EM SÃO PAULO A VITÓRIA DO JANOTA ENFATIOTADO

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Publicada em 09/10/2016 às 00:20:00

 

A vitória de João 
Dória, uma es
pécie de colunista social das elites endinheiradas quatrocentonas, representa um logro do qual foram vítimas os paulistanos decepcionados com os políticos e revoltados contra os episódios deprimentes, agora revelados, de uma quadrilha pluripartidária que se instalou no poder e nele fez o festim insaciável dos rapinantes.
João Dória, que é bem falante, papagaio de frases feitas, fez o marketing simplório e rasteiro da troca de argumentos consistentes pela técnica fácil da satanização de um suposto inimigo que deve ser vencido e esmagado, para que a vida de todos retorne à normalidade. O vitorioso no primeiro turno, embora, evidentemente fazendo política, transformou-a no seu alvo preferido, recorreu ao discurso moralisteiro em moda, e apresentou-se como  candidato distante e acima da política, um empresário, presumidamente gestor eficiente, que se propunha a corrigir todos os erros, devolver ao paulistano uma cidade exemplar, que, aliás, ele nunca teve. Para o paulistano acossado pelos problemas de uma megalópole atabalhoadamente construída, e sem soluções plausíveis, enquanto não transcorrerem algumas décadas de mudanças, reformulações de conceitos e ideias, o dândi almofadinha, manequim de grifes, apresentou fórmulas enganosas, saídas de um arsenal de ¨inovações gerenciais¨ que ele, sem o uso da política iria colocar em prática.
Essa é exatamente a arte enganosa dos piores e mais oportunistas demagogos, os que se aproveitam da decepção do povo e o torna refém da mentira  de uma falsa renovação  que nada mais é do que um pacote embolorado de práticas antigas, disfarçadas com o  invólucro esperto das frases de efeito.
O paulistano caiu nesse logro logo no primeiro turno, até porque os demais concorrentes já eram velhos conhecidos, e faziam parte de um desgastado elenco. Todavia, três milhões de eleitores, número superior aos votos obtidos por João Dória não votaram, ou anularam o voto.
Isso sem dúvida dá o que pensar.
E quem minimamente pensa, sabe que não se administra, não se governa sem fazer política, e o Estado é bem diferente de uma empresa privada, onde mandam o dono, os acionistas majoritários. Quando alguém insinua que pode conduzir o Estado como se fosse uma empresa privada está certamente imaginando-se um autoritário ditador, que prescinde da participação da sociedade, e faz, nesse caso, a pior das politicas, que é a da força, e do privilégio exclusivo de fazer e mandar.
João Dória, frequentador assíduo das alegrias do high-society vê as favelas paulistanas de cima do seu helicóptero, e diz que é preciso olhar pelos ¨mais humildes¨. Assim, torcendo o nariz, cuidando da perfeita maquiagem, ele se refere aos pobres, aos miseráveis, aos excluídos, que enfrentam a polícia quando destrói barracos e invade prédios abandonados cumprindo ordens de despejo. Essa mesma polícia nunca chega ao refúgio dos ricos, em Campos do Jordão, por exemplo, onde o prefeito eleito de São Paulo é acusado de invadir terras públicas.
O ¨office boy¨ da plutocracia paulista, o lobista e bajulador de poderosos, estará na Prefeitura para atender aos interesses do seu grupo de privilegiados. A ¨patuleia¨, a ¨ralé¨, da qual ele também recebeu votos, e não foram poucos, nem tenha a menor esperança de que João Dória, filho do deputado João Dólar, eleito prefeito e ofuscado pelos holofotes da fama, consiga enxergar, agora, o que nunca quis ver antes: o gigantismo da exclusão social que cerca a Avenida Paulista.

A vitória de João Dória, uma espécie de colunista social das elites endinheiradas quatrocentonas, representa um logro do qual foram vítimas os paulistanos decepcionados com os políticos e revoltados contra os episódios deprimentes, agora revelados, de uma quadrilha pluripartidária que se instalou no poder e nele fez o festim insaciável dos rapinantes.

João Dória, que é bem falante, papagaio de frases feitas, fez o marketing simplório e rasteiro da troca de argumentos consistentes pela técnica fácil da satanização de um suposto inimigo que deve ser vencido e esmagado, para que a vida de todos retorne à normalidade. O vitorioso no primeiro turno, embora, evidentemente fazendo política, transformou-a no seu alvo preferido, recorreu ao discurso moralisteiro em moda, e apresentou-se como  candidato distante e acima da política, um empresário, presumidamente gestor eficiente, que se propunha a corrigir todos os erros, devolver ao paulistano uma cidade exemplar, que, aliás, ele nunca teve. Para o paulistano acossado pelos problemas de uma megalópole atabalhoadamente construída, e sem soluções plausíveis, enquanto não transcorrerem algumas décadas de mudanças, reformulações de conceitos e ideias, o dândi almofadinha, manequim de grifes, apresentou fórmulas enganosas, saídas de um arsenal de ¨inovações gerenciais¨ que ele, sem o uso da política iria colocar em prática.

Essa é exatamente a arte enganosa dos piores e mais oportunistas demagogos, os que se aproveitam da decepção do povo e o torna refém da mentira  de uma falsa renovação  que nada mais é do que um pacote embolorado de práticas antigas, disfarçadas com o  invólucro esperto das frases de efeito.

O paulistano caiu nesse logro logo no primeiro turno, até porque os demais concorrentes já eram velhos conhecidos, e faziam parte de um desgastado elenco. Todavia, três milhões de eleitores, número superior aos votos obtidos por João Dória não votaram, ou anularam o voto.

Isso sem dúvida dá o que pensar.

E quem minimamente pensa, sabe que não se administra, não se governa sem fazer política, e o Estado é bem diferente de uma empresa privada, onde mandam o dono, os acionistas majoritários. Quando alguém insinua que pode conduzir o Estado como se fosse uma empresa privada está certamente imaginando-se um autoritário ditador, que prescinde da participação da sociedade, e faz, nesse caso, a pior das politicas, que é a da força, e do privilégio exclusivo de fazer e mandar.

João Dória, frequentador assíduo das alegrias do high-society vê as favelas paulistanas de cima do seu helicóptero, e diz que é preciso olhar pelos ¨mais humildes¨. Assim, torcendo o nariz, cuidando da perfeita maquiagem, ele se refere aos pobres, aos miseráveis, aos excluídos, que enfrentam a polícia quando destrói barracos e invade prédios abandonados cumprindo ordens de despejo. Essa mesma polícia nunca chega ao refúgio dos ricos, em Campos do Jordão, por exemplo, onde o prefeito eleito de São Paulo é acusado de invadir terras públicas.

O ¨office boy¨ da plutocracia paulista, o lobista e bajulador de poderosos, estará na Prefeitura para atender aos interesses do seu grupo de privilegiados. A ¨patuleia¨, a ¨ralé¨, da qual ele também recebeu votos, e não foram poucos, nem tenha a menor esperança de que João Dória, filho do deputado João Dólar, eleito prefeito e ofuscado pelos holofotes da fama, consiga enxergar, agora, o que nunca quis ver antes: o gigantismo da exclusão social que cerca a Avenida Paulista.