MAIS UMA AÇÃO DE GILFRANCISCO

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Publicada em 30/07/2016 às 20:12:00

Há um laborioso e incansável pesquisador das coisas e das gentes sergipanas. É o seguidor da trilha percorrida pelo inesquecível Luiz Antônio Barreto. Esse seu émulo tão primorosamente dedicado a seguir a trilha do mestre, infelizmente interrompida, é o baiano sergipanólogo Gilfrancisco. Pródigo nas revelações que faz em seus livros e ensaios sobre a História, cultura, arte e vida dos sergipanos, Gilfrancisco lançou na 'sexta Feira Cultural do Tribunal de Contas' o seu último trabalho, a organização e publicação do romance Simão Dias, da escritora Alina Paim, uma estanciana que viveu na terra que gerou tantos políticos ilustres e outros tantos intelectuais. Alina Paim, segundo Gilfrancisco, representa para a literatura brasileira a visão social do romance que escapa ao engajamento enjoativo do ¨realismo socialista¨, mas traduz, à maneira de um Graciliano, um Jorge Amado, um Lima Barreto, todo o drama da opressão, injustiças e lutas que permeiam a sociedade brasileira e nordestina. As Sextas Culturais do TC, uma criação do conselheiro Carlos Pinna de Assis ainda em 1997, foi mantida e prestigiada por todos os presidentes que o sucederam, e agora merece também a atenção especial de Clóvis Barbosa. O romance Simão Dias, que recebeu o apoio de Marcelo Déda, Jackson Barreto e a dedicação de Jorge Carvalho e Milton Alves, finalmente, já está nas livrarias, com a marca da pertinácia do mobilizador cultural Gilfrancisco.