Racha à vista

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
O ex-líder da oposição na Assembleia Legislativa, deputado estadual Capitão Samuel, não deixou o PSL para se filiar a um partido da base aliada do governador Jackson Barreto (PMDB), mas continua próximo de JB. Recentemente esteve no palácio para entregar
O ex-líder da oposição na Assembleia Legislativa, deputado estadual Capitão Samuel, não deixou o PSL para se filiar a um partido da base aliada do governador Jackson Barreto (PMDB), mas continua próximo de JB. Recentemente esteve no palácio para entregar

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 13/04/2016 às 00:29:00

O ex-líder da oposição na Assembleia Legislativa, deputado estadual Capitão Samuel, não deixou o PSL para se filiar a um partido da base aliada do governador Jackson Barreto (PMDB), mas continua próximo de JB. Recentemente esteve no palácio para entregar uma pauta de reivindicação da carreira militar, oportunidade em que conversou com o governador.
"Fiquei feliz com a receptividade de Jackson em nos atender", afirmou o deputado, acrescentando que o governador determinou que ele participasse das reuniões do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), da Secretaria da Segurança Pública de Sergipe.

Racha à vista

A base aliada do governador Jackson Barreto (PMDB) permanece com três pré-candidatos a prefeito de Aracaju nas eleições deste ano a cerca de um mês dele decidir quem será o seu candidato: se Zezinho Sobral (PMDB), Edvaldo Nogueira (PCdoB) ou Valadares Filho (PSB).

Recentemente JB conversou com Edvaldo e Valadares, oportunidade em que reafirmou o seu compromisso de definir no mês de maio o seu candidato. Com Zezinho, por ser do seu partido, a conversa é permanente.
Jackson continua defendendo que o seu agrupamento tenha apenas duas candidaturas a prefeito por entender que aumenta a chance de derrotar nas urnas o adversário João Alves Filho (DEM). Ele acredita que com duas candidaturas, estarão no 2º turno os dois aliados.

A possibilidade do prefeito João Alves chegar ao segundo turno não pode ser descartada, mesmo diante de uma grande rejeição da população pela administração caótica que faz faltando pouco mais de nove meses para terminar o mandato.

Em um cenário de segundo turno de João Alves com um aliado do governo ou até mesmo do aliado com o pré-candidato Eduardo Amorim (PSC), o governador terá dificuldade para unir todo o grupo em torno daquele que chegar ao segundo turno. Principalmente se no segundo turno estiver Edvaldo ou Valadares.
Desde o ano passado, quando eles decidiram que disputariam a prefeitura, que há troca de farpas entre os dois. Edvaldo já disse várias vezes que seu partido já apoiou a candidatura de Valadares Filho a prefeito em 2012 e que agora espera a reciprocidade.

O pré-candidato do PSB rebateu dizendo que o seu partido apoiou Edvaldo como vice de Marcelo Déda e depois a sua reeleição, que já foi prefeito por oito anos e agora deve abrir caminho para quem não governou Aracaju.
O presidente do PCdoB, Antonio Bittencourt, colocou mais lenha na fogueira ontem. Foi quando declarou que a opção pelos Valadares geraram duas derrotas nas eleições. "Terminada a eleição em 2012 esperávamos de Valadares Filho que se tornasse um aglutinador da oposição em Aracaju. Dei este depoimento passado um ano da eleição cobrando essa postura dele, mas o que se viu foi que ele se trancou em Brasília, talvez movido por interesses na eleição de governo onde seu pai, senador Valadares, vacilava se fazia ou não oposição a João", ressaltou Bittencourt.

Lembrou que nas duas vezes em que os Valadares - pai e filho - foram candidatos a prefeito de Aracaju, mesmo com o apoio do atual governador Jackson Barreto e outros companheiros, houve derrota eleitoral. "Isso mostra claramente que Aracaju observa a movimentação dos políticos que de fato têm ligações reais com a cidade", alfinetou.
Trocando em miúdos, o governador dificilmente unirá PCdo B e PSB nas eleições deste ano e as lideranças desses dois partidos vão continuar se alfinetando no afã de ser o candidato de JB, que dá sinais que fará de tudo para emplacar o seu pupilo como candidato a prefeito, o ex-secretário Zezinho Sobral.

Pré-lançamento
O PMDB organiza para hoje à tarde, no Mercury Hotel, um ato político de apoio à pré-candidatura de Zezinho Sobral (PMDB) a prefeito de Aracaju. Lideranças políticas peemedebistas e de outros partidos da base aliada do governador Jackson Barreto (PMDB) estarão presentes ao evento, inclusive o próprio JB, maior cabo eleitoral de Zezinho.

Confraria
Ontem Zezinho Sobral almoçou com radialistas, no restaurante do Camilo, na Coroa do Meio. Nos próximos dias almoçará com jornalistas dos vários veículos de comunicação, em dias específicos. O objetivo é uma interação maior com a imprensa e uma discussão política sobre Aracaju.
Recursos
O deputado federal Fábio Reis (PMDB) conseguiu liberar, junto ao ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, recurso no valor de R$ 800 mil que serão destinados à estruturação da Universidade Federal de Sergipe de Lagarto, campus São Cristóvão e campus Lagarto. O valor, relativo à primeira parcela do edital, já foi repassado à UFS, que deverá investir na compra de equipamentos e na infraestrutura dos campi. O valor total que será destinado à educação dos sergipanos é de R$ 3.343 milhões.

No olho do furacão 1
Muitos políticos de Sergipe estão de malas prontas para Brasília no final de semana para acompanhar de perto a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados. O processo de votação começará na sexta-feira e encerrará no domingo.

No olho do furacão 2
Entre os que estarão em Brasília os ex-deputados federais Heleno Silva (PRB), Sérgio Reis (PMDB) e João Fontes (sem partido). Sérgio já está no Distrito Federal e os outros dois devem embarcar na sexta-feira.

Ponto de vista
Para Heleno Silva, as coisas serão decididas nesse final de semana. "A situação é muito difícil, pois tem grupo a favor e contra o impeachment. Não queria estar lá não (como deputado)", afirmou o hoje prefeito de Canindé do São Francisco, enfatizando que o "momento é histórico" e que quer participar "dessa história".
Expectativa
Heleno disse à coluna que o seu partido, o PRB, deve decidir pelo impeachment da presidente Dilma e que todos devem fechar questão nisso. Ou seja, o deputado federal Jony Marcos (PRB) pode voltar atrás e votar pelo impedimento da presidente.

Na rua
Os Movimentos Basta e Muda Brasil, que defendem o impeachment da presidente Dilma, colocarão no próximo domingo um telão no Calçadão da 13 de Julho para que a população possa acompanhar a votação do impeachment na Câmara dos Deputados. Será a partir das 14h.

Otimista
O presidente estadual do PSC e coordenador do Movimento Pró-Impeachment, deputado federal André Moura, disse ontem que estava confiante de que a oposição conseguirá os votos necessários para a aprovação do impedimento da presidente. "No nosso último mapeamento na madrugada desta terça-feira, tínhamos 359, quando são necessários 342. Mas não tenho dúvidas de que o resultado de ontem de aprovação do relatório a favor do impeachment (38 a 27) motivou a muitos indecisos e até mesmo alguns deputados da base aliada a defenderem o afastamento da presidente", disse.

Fazendo
a contabilidade
Avaliação de André Moura sobre os votos da bancada federal de Sergipe. "Os deputados Laércio Oliveira (SD) e Valadares Filho (PSB) são favoráveis ao impeachment, Adelson Barreto (PR) ainda está indeciso, enquanto que pastor Jony Marcos (PRB), Fábio Mitidieri (PSD), Fábio Reis (PMDB) e João Daniel (PT) são contrários".

Na torcida
"A grande maioria dos deputados do PR são favoráveis, acredito que Adelson Barreto acompanhe a maioria. Já o pastor Jony esperamos que siga a orientação da bancada do PRB de votar a favor e Fabio Reis, de acordo com postagens em suas redes sociais, está ouvindo familiares, amigos e membros do partido para rediscutir seu posicionamento".

Manobra
Os ministros do PMDB que têm mandato de deputado vão se licenciar dos cargos e retornar à Câmara para votar, no plenário, contra a abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Dos seis ministros peemedebistas que permanecem no cargo, três têm mandatos de deputado: Celso Pansera (Ciência e Tecnologia), Marcelo Castro (Saúde) e Mauro Lopes (Secretaria de Aviação Civil).

A luta
De Celso Pansera em evento no Palácio do Planalto com a presença de estudantes e entidades ligadas à educação, sobre a decisão dos ministros do PMDB: "Decidimos que vamos voltar para fazer a luta contra o impeachment na Câmara. Nós vamos encerrar o terceiro turno das eleições de 2014. E vamos ganhar de novo e espero que desta vez respeitem o resultado. Esse país precisa trabalhar, precisa que o deixem trabalhar, esse governo precisa governar, precisa que o deixem governar".

Veja essa...
Do presidente do diretório municipal do PCdoB, Antonio Bittencourt, sobre a decisão do prefeito João Alves Filho (DEM) em se afastar do cargo por 15 dias para descansar: "As férias para descanso do atual prefeito é um misto de incompetência, irresponsabilidade e covardia. Isso não são férias, é uma fuga".

Curtas
De André Moura, ao ser questionado se pode assumir o comando do PMDB em Sergipe caso seja aprovado o impeachment da presidente Dilma e o vice Michel Temer assuma a presidência: "Estou trabalhando questões maiores, que envolvem toda a nação. Questões políticas do PMDB local dependem da Executiva Nacional e não me cabem, até porque sou de outra sigla e aqui me sinto bem".

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou ontem projeto do senador Valadares (PSB) que define que os limites do semiárido, área que recebe a metade dos recursos aplicados em programas de financiamento ao setor produtivo destinados à região Nordeste, deverão ser atualizados periodicamente.
A proposta segue para votação, em decisão terminativa, na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR).

O Senado concluiu ontem a votação do projeto de lei que busca evitar a punição de prefeitos com base na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) em casos de diminuição de recursos por razões externas. O texto segue agora para a Câmara dos Deputados.

A Secretaria de Estado da Educação lança mais um canal de comunicação: Foca na Educação, que visa estimular as boas práticas educacionais dos alunos da rede. Pelo projeto, os focas serão os correspondentes do Repórter Educação.