João Daniel defende que cassação de Cunha ocorra amanhã

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João Daniel defende que o processo contra Cunha seja colocado em votação no plenário da Câmara até esta quarta-feira
João Daniel defende que o processo contra Cunha seja colocado em votação no plenário da Câmara até esta quarta-feira

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Publicada em 09/08/2016 às 08:54:00

Depois de quase 10 meses de processo se arrastando, finalmente foi lido em plenário, na sessão desta segunda-feira, dia 8, o parecer do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados que pede a cassação do deputado e ex-presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB). O deputado João Daniel (PT/SE) defende que o processo seja colocado em votação no plenário da Câmara até esta quarta-feira.
Em discurso realizado ontem, João Daniel lembrou que teve a satisfação de poder encabeçar, junto com outros parlamentares, a iniciativa do afastamento de Eduardo Cunha desde o primeiro momento, para que as denúncias feitas pelo Ministério Público da Suíça e do Brasil contra o então presidente da Câmara fossem apuradas e ele fosse afastado para que fizesse sua ampla defesa. "Não ocorreu e o que vimos foi uma grave crise política criada com o objetivo de derrubar e cassar o mandato da presidenta Dilma Rousseff, orquestrado e apoiado pela oposição, especialmente o PSDB de Aécio Neves, e apoiado pela Fiesp e setores conservadores", disse.
Em outubro do ano passado, o deputado João Daniel assinou a representação apresentada por um grupo de parlamentares contra o então presidente da Câmara. O documento foi protocolado no dia 7 de outubro na Corregedoria da Casa, para que sejam investigadas as graves denúncias contra o presidente, a partir das informações passadas pelo Ministério Público suíço sobre a existência de contas em nome de Eduardo Cunha, contradizendo o depoimento dele na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, quando negou possuir contas no exterior.
O deputado João Daniel acredita que esta cassação é importantíssima e avaliou que também se dê nomes a todos que são insinuados, permanentemente, na imprensa que existem mais de 100 pessoas, inclusive ministros e empresários, por trás de tudo isso. "Sempre defendemos que todas as denúncias sejam apuradas e todos os denunciados tenham amplo direito de defesa e sejam punidos, na medida que for comprovado", colocou.