Crise na PMA lota Huse

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 20/10/2016 às 08:55:00

 

Quando uma Uni
dade Básica de 
Saúde ou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) não oferece assistência básica ou paralisa suas atividades, a população que precisa de atendimento de baixa complexidade (gripe, dor de cabeça, virose, dor de barriga, febre) imediatamente migra para o Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), que é referência Estadual para casos de urgência e emergência em média e alta complexidades, e trauma. Chegando lá, todos são recebidos e assistidos. Porém, essa migração superlota a unidade e compromete os demais serviços.
Para se ter uma ideia do grande fluxo de pacientes com este perfil, segundo o Sistema Integrado de Informatização de Ambiente Hospitalar (Hospub), nos dias 18 e 19 de outubro, o Huse recebeu 1.010 pacientes totais, sendo que 880 foram de baixa complexidade. Ou seja, 87% desses usuários deveriam ser acolhidos pela atenção primária.  
A aposentada Belice Alves dos Santos, 77, reside no bairro América, em Aracaju, e procurou o Huse por não conseguir atendimento médico perto da residência."Fui ao posto de saúde e lá fiquei sabendo que não havia profissionais para me atender. Por isso, recorri ao Huse. Aqui fui bem acolhida e atendida. Agora, estou tomando medicação e como o médico me disse que não tenho nada grave, receberei alta", falou.
"Por ser uma unidade porta-aberta, de acordo com o que preconiza o Ministério da Saúde, os pacientes procuram o Huse diariamente pelos mais variados motivos. São considerados de baixa complexidade por receber assistência clínica com alta médica em menos de 24 horas", destaca a superintendente do Huse, Lycia Diniz. 
Os números impressionam e chamam atenção para os casos de superlotação. Ainda segundo o Hospub, do total de 116.902 atendimentos no Huse este ano, 99.775 foram caracterizados como baixa complexidade. Desses, o Huse recebeu 1.134 casos com febre, 2.434 com dor de cabeça, 1.830 com dor de ouvido e 4.102 com dor abdominal.
O aumento desordenado da demanda tem causado prejuízos administrativos e assistenciais à unidade."É considerada a superlotação quando ultrapassa a média. Quando há o aumento da demanda, o abastecimento é comprometido já que a presença de mais usuários exige mais uso de materiais, insumos e medicamentos. Além disso, há o desgaste natural das equipes porque os profissionais gastam mais tempo, já que o Huse prioriza o atendimento humanizado e individualizado. A superlotação causa estresse na equipe multidisciplinar do plantão, como também, nos pacientes e acompanhantes", revela a coordenadora administrativa do Huse, Aline Bastos.
De acordo com o coordenador do Pronto Socorro do Huse, Vinicius Vilela, muitos pacientes chegam ao Huse por demanda espontânea. "Isso acontece mesmo sem apresentar qualquer tipo de complexidade ou sem ser referenciado por outra unidade hospitalar. O Huse segue os princípios do SUS, seguindo o padrão da universalidade: todos os pacientes que chegam são atendidos", ressalta.

Quando uma Unidade Básica de Saúde ou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) não oferece assistência básica ou paralisa suas atividades, a população que precisa de atendimento de baixa complexidade (gripe, dor de cabeça, virose, dor de barriga, febre) imediatamente migra para o Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), que é referência Estadual para casos de urgência e emergência em média e alta complexidades, e trauma. Chegando lá, todos são recebidos e assistidos. Porém, essa migração superlota a unidade e compromete os demais serviços.

Para se ter uma ideia do grande fluxo de pacientes com este perfil, segundo o Sistema Integrado de Informatização de Ambiente Hospitalar (Hospub), nos dias 18 e 19 de outubro, o Huse recebeu 1.010 pacientes totais, sendo que 880 foram de baixa complexidade. Ou seja, 87% desses usuários deveriam ser acolhidos pela atenção primária.  

A aposentada Belice Alves dos Santos, 77, reside no bairro América, em Aracaju, e procurou o Huse por não conseguir atendimento médico perto da residência."Fui ao posto de saúde e lá fiquei sabendo que não havia profissionais para me atender. Por isso, recorri ao Huse. Aqui fui bem acolhida e atendida. Agora, estou tomando medicação e como o médico me disse que não tenho nada grave, receberei alta", falou.

"Por ser uma unidade porta-aberta, de acordo com o que preconiza o Ministério da Saúde, os pacientes procuram o Huse diariamente pelos mais variados motivos. São considerados de baixa complexidade por receber assistência clínica com alta médica em menos de 24 horas", destaca a superintendente do Huse, Lycia Diniz. 

Os números impressionam e chamam atenção para os casos de superlotação. Ainda segundo o Hospub, do total de 116.902 atendimentos no Huse este ano, 99.775 foram caracterizados como baixa complexidade. Desses, o Huse recebeu 1.134 casos com febre, 2.434 com dor de cabeça, 1.830 com dor de ouvido e 4.102 com dor abdominal.

O aumento desordenado da demanda tem causado prejuízos administrativos e assistenciais à unidade."É considerada a superlotação quando ultrapassa a média. Quando há o aumento da demanda, o abastecimento é comprometido já que a presença de mais usuários exige mais uso de materiais, insumos e medicamentos. Além disso, há o desgaste natural das equipes porque os profissionais gastam mais tempo, já que o Huse prioriza o atendimento humanizado e individualizado. A superlotação causa estresse na equipe multidisciplinar do plantão, como também, nos pacientes e acompanhantes", revela a coordenadora administrativa do Huse, Aline Bastos.

De acordo com o coordenador do Pronto Socorro do Huse, Vinicius Vilela, muitos pacientes chegam ao Huse por demanda espontânea. "Isso acontece mesmo sem apresentar qualquer tipo de complexidade ou sem ser referenciado por outra unidade hospitalar. O Huse segue os princípios do SUS, seguindo o padrão da universalidade: todos os pacientes que chegam são atendidos", ressalta.


  • Sindicatos da Saúde de Aracaju protestam contra a falta de salários
O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE/SE), conselheiro Clóvis Barbosa, e o conselheiro Ulices Andrade receberam nesta quarta-feira, 19, uma comissão de sindicatos da Saúde, que protocolaram e apresentaram documento com denúncias contra a Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) no âmbito da saúde, como o atraso salarial de setembro e a falta de repasse à Caixa Econômica Federal dos recolhimentos das consignações de empréstimos e mensalidades associativas dos sindicatos.  
Os trabalhadores da Saúde, que estão em greve desde o dia 1º de outubro, querem o bloqueio das contas da PMA para garantir o pagamento dos salários atrasados dos trabalhadores e que se crie um calendário de pagamento para os próximos meses. O TCE decidiu agendar para a tarde desta quarta-feira uma reunião com representantes da administração municipal, a fim de que o problema imediato da falta de pagamento seja sanado e não seja preciso chegar ao extremo do bloqueio judicial das contas. 
"Vamos convidá-los para que eles possam explicar o porquê da categoria da Saúde não ter recebido o salário de setembro. Nós sabemos que é uma administração que finda no dia 31 de dezembro. Vamos tentar uma solução para o problema e tentar discutir a possibilidade de fazer um calendário de pagamento para estas categorias. Os trabalhadores da Saúde constituem uma classe muito importante para a população, principalmente para a mais pobre. Por isso, devemos fazer um esforço maior em busca da solução para este problema", disse o conselheiro da área de Aracaju e da Saúde do Estado, Ulices Andrade.

Sindicatos - De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), Augusto Couto, existe uma angústia muito grande entre os profissionais do município. "A categoria não aguenta mais passar por isso. A Saúde de Aracaju está excluída desse governo municipal que aí está. Sempre somos os últimos a receber e não temos calendário de pagamento. Por isso, viemos aqui pedir o apoio do Tribunal de Contas", disse o líder sindical.
A presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (Seese), Shirley Morales, denuncia que existem verbas alimentares que os trabalhadores não conseguem ter acesso, o salário está atrasado, não receberam o terço de férias e nem parcela do 13º salário. "Os servidores com empréstimo consignado mensalmente estão recebendo carta de cobrança bancária. Alguns sindicatos já prestaram boletim de ocorrência e entraram com ação judicial", explicou.  

Pagamento - À tarde, os conselheiros se reuniram com os secretários da PMA Jair Araújo (Fazenda) e Igor Albuquerque (Planejamento), e foi definido que os servidores da Saúde receberão a folha de setembro até o dia 31 de outubro. Na primeira semana de novembro, os secretários voltarão ao TCE para apresentar o plano de pagamento de todos os servidores, referente aos meses de outubro, novembro e dezembro, além do pagamento do 13º salário.