OI GENTE! A OI FALIU. VAMOS PAGAR A CONTA?

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Publicada em 23/06/2016 às 19:05:00

A OI, a super-tele, "a empresa campeã" agora faliu mesmo. Pediu uma recuperação judicial, mas para um rombo até agora calculado em 65 bilhões não haveria salvação.
O colapso da OI era uma tragédia amplamente pressentida e anunciada.
A empresa surgiu no bojo de uma maracutaia posta em marcha no segundo governo de Lula, e que teve as digitais de José Dirceu, o construtor de projetos onde o revolucionário quase guerrilheiro, acomodou interesses espúrios, ofertando com paternal magnanimidade dinheiro público para contemplar a insaciável ânsia rapinante de grupos empresariais, ou facções salteadoras.
A OI é o resultado podre da megalomania do Estado desvirtuado e corrompido, que tudo pode, associado a quadrilheiros que se tornam empresários.
Tudo começa com a fusão da TELECOM e TELEMAR, formando a OI. Surgiu a novela alongada do predador Daniel Dantas, banqueiro amigo de todos os reis. Chegaram os portugueses do Grupo Espírito Santo, cujo banco já andava mal das pernas, e vieram confiantes nos recursos fartamente liberados pelo BNDES. Com o dinheiro brasileiro tapariam o rombo português, mas preferiram engordar as suas próprias contas. O covil diabólico que se chamava banco Espírito Santo não escapou da falência. Os adquirentes da OI compraram sem ter capital e foram pagar a própria dívida com os dividendos da empresa que assumiam. No meio desse torvelinho de malandragens não tiveram tempo para a adequação às novas tecnologias, que no setor têm alta rotatividade, e a OI espatifou-se. Uma ação da empresa que valia 300 reais caiu para um real, e ninguém compra. O BNDES e o Banco do Brasil têm, de créditos a receber, algo próximo aos 20 bilhões.