QUANDO A IGREJA TERÁ UMA PAPISA?

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Publicada em 06/08/2016 às 16:55:00

O Papa Francisco é o reformador que a Igreja Católica precisava para acompanhar o evoluir do mundo nessa caminhada de dois milênios. Adaptar-se ao novo sem perder a essência da tradição contida nos ritos, nos fundamentos da fé, é o que faz o corajoso pontífice que parece ter sido providencialmente elevado ao chamado Trono de São Pedro para dar nova vida a uma Igreja que parecia ignorar as mudanças que aconteciam na sociedade, e desprezadas pela maioria dos cardeais dogmáticos e apegados a um conservadorismo exacerbado. Todavia, fizeram vista grossa para a pedofilia que não poupou os altares, e quando revelada, gerou uma indignação do tamanho da hipocrisia daqueles que pregavam uma moral rígida, condenavam o homossexualismo, carimbavam o sexo com o estigma do pecado capital, a luxúria, símbolo da devassidão, da qual os fieis deveriam fugir.
Francisco, o corajoso corregedor de tantos deslizes, hipocrisias e omissões, quer agora romper a barreira contra a participação das mulheres na atividade sacerdotal. Por que mulheres não podem ser sacerdotisas?
É algo preconceituoso, inexplicável essa descriminação, principalmente, quando se observa que a participação feminina na vida de cada paróquia é bem maior do que a dos homens. Basta, para constatar essa realidade, que se contem as mulheres presentes a uma missa, ou as que recebem a comunhão. Homem vai a missa em menor quantidade, e são menos ainda os que comungam.
No passado houve até o argumento de que a mulher seria impura, porque menstrua, e ¨naqueles dias¨ não estaria ¨limpa¨ para levar a hóstia à boca dos fieis. Nessa visão medieval e agressivamente machista, o homem limpinho, puro, nem iria ao sanitário fazer o mesmo que as mulheres fazem. Enquanto isso, os padres e cardeais pedófilos, estavam também a comandar o rendoso Banco do Vaticano. Mas essa já é outra História...
O sereno, sensato e justo Francisco, é mesmo um homem providencial.
Francisco quer começar permitindo que mulheres sejam diaconisas, depois, tornariam sacerdotisas, monsenhoras, cônegas, bispas, cardeais e papisas. Na História da Igreja já houve uma acidental Papisa. Mas isso já é outra história...
A fé muçulmana não permite o ingresso das mulheres nas mesquitas.  Mas essa também já é outra história. E perigosa.