Moeda de troca

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O ex-líder da oposição na Assembleia Legislativa, deputado estadual Capitão Samuel (PSL), postou ontem nas redes sociais que o Brasil precisa e a política brasileira necessita de um nome novo que possa resgatar credibilidade. Colocou que o ex-governador M
O ex-líder da oposição na Assembleia Legislativa, deputado estadual Capitão Samuel (PSL), postou ontem nas redes sociais que o Brasil precisa e a política brasileira necessita de um nome novo que possa resgatar credibilidade. Colocou que o ex-governador M

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Publicada em 24/05/2016 às 00:11:00

O ex-líder da oposição na Assembleia Legislativa, deputado estadual Capitão Samuel (PSL), postou ontem nas redes sociais que o Brasil precisa e a política brasileira necessita de um nome novo que possa resgatar credibilidade.
Colocou que o ex-governador Marcelo Déda poderia ser a salvação do PT. "Infelizmente o destino não quis ver brilhar nacionalmente esse grande sergipano. Seria um grande candidato a presidente da República".
Ressaltou o deputado que realmente não tem nenhuma motivação para continuar na política da forma que está. "Sem ela ninguém vive, com ela ninguém tem paz", desabafou, enfatizando que a "democracia está correndo perigo, o PT quase transformou em anarquia e agora vivemos crise de falta de representatividade".

Moeda de troca

O governo do presidente interino Michel Temer, respaldado por três senadores e seis dos oito deputados federais de Sergipe, não começou bem com a escolha da equipe de governo. Isso porque sete ministros são investigados na Operação Lava Jato.
Em seguida, o governo teve que voltar atrás em várias posições anunciadas por ministros em uma demonstração de que não sabe o que fazer. Para ficar em dois exemplos: Alexandre de Moraes (Justiça) foi desautorizado por Temer após insinuar mudança no modo de escolha do procurador-geral da República; e Ricardo Barros (Saúde) recuou sobre a necessidade de repensar o tamanho da cobertura do Sistema Único de Saúde.
Já houve outros casos, como o vaivém sobre a necessidade da CPMF, e o inevitável tema da reforma da Previdência, assuntos que mexem na base política que apoiou o impeachment. Ainda tem a discussão sobre a volta ou não do extinto Ministério da Cultura.
Teve ainda a polêmica nomeação do líder do governo na Câmara dos Deputados, André Moura (PSC). Para muitos, uma demonstração de que Temer está refém do presidente afastado da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Agora o governo Temer enfrenta a sua primeira grande crise com a publicação ontem, pela Folha de S. Paulo, de trechos de gravações obtidas pelo jornal que mostram conversas em março deste ano entre o ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB-RR), e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.
Nas gravações, segundo o jornal, semanas antes do impeachment o ministro sugere que seria preciso mudar o governo para "estancar" uma "sangria", que seria a Operação Lava Jato, que investiga fraudes e irregularidades em contratos da Petrobras.
No diálogo publicado, Machado diz que a "solução mais fácil" era ter o então vice-presidente Michel Temer na presidência e que seria preciso fazer um acordo. "É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional" e Jucá responde: "Com o Supremo, com tudo". Logo em seguida Machado diz: "Com tudo, aí parava tudo", e o ministro concorda: "É. Delimitava onde está, pronto".
De acordo com a Folha, Machado disse ainda que novas delações na Operação Lava Jato não deixariam "pedra sobre pedra". O jornal diz que Jucá concorda com Machado de que o caso dele não pode ficar com Moro.

Trocando em miúdos, o ainda ministro do Planejamento sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado um pacto para impedir o avanço da Operação Lava Jato sobre o PMDB, partido do Jucá. A sua consolidação seria com a aprovação do impeachment da presidente Dilma Rousseff.
As graves declarações de Jucá, envolvendo, inclusive, o STF, a grande repercussão negativa e pressão de aliados, já fizeram com que ele - empossado recentemente - venha a pedir licença hoje do cargo. Os 23 ministros de Temer foram empossados no último dia 12 de maio.

Não há nenhuma surpresa nesse governo conturbado e contaminado de Temer! O que vem acontecendo na nova República é só o começo do pior que estar por vir. Quem não sabia que muitos dos que se aliaram ao então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e ao próprio Michel Temer (PMDB) foi com o objetivo de acabar com a Lava Jato, que pega vários deputados e senadores de outros partidos, a exemplo do PSDB e PP.
O que a sociedade sergipana espera agora é que aqueles parlamentares de Sergipe que defendem o impeachment de Dilma e aquelas pessoas que lideraram movimentos pelo impedimento voltem às ruas para defender Fora Temer, Eleições Diretas Já!!!
É o melhor para o país...

Alguém acredita?
O ministro Romero Jucá (Planejamento) disse ontem que irá pedir licença do ministério para aguardar a manifestação do Ministério Público. Garante que não cometeu nenhuma irregularidade e muito menos qualquer ato contra a apuração da Lava Jato.

Esperança
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que foi vice-líder do governo Dilma na Câmara, disse ontem que o teor da conversa vazada entre o ministro Jucá e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado mostra que a possibilidade de encerramento da Operação Lava Jato foi utilizada como moeda de troca para obtenção de votos a favor do impeachment. Em entrevista coletiva, o petista disse acreditar que "a descoberta pode levar à nulidade do processo" que afastou a presidente Dilma.

Prevaricação
Segundo ele, o PT deve entrar com uma ação formal hoje questionando as afirmações de Jucá quanto à Lava Jato. "Se a Procuradoria-Geral da República sabia destas gravações desde março e não comunicou aos ministros do Supremo Tribunal Federal, é um fato que revela indício de prevaricação", disse Pimenta, questionando a atuação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

 Defesa do STF 1
Para o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, o sergipano Carlos Ayres Britto, as insinuações do ministro Romero Jucá de que poderia incluir o STF em um esforço para barrar a operação Lava Jato "não comprometem em nada" a independência da mais alta corte do país e suas falas são "bravatas" ou "delírios de imaginação".

Defesa do STF 2
"Não há por que a sociedade brasileira recear, não há o que temer quanto ao amadurecimento das instituições brasileiras que não governam, mas impedem o desgoverno, que é o caso desse trio institucional composto pela Polícia Federal, pelo Ministério Público e pelo Judiciário", afirma Ayres Britto ao BBC Brasil.

Independência
Questionado sobre as supostas relações próximas entre ministros e parlamentares, Ayres Britto disse que as instituições são independentes técnica e politicamente.

Viva a democracia
De Britto sobre o governo Michel Temer: "O governo Temer não representa ameaça à operação ou a outras instituições democráticas. Assim como o governo atual não teria como prejudicar a operação, o de Dilma não seria responsável pelo seu avanço. O legado tanto da Lava Jato como do mensalão não é de nenhuma autoridade em particular, mas da democracia".
 
Ponto de vista 1
Do ex-deputado federal João Fontes, que em Sergipe trabalhou muito pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, sobre o atual momento político em Brasília: "O importante para a sociedade é ter conhecimento dos diálogos e a comprovação que a briga política no Brasil é de quadrilhas! Temos um governo refém de bandidos".

Ponto de vista
Disse ainda Fontes: "Sempre disse que o caminho seria Eleições Diretas Já! Precisamos entregar ao povo os destinos do nosso país. Tiramos um governo corrupto, mas precisamos avançar. Trocamos seis por meia dúzia!!".

Uma vergonha
O presidente estadual do PMDB, João Augusto Gama, disse ontem no programa de Gilmar Carvalho que está decepcionado com a formação do ministério de Michel Temer por conta do envolvimento de alguns na Operação Lava Jato. "É no mínimo vergonhoso esse ministério", chegou a declarar.

Sucessão municipal
O governador Jackson Barreto (PMDB) se reuniu ontem à noite com o prefeito Heleno Silva (PRB-Canindé) e o deputado federal Jony Marcos (PRB). Na pauta, as eleições municipais em Aracaju. JB, com certeza, quer o apoio do PRB ao seu pré-candidato a prefeito na capital, que deve ser o ex-secretário Zezinho Sobral (PMDB).

Sem pressa
Heleno, que conversou ontem com a coluna antes do encontro com o governador, marcado para as 19h, reafirmou que o PRB só vai fechar apoio majoritário em municípios da grande Aracaju nas convenções municipais de julho. Ressaltou que o partido não terá pressa.   

Porto da Folha
Segundo o prefeito de Canindé, que não disputará a reeleição, em Porto da Folha foi fechado um acordo político entre os PRB, PT, PMDB e PSB para as eleições deste ano. Pelo acordo, essas legendas estarão juntas e vão definir, mediante melhor posição nas pesquisas, quem será o candidato a prefeito do bloco: se o ex-prefeito Manoel de Rosinha (PT) ou Raimundinho (PRB).

Areia Branca
O PMDB de Areia Branca está na expectativa de indicar o vice da prefeita Acácia Sousa (PSD), mediante a desistência da pré-candidatura a prefeito do peemedebista Elcinho Barreto e reforços de pré-candidatos a vereador. Enquanto o casamento não é consumado, dirigentes do partido no município vêm conversando com outras legendas sobre composição com outros pré-candidatos a prefeito, que entende que o apoio do PMDB pode ser decisivo no resultado das eleições.

Frei Paulo
No município, o grupo de situação que tem como líder o prefeito Arinaldo Filho (DEM) parece que não emplacou nenhum nome para sucedê-lo até o momento. Enquanto isso, o grupo que faz oposição já consolidou o nome de Anderson de Zé das Canas como pré-candidato a prefeito.

Veja essa...
Ao chegar ontem ao Senado para entregar ao presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) a proposta de redução da meta fiscal (economia para pagar juros da dívida) deste ano o presidente interino Michel Temer foi recebido com gritos de "golpista, golpista, golpista" por parlamentares do PT. O líder do governo André Moura (PSC) e alguns ministros, inclusive o Romero Jucá, acompanharam Temer.

Curtas
Do ex-presidente estadual do PT, Silvio Santos, sobre diálogos de Romero Jucá sobre pacto para deter avanço da Lava Jato: "Somente os inocentes não viram que não era contra a corrupção".

Após a reunião de líderes da base aliada do Governo na tarde de ontem, o líder do Governo na Câmara, André Moura, anunciou que a PEC 87/15, que trata da Desvinculação das Receitas da União (DRU), deve ser votada hoje, bem como as novas metas fiscais com déficit de R$ 170,5 bilhões.
Na coluna Painel Político, da Folha de S. Paulo: "Líder do governo, André Moura (PSC-SE) bateu à porta de Waldir Maranhão (PP-MA) nessa sexta-feira para insistir em sua renúncia ou licença - ambas refutadas. O interino topa se ausentar das sessões, desde que presida a reunião de líderes".

O senador Antonio Carlos Valadares (PSB) participa, em Montevidéu, da reunião do Parlasul. Representa o Congresso Nacional.