Regulamentação da Vaquejada é discutida na Alese.

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Publicada em 19/10/2016 às 09:52:00

 

A Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) realizou ontemà tarde Audiência Pública sobre a Regulamentação da Vaquejada no Nordeste. A propositura, de autoria da deputada Silvia Fontes (PDT), tem como objetivo declarar apoio ao Movimento Vaquejada Legal, em decorrência da decisão judicial do Supremo Tribunal Federal (STF), no último dia 06 de outubro, que declarou a vaquejada inconstitucional no Estado do Ceará, abrangendo todo o nordeste.
De acordo com Silvia Fontes, "a discussão sobre o tema é relevante, uma vez que a vaquejada hoje é uma atividade desportiva e cultural, existindo todo um cuidado com o animal, e vários segmentos envolvidos, que vai desde a economia ao turismo". A parlamentar disse ainda que "cem anos de tradição e cultura popular da vaquejada não podem ser banidos dos calendários".
Para o presidente da Alese, deputado estadual Luciano Bispo (PMDB), "defender essa causa é nosso papel, é dever dessa casa". Segundo ele, "são milhares de pessoas que dependem do emprego, de onde tiram o sustento do seu lar, e além disso, existe a tradição cultural".
Bispo acrescentou em seu discurso que se deve respeitar a decisão do STF e explicou a necessidade e o direito de esclarecer o tema com a sociedade. "Autorizei a criação de uma comissão da Alese para irmos ao TJ-SE e ao MPE para pedirmos o apoio a essa causa", ressaltou.
Segundo o deputado Venâncio Fonseca (PP), a decisão do STF contra os vaqueiros do nordeste foi injusta e equivocada. Para ele, a vaquejada se trata de uma cultura nordestina de muitos anos, e milhares de pessoas dependem dessa profissão. "A vaquejada está cravada nos corações dos nordestinos", disse.
De acordo com a médica veterinária Juliana Araújo, a iniciativa da deputada Silvia Fontes é fundamental, uma vez que esclarece a população acerca de tudo que envolve a vaquejada como atividade legal e desportiva. "Na vaquejada não existe maus tratos com os animais, pelo contrário, existe um tratamento diferenciado com os animais, seja para os bovinos ou equinos, que vai desde a fiscalização dos animais, até a separação nos pastos", frisou Juliana.
Ainda de acordo com Juliana Araújo, toda a vaquejada tem um veterinário habilitado responsável por atestar sobre a saúde do animal e sua aptidão para a prova; além de examinar os animais na sua entrada e saída da pista, bem como lidar com as emergências, explicou.
Para o advogado da Associação Sergipana dos Criadores de Cavalo Quarto de Milha, Milton Eduardo, "a vaquejada é uma atividade esportiva e cultural, gera emprego, movimenta a economia"."Na vaquejada os animais são preparados para serem atletas, além de serem animais inspecionados. Não há quaisquer maus tratos com os animais", afirmou.

A Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) realizou ontemà tarde Audiência Pública sobre a Regulamentação da Vaquejada no Nordeste. A propositura, de autoria da deputada Silvia Fontes (PDT), tem como objetivo declarar apoio ao Movimento Vaquejada Legal, em decorrência da decisão judicial do Supremo Tribunal Federal (STF), no último dia 06 de outubro, que declarou a vaquejada inconstitucional no Estado do Ceará, abrangendo todo o nordeste.

De acordo com Silvia Fontes, "a discussão sobre o tema é relevante, uma vez que a vaquejada hoje é uma atividade desportiva e cultural, existindo todo um cuidado com o animal, e vários segmentos envolvidos, que vai desde a economia ao turismo". A parlamentar disse ainda que "cem anos de tradição e cultura popular da vaquejada não podem ser banidos dos calendários".

Para o presidente da Alese, deputado estadual Luciano Bispo (PMDB), "defender essa causa é nosso papel, é dever dessa casa". Segundo ele, "são milhares de pessoas que dependem do emprego, de onde tiram o sustento do seu lar, e além disso, existe a tradição cultural".

Bispo acrescentou em seu discurso que se deve respeitar a decisão do STF e explicou a necessidade e o direito de esclarecer o tema com a sociedade. "Autorizei a criação de uma comissão da Alese para irmos ao TJ-SE e ao MPE para pedirmos o apoio a essa causa", ressaltou.

Segundo o deputado Venâncio Fonseca (PP), a decisão do STF contra os vaqueiros do nordeste foi injusta e equivocada. Para ele, a vaquejada se trata de uma cultura nordestina de muitos anos, e milhares de pessoas dependem dessa profissão. "A vaquejada está cravada nos corações dos nordestinos", disse.

De acordo com a médica veterinária Juliana Araújo, a iniciativa da deputada Silvia Fontes é fundamental, uma vez que esclarece a população acerca de tudo que envolve a vaquejada como atividade legal e desportiva. "Na vaquejada não existe maus tratos com os animais, pelo contrário, existe um tratamento diferenciado com os animais, seja para os bovinos ou equinos, que vai desde a fiscalização dos animais, até a separação nos pastos", frisou Juliana.

Ainda de acordo com Juliana Araújo, toda a vaquejada tem um veterinário habilitado responsável por atestar sobre a saúde do animal e sua aptidão para a prova; além de examinar os animais na sua entrada e saída da pista, bem como lidar com as emergências, explicou.

Para o advogado da Associação Sergipana dos Criadores de Cavalo Quarto de Milha, Milton Eduardo, "a vaquejada é uma atividade esportiva e cultural, gera emprego, movimenta a economia"."Na vaquejada os animais são preparados para serem atletas, além de serem animais inspecionados. Não há quaisquer maus tratos com os animais", afirmou.