Privatização: João Daniel afirma que país vive sob ataque

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João Daniel fala durante debate sobre  problemas ambientais
João Daniel fala durante debate sobre problemas ambientais

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Publicada em 14/07/2016 às 10:21:00

O deputado federal João Daniel (PT/SE) avaliou que o Brasil vive novamente o mesmo ataque sobre as empresas estatais, especialmente a Petrobras, que o país viveu na época da privatização da então Companhia Vale do Rio Doce. O alerta foi feito durante debate na Comissão de Meio Ambiente da Câmara, na tarde desta terça-feira, dia 12, sobre as causas, providências relativas ao desastre ocorrido na cidade de Mariana (MG), causados pelo rompimento das barragens da empresa Vale.
João Daniel disse que acompanhou toda luta pela não privatização da CVRD e lembrou os enfrentamentos que houve, na época, em todo Brasil. "E o país passou, naquela época, por uma grande força das ideias neoliberais que o governo Fernando Henrique Cardoso, do PSDB e do DEM, fez e "doou" uma das empresas mais importantes do Brasil, enriquecendo cada vez mais uma das grandes empresas de mineração que hoje é a Vale", disse.
O deputado destacou que era muito importante a presença de petroleiros no debate e disse que é fundamental que em todo Brasil se debata esse tema, todos estejam atentos, que os órgãos públicos possam atuar e a sociedade possa cobrar. "Vivemos novamente o mesmo ataque da época da privatização da Vale do Rio Doce, um ataque legalizado, frontal, contra a nação brasileira", disse. Para João Daniel, é importante que as Forças Armadas, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e aqueles que têm ideia de nação, "porque um país que não tem suas riquezas minerais não tem controle do petróleo, das suas riquezas naturais e de suas empresas estratégicas é uma nação que não tem nada a construir para seu povo e seus filhos", afirmou.
Segundo João Daniel, hoje o país está vivendo um ataque coordenado pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), que faz campanha a favor da privatização, pela jornada de trabalho de 80 horas semanais. "É vergonhoso como se comportam os dirigentes da CNI nesse momento, e esse governo, que nasceu de um golpe, tem pressa, porque não tem certeza que se consolida esse golpe, então tem presa em entregar nossas riquezas, entre elas o petróleo", avaliou.