coletiva Betinho fala da campanha no Dragão nesses dois anos, agradece à diretoria proletária e se despediu da imprensa amiga

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Publicada em 01/04/2016 às 00:44:00

Givaldo Batista
givaldobs@Yahoo.com.br

Desde o início da tarde desta quinta-feira 31, que Gilberto Carlos Nascimento, o Betinho, não é mais treinador do Confiança. E pela primeira vez que a demissão de um treinador causa comoção na torcida. Grande maioria dos torcedores proletários foi contra a diretoria proletária. As opiniões se dividiram tanto entre os torcedores como na própria diretoria.  Junto com treinador foi demitido também o seu auxiliar técnico e fiel escudeiro, Allan Dott.

Foram dois anos e 20 dias à frente do time azulino, Betinho assumiu no dia 11 de março de 2014 e de cara venceu um clássico contra o Sergipe na sua estreia. Foi demitido nesta quinta-feira, 31 de março de 2016. Ele disputou oito competições com o Dragão. Foram três campeonatos estaduais, duas Copas do Brasil, duas Copas do Nordeste, uma Série D e um Série C do Brasileirão. Nos 97 jogos foram 52 vitórias, 22 empates e 23 derrotas.
- Um ato de covardia. Eles não tiveram coragem de atacar a raiz do problema. Não quiseram punir os verdadeiros culpados. Demitir Betinho foi o caminho mais fácil e o treinador não é o único culpado dos problemas do Confiança e todos sabem onde estão os problemas. São as "panelinhas" dentro do elenco, comentou Carlos Alves Resende, ontem à tarde no Sabino Ribeiro, no momento em que Betinho concedia a entrevista coletiva de despedida do Dragão.
A pressão da torcida foi maior e Betinho pagou caro por ter segurado na equipe alguns jogadores que ele considera da sua inteira confiança, mas que não estavam na graça do torcedor. E à diretoria proletária faltou coerência, pois o presidente Luiz Roberto havia afirmado recentemente que se alguém tivesse de cair, Betinho seria o ultimo a deixar o Confiança. E não foi.

Despedida - Ontem à tarde Betinho solicitou autorização da diretoria do Confiança, para se despedir do elenco. Depois concedeu entrevista coletiva. "Esse é um momento de muita emoção. Depois de 2 anos de trabalho, com campanhas vitoriosas estou deixando o Confiança e não poderia deixar de falar sobre os motivos da minha saída e principalmente para mostrar os motivos da minha saída e me despedir dos amigos da imprensa", disse o treinador.
Fora exatamente dois anos e vinte dias de trabalho no Confiança, Betinho nesta quinta-feira se despediu dos jogadores do Confiança. Ele foi demitido no início da tarde após três derrotas consecutivas no Campeonato Sergipano. Na despedida, agradeceu a diretoria e explicou o motivo do fraco desempenho da equipe na temporada.

- É com tristeza que deixo o Confiança, não queria sair nessa situação, mas ao mesmo tempo, consciente que os resultados ruins aumentam a pressão sobre o presidente e a diretoria. Infelizmente acabou minha participação. Quero agradecer ao Confiança pela oportunidade, quando aqui no Nordeste ninguém me conhecia. Durante estes dois anos, tivemos muitas felicidades. Foram dois títulos estaduais e um acesso para o Campeonato Brasileiro da Série C, lamentou Betinho.
Mas Betinho continua em Aracaju, pois apesar de ser paulista está radicado em terras sergipanas.  Ele tem uma filha que estuda aqui e um filho, que joga no Dorense. Matheus, que inclusive marcou um dos gols do time de Dores, quarta-feira contra o Sergipe. Betinho achou melhor não voltar agora para São Paulo, enquanto aguarda propostas para treinar outra equipe, mesmo que seja fora do futebol sergipano.