José Sobral já anima

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A arte de Caã, filho de J.Inácio
A arte de Caã, filho de J.Inácio

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Publicada em 10/04/2016 às 00:14:00

O desempenho pessoal de José So-bral desde que deixou o comando da Secretaria de Estado da Saúde, mês passado, está animando o governador Jackson Barreto, dirigentes do PMDB e de partidos aliados. A sua candidatura a prefeito de Aracaju pelo PMDB é cada vez mais real, mesmo que ainda não apresente bons índices nas pesquisas realizadas até agora.

A expectativa era de que em junho Sobral voltasse a assumir a Saúde, tanto que o governador permitiu que ele indicasse Conceição Mendonça como a sua substituta apesar das pressões de setores do próprio governo, a exemplo de Almeida Lima, que preside a Adema, mas gostaria de gerir a Saúde. A apoteose da cerimônia que marcou a sua despedida do cargo e a posse de Conceição foram determinantes para o novo quadro.

Um depoimento postado no facebook pelo ex-secretário de Saúde de Aracaju Antonio Samarone, ligado às entidades médicas e que na campanha eleitoral de 2014 estava na TV pedindo votos para Eduardo Amorim, tem sido usado por aliados de Sobral para mostrar o seu bom desempenho na Saúde, mesmo não tendo acabado com todos os problemas do setor.

No texto, Samarone fez um balanço da Saúde no Estado desde 1970 e lamentou que a "saúde em Sergipe, nos últimos 30 anos, teve a infelicidade de ser conduzida sob a égide dos interesses partidários e eleitoreiros, em três longas e penosas experiências. Ao final de cada gestão, não se avançava na qualidade dos serviços prestados à população, contudo, o gestor elegia-se o deputado federal mais votado e tornava-se uma liderança política. Na última dessas aventuras, curiosamente durante o 'governo das mudanças', o modo petista de governar desmontou a rede básica; aparelhou o controle social, desmobilizou os servidores, com o uso do critério de adesão política para a escolha das chefias e gerências; levou a relação com os servidores para estado de beligerância permanente; e operou os recursos financeiros de forma perdulária".

Ainda segundo Samarone, que foi o primeiro secretário de Saúde de Aracaju após a redemocratização, "com a posse de Jackson Barreto uma surpresa, a gestão da saúde foi entregue a um 'outsider', um engenheiro agrônomo, Zezinho Sobral. Sem a pretensão de realizar uma reforma sanitária, sem verdades prévias, humildemente, procurou os trabalhadores da saúde para pedir apoio e trabalhar em parceria, ocupou as gerências com técnicos, pôs freios no descontrole financeiro, desmontou os comitês políticos, botou o pé na estrada, e foi tentar consertar o que parece não ter mais jeito. Claro, muita coisa continua funcionando mal, o atendimento continua precário, falta isso, falta aquilo, mas muita coisa já melhorou. Não é fácil montar uma rede de serviços decentes a partir da situação encontrada. A bagaceira era grande. Contudo, os ventos começaram a soprar noutra direção."

Ele também elogiou a indicação de Conceição Mendonça: "Zezinho Sobral precisou deixar a Secretaria, e aí surgiram as especulações: quem seria o substituto? Para a minha surpresa e contentamento, o governador anunciou o nome de Conceição Mendonça, uma enfermeira, sem padrinhos políticos, sem sobrenome famoso; uma técnica, legitimada pela competência e compromisso com a coisa pública, sem ambição de ser chefe político, sem ambição de enriquecimento, uma devota do serviço público, uma servidora do Sistema Único de Saúde (SUS). Quem sabe não seja esse o caminho? A Saúde que não deu certo em mãos dos coronéis da política pode ter encontrado o seu caminho na gestão profissionalizada, técnica, centrada no planejamento e no fim dos desperdícios com o dinheiro público."

O presidente estadual do PMDB, João Gama, é um dos mais entusiasmados com a desenvoltura de José Sobral e diz não ter dúvidas de que nas pesquisas que forem feitas a partir de maio, ele já aparecerá próximo dos candidatos mais bem avaliados e que estão em campanha desde 2012. Gama lembra que em 1986, quando foi escolhido por JB para disputar a PMA, precisava ser arrastado pelo atual governador para todos os eventos e reuniões políticas. "Com José Sobral é diferente. Ele tem autonomia, tem uma equipe muito boa, circula com desenvoltura em todos os ambientes e uma capacidade de trabalho que lembra o próprio Jackson. Evidente que ele vai precisar do apoio do governador, mas não para sair lhe apresentando como candidato", avalia o ex-prefeito de Aracaju.
A tendência é de que a candidatura de José Sobral seja mesmo formalizada, o que pode provocar atritos com aliados, principalmente o ex-prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB), que espera o apoio de Jackson Barreto.

Gama critica Edvaldo

"Se o governador Jackson Barreto não apoiar a sua candidatura, ele desiste de ser candidato?" A indagação do presidente estadual do PMDB João Gama tem endereço certo, o ex-prefeito de Aracaju Edvaldo Nogueira. Gama acha que Edvaldo não construiu a estrutura necessária para disputar a PMA, faz campanha em gabinetes e hoje depende de outros aliados para disputar a PMA.
"Edvaldo precisa ter autonomia política. Antes dependia do governador Marcelo Déda e agora de Jackson. Ele foi prefeito por quase oito anos e ainda quer mais", critica Gama, que defende a candidatura de José Sobral, do PMDB. "Se quiser mesmo ser candidato, Edvaldo tem que montar o seu próprio palanque e não ficar esperando que outras candidaturas não decolem. Ele criou a ideia de que para a sua candidatura ser viável, Zezinho tem que desistir", recomenda. "José Sobral é o único fator novo nessa campanha eleitoral"

Novo desembargador

O juiz de Direito Diógenes Barreto, titular da 6ª Vara Criminal da Comarca de Aracaju, tomará posse como desembargador do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) nesta segunda-feira, 11, às 11 horas, no auditório do Pleno, no 8º andar do Palácio da Justiça, no Centro de Aracaju.
O magistrado foi promovido pelo critério de merecimento e ocupará a vaga deixada pela desembargadora Marilza Maynard Salgado de Carvalho.
Natural de Aracaju, o juiz Diógenes Barreto formou-se em Direito pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), em 1984. Ingressou no Judiciário sergipano como Agente Judiciário, em 1981. Após aprovação no concurso de Juiz, tomou posse em setembro de 1991.
Atuou como juiz nas comarcas de Porto da Folha, Capela, Boquim e Aracaju. Desde 2008 era juiz titular da 6ª Vara Criminal da Comarca de Aracaju. Foi presidente da Turma Recursal no biênio 2011/2013 e atuou no 2º grau substituindo desembargadores por diversas oportunidades. Foi também juiz auxiliar da Presidência nas gestões dos desembargadores Osório de Araújo Ramos Filho e Luiz Mendonça.

Bispo é reeleito
O deputado estadual Luciano Bispo (PMDB) foi reeleito na última terça-feira, 05, presidente da Assembleia Legislativa para o biênio 2017/2018, junto com toda a atual Mesa Diretora. A chapa única foi reeleita por 17 votos a favor e três contra.
Votaram contra a reeleição de Luciano Bispo os deputados Georgeo Passos (PTC), Luciano Pimentel (PSB) e Maria Mendonça (PP). As ausências foram dos deputados Ana Lúcia (PT) e Pastor Antonio (PSC).
Os deputados Augusto Bezerra (PHS) e Paulinho da Varzinhas (PTdoB) não compareceram à votação por estarem impedidos judicialmente de frequentarem à Casa, ainda por conta do processo das subvenções sociais da Assembleia.
É a terceira vez que a Assembleia elege a mesa por antecipação. A primeira vez ocorreu em 2008 com Ulices Andrade e em 2012 a antecipação da eleição de Angélica Guimarães provocou o rompimento entre o então governador Marcelo Déda e o grupo dos irmãos Amorim.

Auxílio moradia
Com a aprovação do Colégio de Procuradores de Justiça, o Ministério Público Estadual vai decidir a forma de pagamento do auxílio moradia retroativo ao ano de 2006. Segue decisão do Tribunal de Justiça, que já está pagando, de forma parcelada, o auxílio a juízes e desembargadores.
São cerca de 150 promotores e procuradores e os valores devidos seriam referentes à verba integral no período de outubro de 2006 a dezembro de 2011, além da diferença do valor recebido de 2012 a 2014 em relação ao valor que é pago hoje, R$ 4.330 mensais.
O presidente do Tribunal de Contas, Clóvis Barbosa de Melo, também fechou um acordo com conselheiros, auditores e procuradores e vai pagar a diferença entre 2012 e 2014, em seis meses. No TCE são 17 os que têm direito, mas só receberam a primeira parcela os 15 que fizeram a requisição. Os valores a serem pagos vão de R$ 30 mil a R$ 145 mil, dependendo do tempo em atividade, um total de R$ 2 milhões.
O auxílio moradia é uma das grandes excrescências do Judiciário brasileiro, mas não é invenção de Sergipe. O retroativo, por exemplo, está sendo pago em função de liminar concedida pelo ministro do STF Luiz Fux a uma associação de magistrados.