Falta de medicamentos prejudica setor de quimioterapia no HC

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Publicada em 19/10/2016 às 09:28:00

 

Irregularidades do Sistema Único de Saúde (SUS) oferecido pelo Hospital de Cirurgia, em Aracaju, voltam a prejudicar o tratamento de dezenas de pacientes com câncer. Desta vez não foram os servidores que deflagraram greve, ou mesmo a máquina sucateada que voltou a apresentar problemas. A interferência da vez resume-se àfalta de medicamentos destinados ao setor de quimioterapia. A situação se estende desde a manhã da última segunda-feira, 17, a qual já foi suficiente para prejudicar mais de 80 pessoas conforme informações repassadas pela direção da unidade hospitalar.
De acordo com a assessoria de comunicação do HC, o fato ocorre diante da dívida milionária existente entre a Prefeitura de Aracaju - por meio da Secretaria Municipal de Saúde -, e a unidade filantrópica. Segundo cálculos do hospital, o déficit financeiro já ultrapassa a casa dos quatro milhões de reais. Esse montante se refere a prestações que deixaram de ser repassadas entre os meses de julho e outubro. A PMA reconhece o problema, mas garante que existem atrasos também por parte do Governo Federal e do Governo do Estado que são responsáveis por quitar transferências mensais de aproximadamente R$ 5 milhões.
Em contraponto, por intermédio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), a administração esclareceu que o desabastecimento de medicamentos quimioterápicos no Hospital Cirurgia é de inteira responsabilidade da SMS, órgão que contrata a unidade de saúde para ofertar assistência oncológica aos usuários do SUS. A obrigação da SES é apenas em relação ao serviço de Oncologia do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse).
Por meio de nota a Secretaria Estadual de Saúde negou ainda qualquer tipo de atraso e ressaltou que continuará a efetuar o repasse para a SMS no dia 30 de cada mês, como vem sendo feito. O Governo do Estado destacou que a Prefeitura de Aracaju é a responsável em contratar serviços dos Hospitais Cirurgia, Santa Isabel, São José e São Marcelo. Todas essas unidades se queixam de sucessivos atrasos financeiros e precariedade dos serviços fornecidos. 
Enquanto os impasses não são resolvidos, a população segue enfrentando problemas."Nós pacientes não queremos saber quem está errado, ou quem deixou de passar o dinheiro. O que todos nós queremos mesmo é chegar aqui no hospital e ser atendidos sem nenhum tipo de enrolação. Acho que já passou da hora do Tribunal de Contas e Ministérios Públicos investigarem essa falta de pagamento e punir até com prisão aqueles que não respeitam o contrato com o Hospital Cirurgia e faz com que a gente fique desse jeito: sem remédio nenhum", lamentou a aposentada Marinalva Soares.
Até o início da noite de ontem não havia sidoconfirmado quando os medicamentos estarão à disposição dos pacientes cadastrados.A Secretaria Municipal de Saúde informou que segue realizando esforços a fim de cumprir os pagamentos, e que aguarda a liberação do pagamento por parte da Secretaria Municipal de Finanças para que o repasse seja efetuado ao HC.

Irregularidades do Sistema Único de Saúde (SUS) oferecido pelo Hospital de Cirurgia, em Aracaju, voltam a prejudicar o tratamento de dezenas de pacientes com câncer. Desta vez não foram os servidores que deflagraram greve, ou mesmo a máquina sucateada que voltou a apresentar problemas. A interferência da vez resume-se àfalta de medicamentos destinados ao setor de quimioterapia. A situação se estende desde a manhã da última segunda-feira, 17, a qual já foi suficiente para prejudicar mais de 80 pessoas conforme informações repassadas pela direção da unidade hospitalar.

De acordo com a assessoria de comunicação do HC, o fato ocorre diante da dívida milionária existente entre a Prefeitura de Aracaju - por meio da Secretaria Municipal de Saúde -, e a unidade filantrópica. Segundo cálculos do hospital, o déficit financeiro já ultrapassa a casa dos quatro milhões de reais. Esse montante se refere a prestações que deixaram de ser repassadas entre os meses de julho e outubro. A PMA reconhece o problema, mas garante que existem atrasos também por parte do Governo Federal e do Governo do Estado que são responsáveis por quitar transferências mensais de aproximadamente R$ 5 milhões.

Em contraponto, por intermédio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), a administração esclareceu que o desabastecimento de medicamentos quimioterápicos no Hospital Cirurgia é de inteira responsabilidade da SMS, órgão que contrata a unidade de saúde para ofertar assistência oncológica aos usuários do SUS. A obrigação da SES é apenas em relação ao serviço de Oncologia do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse).

Por meio de nota a Secretaria Estadual de Saúde negou ainda qualquer tipo de atraso e ressaltou que continuará a efetuar o repasse para a SMS no dia 30 de cada mês, como vem sendo feito. O Governo do Estado destacou que a Prefeitura de Aracaju é a responsável em contratar serviços dos Hospitais Cirurgia, Santa Isabel, São José e São Marcelo. Todas essas unidades se queixam de sucessivos atrasos financeiros e precariedade dos serviços fornecidos. 

Enquanto os impasses não são resolvidos, a população segue enfrentando problemas."Nós pacientes não queremos saber quem está errado, ou quem deixou de passar o dinheiro. O que todos nós queremos mesmo é chegar aqui no hospital e ser atendidos sem nenhum tipo de enrolação. Acho que já passou da hora do Tribunal de Contas e Ministérios Públicos investigarem essa falta de pagamento e punir até com prisão aqueles que não respeitam o contrato com o Hospital Cirurgia e faz com que a gente fique desse jeito: sem remédio nenhum", lamentou a aposentada Marinalva Soares.

Até o início da noite de ontem não havia sidoconfirmado quando os medicamentos estarão à disposição dos pacientes cadastrados.A Secretaria Municipal de Saúde informou que segue realizando esforços a fim de cumprir os pagamentos, e que aguarda a liberação do pagamento por parte da Secretaria Municipal de Finanças para que o repasse seja efetuado ao HC.