Mais de 1.200 servidores da saúde em Aracaju permanecem em greve.

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Publicada em 18/10/2016 às 09:23:00

 

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br
Servidores da Secreta
ria Municipal de Saú
de de Aracaju (SMS) entraram na terceira semana de greve em decorrência do não pagamento salarial referente ao mês de setembro. Com 11 dias de atraso, os profissionais lamentam a situação vivenciada na atual gestão da capital sergipana, e reafirmam o compromisso em permanecer de braços cruzados até que os direitos trabalhistas sejam devidamente respeitados. Ao todo, mais de 1.200 profissionais aderiram ao movimento grevista.
Com a paralisação unificada, que contabiliza dez categorias, mais de quatro mil pessoas usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS) estão sendo prejudicadas diariamente pela falta de assistência em todas as Unidades de Pronto Atendimento. Entre os profissionais em greve estão: médicos, agentes de combate a endemias, dentistas, psicólogos, enfermeiros, nutricionistas e fisioterapeutas. O que preocupa as classes é a falta de informações por parte da PMA. Até o início da noite de ontem não foi comunicado quando o salário destes servidores estaria sendo depositado.
Hoje, terça-feira, 18, quando se comemora o Dia do Médico, a categoria se queixa da falta de respeito junto à categoria, bem como os sucessivos retrocessos administrativos e operacionais destinados aos ambientes de trabalho. De acordo com o cardiologistaDenis Cavalcante, é preciso que os próximos gestores municipais comecem a reorganizar a PMA, a começar por todos os setores da saúde. Sátiro, ele lembra que na campanha eleitoral de 2012 o atual prefeito João Alves Filho prometeu resolver os antigos problemas da saúde municipal em até 100 dias.
"Inevitavelmente podemos avaliar essa gestão como uma das piores, ou mesmo a pior da história da nossa cidade para o SUS. Aracaju foi iludida por uma promessa de solução e aí está o resultado", afirmouDenis Cavalcante. Mesmo após o depósito dos salários, as categorias só devem reiniciar as atividades caso os filiados decidam em assembleia pelo fim do movimento.
No último mês de janeiro, o salário destes mesmos servidores só foi pago apenas no dia 21. Irritada com aquela situação, a classe trabalhadora decidiu aprovar greves todas as vezes em que a PMA atrasasse o repasse financeiro. Desde então, já foram mais de sete greves deflagradas. Desta vez, com 16 dias de paralisação em até 70% dos serviços, a perspectiva é que mais de 64 mil procedimentos tenham sido prejudicados. Sem atendimento na rede municipal, resta aos pacientes correr para unidades administradas pelo Governo de Sergipe.
"Infelizmente essa é a nossa triste realidade e também a dos aracajuanos que sofrem com as unidades com estrutura precária e com a falta de profissionais. Já ouvi algumas críticas por ter aderido à greve, mas quero saber qual trabalhador que tem inúmeras contas para pagar e uma família para alimentar, fica satisfeito com o salário atrasado. Chegamos ao limite da paciência há muito tempo", declarou a enfermeira Ana Marcela.
São Cristóvão- Sem sucesso nas negociações, os servidores da saúde que atuam no município de São Cristóvão decidiram suspender a greve que se arrastava há mais de 15 dias. A notícia foi oficializada ontem por meio do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), o qual avaliou a administração local como desrespeitosa junto aos servidores. Nesse período as categorias pleiteavam reuniões extraordinárias com o prefeito e secretários, a fim de debater problemas como: atraso salarial, atraso no repasse de horas extras, precariedade das unidades de saúde e insegurança nos postos de atendimento ao paciente.
Todos os problemas foram apresentados por meio de um dossiê aos órgãos públicos de fiscalização. A Prefeitura de São Cristóvão não se manifestou quanto às reivindicações dos trabalhadores. O serviço destinado ao SUS será normalizado a partir das 7h de hoje.

Milton Alves Júnior

miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br


Servidores da Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju (SMS) entraram na terceira semana de greve em decorrência do não pagamento salarial referente ao mês de setembro. Com 11 dias de atraso, os profissionais lamentam a situação vivenciada na atual gestão da capital sergipana, e reafirmam o compromisso em permanecer de braços cruzados até que os direitos trabalhistas sejam devidamente respeitados. Ao todo, mais de 1.200 profissionais aderiram ao movimento grevista.

Com a paralisação unificada, que contabiliza dez categorias, mais de quatro mil pessoas usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS) estão sendo prejudicadas diariamente pela falta de assistência em todas as Unidades de Pronto Atendimento. Entre os profissionais em greve estão: médicos, agentes de combate a endemias, dentistas, psicólogos, enfermeiros, nutricionistas e fisioterapeutas. O que preocupa as classes é a falta de informações por parte da PMA. Até o início da noite de ontem não foi comunicado quando o salário destes servidores estaria sendo depositado.

Hoje, terça-feira, 18, quando se comemora o Dia do Médico, a categoria se queixa da falta de respeito junto à categoria, bem como os sucessivos retrocessos administrativos e operacionais destinados aos ambientes de trabalho. De acordo com o cardiologistaDenis Cavalcante, é preciso que os próximos gestores municipais comecem a reorganizar a PMA, a começar por todos os setores da saúde. Sátiro, ele lembra que na campanha eleitoral de 2012 o atual prefeito João Alves Filho prometeu resolver os antigos problemas da saúde municipal em até 100 dias.

"Inevitavelmente podemos avaliar essa gestão como uma das piores, ou mesmo a pior da história da nossa cidade para o SUS. Aracaju foi iludida por uma promessa de solução e aí está o resultado", afirmouDenis Cavalcante. Mesmo após o depósito dos salários, as categorias só devem reiniciar as atividades caso os filiados decidam em assembleia pelo fim do movimento.

No último mês de janeiro, o salário destes mesmos servidores só foi pago apenas no dia 21. Irritada com aquela situação, a classe trabalhadora decidiu aprovar greves todas as vezes em que a PMA atrasasse o repasse financeiro. Desde então, já foram mais de sete greves deflagradas. Desta vez, com 16 dias de paralisação em até 70% dos serviços, a perspectiva é que mais de 64 mil procedimentos tenham sido prejudicados. Sem atendimento na rede municipal, resta aos pacientes correr para unidades administradas pelo Governo de Sergipe.

"Infelizmente essa é a nossa triste realidade e também a dos aracajuanos que sofrem com as unidades com estrutura precária e com a falta de profissionais. Já ouvi algumas críticas por ter aderido à greve, mas quero saber qual trabalhador que tem inúmeras contas para pagar e uma família para alimentar, fica satisfeito com o salário atrasado. Chegamos ao limite da paciência há muito tempo", declarou a enfermeira Ana Marcela.


São Cristóvão- Sem sucesso nas negociações, os servidores da saúde que atuam no município de São Cristóvão decidiram suspender a greve que se arrastava há mais de 15 dias. A notícia foi oficializada ontem por meio do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), o qual avaliou a administração local como desrespeitosa junto aos servidores. Nesse período as categorias pleiteavam reuniões extraordinárias com o prefeito e secretários, a fim de debater problemas como: atraso salarial, atraso no repasse de horas extras, precariedade das unidades de saúde e insegurança nos postos de atendimento ao paciente.

Todos os problemas foram apresentados por meio de um dossiê aos órgãos públicos de fiscalização. A Prefeitura de São Cristóvão não se manifestou quanto às reivindicações dos trabalhadores. O serviço destinado ao SUS será normalizado a partir das 7h de hoje.