Sem empecilho

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Publicada em 18/05/2016 às 14:07:00

Na reunião do Partido dos Trabalhadores realizada ontem, em Brasília, ficou decidido que a legenda não vai apoiar candidatos nas eleições municipais deste ano que tenham sido a favor do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Todavia, não foi descartada a possibilidade de coligações com partidos que foram a favor do afastamento, como o PMDB. "A definição é de que nós vamos primeiro priorizar alianças com PCdoB e PDT. As outras nós vamos examinar caso a caso", afirmou o presidente nacional do PT, Rui Falcão.
Segundo Falcão, se alguém do PMDB quiser participar com o PT numa chapa na eleição municipal, é fundamental que não tenha apoiado o impeachment publicamente, que adote programas que priorizem a área social, que faça orçamento participativo, que abra o debate, que tenha transparência e que não permita corrupção. "Fazendo isso, não há nenhuma objeção", frisou.
Trocando em miúdos, a deliberação do PT ontem não inviabiliza uma aliança do partido em Sergipe com o PMDB, que tem como pré-candidato a prefeito Zezinho Sobral.  Zezinho, em momento algum, se posicionou favorável ao impeachment de Dilma, sem falar no fato de que o governo do PMDB em Sergipe é um aliado do PT.
No governo de Jackson Barreto o PT tem duas secretarias: Agricultura e Meio Ambiente. JB, inclusive, em vários momentos, chegou a declarar publicamente que era contrário ao impedimento. Lembrou que defendia a democracia no país e que combateu a ditadura militar, chegando a ser preso político.
Jackson fez isso mesmo os que conduziram o impeachment e seus beneficiários sendo do seu partido, o PMDB. Pode até sofrer retaliações por isso, com Michel Temer sendo o presidente interino.
Assim sendo, o problema em Aracaju de setores do PT não desejarem indicar o vice do PMDB, mas do PCdoB com a pré-candidatura de Edvaldo Nogueira, tem a ver com a ideologia política. É o caso do secretário nacional do PT, ex-deputado federal Márcio Macedo; da deputada estadual Ana Lúcia e da própria ex-primeira dama Eliane Aquino, que vem a ser a viúva do ex-governador Marcelo Déda e tem o seu nome indicado como vice dos petistas.
No próprio PT tem quem defenda a aliança do partido com Zezinho Sobral. É o caso do presidente estadual da legenda, ex-deputado federal Rogério Carvalho, do deputado federal João Daniel e do deputado estadual e líder do governo na Assembleia, Francisco Gualberto.  
O entendimento do PT nacional de aceitar com critérios o PMDB como aliado de chapa nas eleições municipais deste ano, em reunião em que estiveram presentes ex-ministros, deputados, senadores e outras lideranças, cai um pouco por terra a posição de veto de petistas de Sergipe a uma aliança com o PMDB.
Agora é aguardar o desenrolar dos acontecimentos...

Autocrítica petista 1
Na reunião nacional do PT, que contou com a presença do secretário nacional de finanças, Márcio Macedo, foi feita uma autocrítica da trajetória do partido em um documento aprovado com pelo menos 13 pontos. Entre elas: que o governo Dilma cometeu "equívocos", como "relegar tarefas fundamentais como a reforma política, a reforma tributária progressiva e a democratização dos meios de comunicação"; e o sistema de alianças com partidos do centro, sem dar "a devida atenção" às siglas de esquerda.

Autocrítica petista 2
O documento preliminar não cita o mensalão ou o esquema de corrupção na Petrobras, mas diz que foi "contaminado" pelo financiamento empresarial de campanha. "Terminamos envolvidos em práticas dos partidos políticos tradicionais, o que claramente afetou negativamente nossa imagem e abriu flancos para ataques de aparatos judiciais controlados pela direita", afirma no documento.

Lenha na fogueira
O presidente da Câmara, Vinicius Porto (DEM), não perdeu ontem a oportunidade de alfinetar partidos da base aliada do governador Jackson Barreto, dizendo que estão menosprezando e humilhando o governo quando fazem acordos sem o entendimento dele e que JB merece respeito. Na tribuna da Casa, se referiu a um possível acordo nas eleições em Aracaju do PT com o PCdoB, assim como do acordo entre PSB, PSD e PROS. Falou ainda que entendo que "o governador deve se manifestar e responder a esses partidos que estão trabalhando para cortar as suas pernas".

Bombeiro 1
Do vereador Bertulino Menezes, líder do PSB na Câmara: "Não vou responder ao vereador Vinicius Porto que se presta, nesta Casa, ao papel de porta voz do governador Jackson Barreto propagando a tese do golpe dos aliados. O presidente da Câmara Municipal de Aracaju alimenta a cizânia motivado por ociosidade. Para mim, isso é falta do que fazer".

Bombeiro 2
Disse ainda o parlamentar: "Vinicius tente mudar a pauta política para desviar a atenção dos problemas que afetam a população como o aumento escorchante do IPTU, colapso do trânsito, farsa do BRT com imposição de faixas exclusivas sob ameaça de multas,  crise do lixo, obras abandonadas como a maternidade do 17 de Março, falta de limpeza e manutenção dos logradouros públicos nos bairros,  além do não cumprimento das promessas de João Alves diante da campanha eleitoral. Vamos discutir os problemas e apresentar soluções para a cidade.  É isto o que a população espera e o PSB já está nas ruas fazendo".

Bombeiro 3
O presidente Municipal do PT, vereador Emmanuel Nascimento, também respondeu a Vinícius Porto. Disse que os diretórios municipal e estadual não vetaram nenhum pré-candidato à Prefeitura de Aracaju e que o partido ainda não tomou nenhuma posição em relação ao pleito eleitoral na capital. Ressaltou que o seu partido não isolou o governador Jackson Barreto como tem sido divulgado pela mídia local.

Não procede
O governador Jackson Barreto (PMDB) e o pré-candidato a prefeito de Nossa Senhora do Socorro, Zé Franco (PSDB), responderam ontem a uma informação prestada à coluna por um vereador dando conta que na próxima sexta-feira o padre Inaldo (PCdoB) e os vereadores Vagnerrogeris Lima e Jairo Joaquim teriam uma reunião com JB, quando seria discutido a possibilidade de apoio a uma chapa de Padre Inaldo para prefeito e Manelito (filho de Zé Franco) para vice ou uma chapa encabeçada por Zé Franco tendo como vice o vereador Betinho.

JB
Jackson Barreto disse que ficou surpreso com a informação que teria uma reunião na sexta-feira para discutir nome de prefeito em Socorro. "Tomei um susto. Não marquei reunião alguma e em momento algum discuti candidatura de Zé Franco. Ele não é candidato, tem pendências no TRF de Recife, não pode nem ser candidato a deputado estadual".

Franco 1
Já Zé Franco disse que tem admiração pelo aliado, o padre Inaldo, mas ele é pré-candidato a prefeito de Nossa Senhora do Socorro. "Não vou de encontro à população, que quer que eu seja candidato. As pesquisas mostram isso e o PSDB nacional me cobra isso. Se Socorro tiver 10 ou 20 candidatos, eu sou um deles. Nossa Senhora do Socorro e Areia Branca são os amores da minha vida", afirmou, admitindo que as conversas continuam e que tudo é possível.

Franco 2
Zé Franco admitiu que recentemente teve dois encontros com o prefeito Fábio Henrique (PDT). "Na primeira conversa o que tinha de negativo foi superado, não tenho sentimento de ódio. A segunda conversa evoluiu mais", afirmou.

Pré-lançamento
O Psol lançou ontem a pré-candidatura de Sônia Meire a prefeita de Aracaju. Sônia disse que quer formar uma frente de esquerda forte para mudar a conjuntura local, com a participação do PCB e PSTU.

Líder do governo
O deputado federal André Moura (PSC) deve ser mesmo o líder do governo na Câmara dos Deputados. Ontem, partidos que reúnem mais de 350 das 513 cadeiras da Câmara decidiram, em reunião, sugerir o seu nome ao presidente interino Michel Temer.

Preferem André
O documento de apoio a André foi entregue ontem mesmo a Temer pelos líderes partidários. Os partidos que endossam a sua indicação são o PMDB e as siglas do chamado "centrão" - PP, PR, PTB, PSD, PRB, além de outras menores. Esses partidos estudam ainda a possibilidade de formar um "blocão" de apoio a Temer.

Preferem Maia
Parte dos partidos da antiga oposição a Dilma Rousseff (DEM, PSDB e PPS) não participaram da reunião, embora integrem o governo de Temer. Eles apoiam o nome de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a liderança do governo. Maia, como André, é próximo a Cunha.

Codevasf 1
Como líder do PSB no Senado, Antônio Carlos Valadares esteve ontem com o ministro Hélder Barbalho (Integração Nacional) tratando da indicação do partido para a Codevasf. Segundo o parlamentar, a definição ficou para a próxima semana.

Codevasf 2
De Valadares ao ser questionado sobre as especulações de que o ex-deputado estadual e conselheiro aposentado, Reinaldo Moura, poderia assumir a Codevasf em Sergipe: "O governo sequer escolheu as equipes de assessores nos diversos ministérios, nem dirigentes para empresas estatais ou vinculadas. Nos estados vai demorar algum tempo. Falar em nomes é pura especulação"

Veja essa...
Do secretário nacional de finanças do PT, ex-deputado federal Márcio Macedo sobre o presidente interino Michel Temer: "O Temer, plagiando Raul Seixas, é um furo no futuro por onde o passado retrógrado, autoritário e truculento vai passar. Nós vamos interditar isso nas ruas e na institucionalidade".

Curtas
O senador Eduardo Amorim (PSC) apresentou Projeto de Lei que sugere aumentar a pena do crime de homicídio culposo praticado na direção de veículo automotor.

Para o parlamentar, mesmo com o aumento da pena de dois para quatro anos para quem conduzir veículo com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoativa, previsto na Lei 12.971/2014, ainda parece extremamente benéfica ao autor do crime.

O ex-prefeito Wagner Quintela garante que a sua pré-candidatura a vereador não tem nenhum objetivo de enfraquecer a pré-candidatura de Helinho Santos a prefeito de Rosário do Catete, beneficiando o atual Laércio Passos. "Pelo contrário, já estamos desde 1996 no grupo de oposição e nunca houve nenhum tipo de acordo nesse sentido. Fazemos parte desse agrupamento há 20 anos, buscando implantar um projeto novo de renovação e diferente para Rosário".

Segundo Wagner, a sua pré-candidatura a vereador tem por objetivo não só reforçar o nome de Helinho, mas numa eventual vitória dele, buscar ter a maioria na Câmara para que ele possa governar sem precisar fazer nenhum tipo de negociata.