Inadimplência do consumidor cai 1,5%

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Publicada em 15/08/2012 às 17:01:00

A inadimplência do consumidor registrou queda de 1,5% em julho contra junho deste ano, segundo o Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor. É a segunda vez desde 1999, ano que o indicador foi criado, que o mês de julho registrou variação negativa. Em julho de 2005, contra o mês anterior (junho de 2005), a queda foi de 3,9%. Foi também a segunda queda mensal consecutiva do indicador, pois em junho deste ano (na comparação com maio/12) houve queda de 0,5%.

Na relação anual - julho deste ano contra o mesmo mês do ano passado - a inadimplência apresentou alta de 10,5%. Esta alta, porém, foi a menor desde julho de 2010. No acumulado do ano - janeiro a julho de 2011 ante 2012 - a inadimplência do consumidor cresceu 17,8%. No ano passado, o mesmo período, comparado com 2010, acumulou aumento maior, 22,5%.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, em julho, normalmente a inadimplência do consumidor cresce por conta das compras parceladas do Dia das Mães, do Dia dos Namorados e dos gastos com as férias escolares. Este ano, no entanto, a inadimplência registrou queda, devido ao recuo no comprometimento da renda, aos juros mais baixos e aos lotes recordes de restituição do Imposto de Renda que colaboraram para o pagamento de dívidas, evitando a expansão da inadimplência naquele mês.

As dívidas com os bancos puxaram a queda do indicador em julho, com variação negativa de 4,0% e contribuição negativa de 1,9 p.p. As dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviço como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água) também ajudaram para o recuo do índice com variação negativa de 0,8% e contribuição negativa de 0,4 p.p. Já os títulos protestados e os cheques sem fundos tiveram variações positivas e contribuíram para que a inadimplência do consumidor não caísse ainda mais em julho.

O valor médio das dívidas com os bancos teve queda de 1,0% de janeiro a julho de 2012, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Já as dívidas não bancárias, os cheques sem fundos e os títulos protestados tiveram alta de 16,6%, 11,4% e 6,8%, respectivamente.