Reconstituição da "Chacina do Huse" acontece às 18h

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Publicada em 15/06/2012 às 11:57:00

Está marcada para as 18h de hoje a reconstituição da "Chacina do Huse", na qual três homens foram mortos a tiros dentro da Ala Verde do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), no bairro capucho (zona oeste). A reprodução dos fatos ocorridos na noite do dia 27 de abril foi pedida pelo promotor Rafael Schwez Kurkowski, da 8ª Vara Criminal de Aracaju e constará como parte dos autos do processo que apura o crime. Ela acontecerá com a presença de policiais do Departamento de Homicídios (DHPP), de peritos do Instituto de Criminalística e do próprio promotor.
É prevista também a participação dos quatro réus do processo: os policiais militares Genilson Alves de Souza e Jean Alves de Souza, o guarda municipal Ginaldo Alves de Souza e agente sócio-educativo Ralph Souza Monteiro, ambos processados por três crimes de homicídio qualificado. A presença deles, na companhia de seus respectivos advogados, não é obrigatória na reconstituição, mas um dos advogados dos réus, Renilson Félix, declarou que seus clientes fazem questão de estar presentes no Huse "para esclarecer os fatos".
Os detalhes da reconstituição já estão definidos pelo DHPP, após cerca de duas semanas de negociações com a Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), responsável pelo Huse. O trabalho deve se estender por toda a noite e seu tempo será indeterminado. Boa parte da Ala Verde e do pronto-socorro da unidade será isolada e o atendimento aos pacientes será remanejado para outros setores. O acesso será rigorosamente controlado pela polícia, que só vai autorizar a entrada dos peritos, dos réus e de seus advogados, dos delegados, do promotor e de algumas testemunhas.
A imprensa não poderá acompanhar a reconstituição, mas uma entrevista coletiva deve ser dada após o término dos trabalhos. A delegada Thereza Simony já antecipou que vai apreender qualquer câmera ou telefone celular que esteja registrando a reconstituição, e que quem tentar furar o controle de acesso à reconstituição será detido. "Temos que tomar essas medidas para garantir que os peritos trabalhem com o máximo de tranqüilidade", justifica a delegada, pedindo "compreensão" aos jornalistas. (Gabriel Damásio)