Protestos na Saúde continuam

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 21/10/2016 às 09:19:00

 

Servidores da saúde municipal invadiram a Unidade de Saúde Nestor Piva, zona Nortede Aracaju, com o propósito de protestar contra o atraso salarial das categorias, precariedade das condições de trabalho e não repasse de demais benefícios como férias e horas extras. O ato público foi realizado na manhã de ontem e contou com a coordenação do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa). Sem perspectiva de quando devem receber o salário referente ao mês de setembro, os profissionais seguem mobilizados em greve e suspendendo até 70% dos atendimentos.
Durante o ato a classe trabalhadora foi comunicada que a Prefeitura de Aracaju pretende realizar o pagamento atrasado apenas no dia 31 de outubro, e o salário deste mês vigente, apenas na segunda quinzena de novembro. A PMA não confirmou a informação, mas também não descartou a possibilidade. Conforme anunciado pela Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplog), o repasse salarial deve ocorrer de forma imediata, a partir do momento em que os cofres da PMA registrem arrecadação suficiente para quitar a pendência.
Com a permanência do impasse, os profissionais não descartam a possibilidade de invadir e protestar nas dependências do Hospital Regional Fernando Franco, situado na zona Sul da capital. Ainda durante a manhã de ontem um grupo formado por enfermeiros também ocupou o Centro Administrativo Aloísio Campo - sede da PMA, com o propósito de pressionar o prefeito João Alves Filho. Para o presidente sindical, Augusto Couto, evidentemente os trabalhadores estão revoltados com a postura administrativa da prefeitura e pede ação rigorosa por parte dos ministérios públicos estadual e federal.
"Esse problema vem ocorrendo desde o final do ano passado e houve um agravante logo em janeiro deste ano quando os salários de dezembro foram pagos apenas no dia 21. Mesmo com a greve deflagrada desde o início do mês a prefeitura segue sem atender aos direitos constitucionais das categorias. Fato lamentável e que gera ainda mais revolta por parte do servidor", disse. Mais de 1.200 funcionários públicos, entre enfermeiros, médicos, agentes de combates a endemias, psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas e nutricionistas estão de braços cruzados.
A situação caótica também segue sendo acompanhada de perto por gestores do Governo de Sergipe, já que, conforme destacado ao longo desta semana pela Secretaria de Estado da Saúde, com a permanência do impasse o problema acaba refletindo no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). Sem opção, milhares de pacientes seguem para a maior unidade hospitalar do estado em busca de atendimento médico. 
Para a enfermeira Shirley Morales, a atual administração municipal contribuiu para o retrocesso da saúde municipal. Sem salário, a orientação é permanecer mobilizados por tempo indeterminado."A saúde de Aracaju está na UTI e não temos condições nenhuma de ir trabalhar como se não estivesse ocorrendo nada de anormal. A gestão fracassou e a prova maior está visível dentro de cada posto de saúde. Sem condições de trabalho e com os profissionais sendo claramente desvalorizados e lesados financeiramente, fica difícil apresentar a proposta de fim da greve e as categorias aprovarem. Caos, esse é o estado da saúde de Aracaju", lamentou. 
Caso os direitos pleiteados não sejam atendidos até a noite de hoje, a partir da próxima segunda-feira, 24, a perspectiva é que todos os servidores ligados ao Sistema Único de Saúde da capital estejam promovendo atos de forma unificada.

Servidores da saúde municipal invadiram a Unidade de Saúde Nestor Piva, zona Nortede Aracaju, com o propósito de protestar contra o atraso salarial das categorias, precariedade das condições de trabalho e não repasse de demais benefícios como férias e horas extras. O ato público foi realizado na manhã de ontem e contou com a coordenação do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa). Sem perspectiva de quando devem receber o salário referente ao mês de setembro, os profissionais seguem mobilizados em greve e suspendendo até 70% dos atendimentos.

Durante o ato a classe trabalhadora foi comunicada que a Prefeitura de Aracaju pretende realizar o pagamento atrasado apenas no dia 31 de outubro, e o salário deste mês vigente, apenas na segunda quinzena de novembro. A PMA não confirmou a informação, mas também não descartou a possibilidade. Conforme anunciado pela Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplog), o repasse salarial deve ocorrer de forma imediata, a partir do momento em que os cofres da PMA registrem arrecadação suficiente para quitar a pendência.

Com a permanência do impasse, os profissionais não descartam a possibilidade de invadir e protestar nas dependências do Hospital Regional Fernando Franco, situado na zona Sul da capital. Ainda durante a manhã de ontem um grupo formado por enfermeiros também ocupou o Centro Administrativo Aloísio Campo - sede da PMA, com o propósito de pressionar o prefeito João Alves Filho. Para o presidente sindical, Augusto Couto, evidentemente os trabalhadores estão revoltados com a postura administrativa da prefeitura e pede ação rigorosa por parte dos ministérios públicos estadual e federal.

"Esse problema vem ocorrendo desde o final do ano passado e houve um agravante logo em janeiro deste ano quando os salários de dezembro foram pagos apenas no dia 21. Mesmo com a greve deflagrada desde o início do mês a prefeitura segue sem atender aos direitos constitucionais das categorias. Fato lamentável e que gera ainda mais revolta por parte do servidor", disse. Mais de 1.200 funcionários públicos, entre enfermeiros, médicos, agentes de combates a endemias, psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas e nutricionistas estão de braços cruzados.

A situação caótica também segue sendo acompanhada de perto por gestores do Governo de Sergipe, já que, conforme destacado ao longo desta semana pela Secretaria de Estado da Saúde, com a permanência do impasse o problema acaba refletindo no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). Sem opção, milhares de pacientes seguem para a maior unidade hospitalar do estado em busca de atendimento médico. 

Para a enfermeira Shirley Morales, a atual administração municipal contribuiu para o retrocesso da saúde municipal. Sem salário, a orientação é permanecer mobilizados por tempo indeterminado."A saúde de Aracaju está na UTI e não temos condições nenhuma de ir trabalhar como se não estivesse ocorrendo nada de anormal. A gestão fracassou e a prova maior está visível dentro de cada posto de saúde. Sem condições de trabalho e com os profissionais sendo claramente desvalorizados e lesados financeiramente, fica difícil apresentar a proposta de fim da greve e as categorias aprovarem. Caos, esse é o estado da saúde de Aracaju", lamentou. 

Caso os direitos pleiteados não sejam atendidos até a noite de hoje, a partir da próxima segunda-feira, 24, a perspectiva é que todos os servidores ligados ao Sistema Único de Saúde da capital estejam promovendo atos de forma unificada.