Greve em postos de saúde deixa o Huse com superlotação

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Publicada em 22/10/2016 às 09:05:00

 

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paciente para receber atendimento. Esses são s aspectos já sentidos no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) devido a superlotação causada pela paralisação dos serviços básicos em 44 postos de saúde da Rede Municipal de Aracaju (que continua com o efetivo reduzido).
Mesmo sendo referência em alta e média complexidades, o Huse é considerado 'porta aberta', como estabelece o Ministério da Saúde, e, mesmo assim, não nega atendimento aos pacientes de baixa complexidade. E esses números não param de crescer. Para se ter uma ideia, da 0h até as 15h desta sexta-feira, 21, foram atendidos 580 pacientes totais, sendo 511 de baixa complexidade, que deveriam estar nos postos de saúde.
Os casos mais comuns que chegaram ao Pronto Socorro foram: 16 pessoas com dor abdominal, 12 com dor de cabeça, 10 com dor de garganta, 3 com diabete descompensada, 13 com dor de ouvido, 7 de cansaço, 4 de dores ao urinar, além de casos de diarreia, alergia, pé diabético e vômitos.
 "Desde o início da semana estou com fortes dores de cabeça. Hoje, fui buscar atendimento em um posto de saúde no bairro Santos Dumont, onde moro, e não consegui. Em seguida, fui até à UPA Nestor Piva (Zona Norte), onde tive atendimento negado. Como não tive escolha, vim ao Huse. Aqui, fui atendida, medicada e serei liberada daqui a pouco segundo os médicos", afirma Cristina Almeida, dona de casa.
De acordo com Marcos Kruger, diretor clínico do Huse, a superlotação já tem causado transtornos estruturais e na equipe multidisciplinar. "Já não temos mais espaço para acomodar os pacientes e acompanhantes. Alguns estão concentrados em macas nos corredores. Além disso, a alta demanda tem provocado estresse nas equipes multidisciplinar nos plantões. Outro fator que vale destacar é que todo planejamento de abastecimento é comprometido, já que a presença de mais usuários exige mais uso de materiais, insumos e medicamentos", relatou.
Assistência - Desde a última segunda-feira, 17, quando iniciou a paralisação dos profissionais da saúde, o Huse já totalizou 2.020 atendimentos aos usuários do SUS, sendo que, destes, 1.800 foram considerados de baixa complexidade (deram entrada, foram atendidos e liberados com menos de 24h).
De acordo com Jurema Viana, diretora Operacional da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), o Huse desenvolve todo trabalho de humanização. E,  nesse período de superlotação, para manter o dinamismo do atendimento das equipes e assegurar o bem estar do paciente, o hospital tem priorizado os casos de maior gravidade.
 "A superlotação compromete toda a assistência e, com isso, os níveis de demanda do Huse ficam críticos, devido a grande procura da população por atendimento. Isso gera demora na primeira assistência, estresse da equipe multidisciplinar e insatisfação dos usuários do SUS", finalizou.

Corredores lotados, maior tempo de espera do paciente para receber atendimento. Esses são s aspectos já sentidos no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) devido a superlotação causada pela paralisação dos serviços básicos em 44 postos de saúde da Rede Municipal de Aracaju (que continua com o efetivo reduzido).

Mesmo sendo referência em alta e média complexidades, o Huse é considerado 'porta aberta', como estabelece o Ministério da Saúde, e, mesmo assim, não nega atendimento aos pacientes de baixa complexidade. E esses números não param de crescer. Para se ter uma ideia, da 0h até as 15h desta sexta-feira, 21, foram atendidos 580 pacientes totais, sendo 511 de baixa complexidade, que deveriam estar nos postos de saúde.

Os casos mais comuns que chegaram ao Pronto Socorro foram: 16 pessoas com dor abdominal, 12 com dor de cabeça, 10 com dor de garganta, 3 com diabete descompensada, 13 com dor de ouvido, 7 de cansaço, 4 de dores ao urinar, além de casos de diarreia, alergia, pé diabético e vômitos.

 "Desde o início da semana estou com fortes dores de cabeça. Hoje, fui buscar atendimento em um posto de saúde no bairro Santos Dumont, onde moro, e não consegui. Em seguida, fui até à UPA Nestor Piva (Zona Norte), onde tive atendimento negado. Como não tive escolha, vim ao Huse. Aqui, fui atendida, medicada e serei liberada daqui a pouco segundo os médicos", afirma Cristina Almeida, dona de casa.

De acordo com Marcos Kruger, diretor clínico do Huse, a superlotação já tem causado transtornos estruturais e na equipe multidisciplinar. "Já não temos mais espaço para acomodar os pacientes e acompanhantes. Alguns estão concentrados em macas nos corredores. Além disso, a alta demanda tem provocado estresse nas equipes multidisciplinar nos plantões. Outro fator que vale destacar é que todo planejamento de abastecimento é comprometido, já que a presença de mais usuários exige mais uso de materiais, insumos e medicamentos", relatou.


Assistência - Desde a última segunda-feira, 17, quando iniciou a paralisação dos profissionais da saúde, o Huse já totalizou 2.020 atendimentos aos usuários do SUS, sendo que, destes, 1.800 foram considerados de baixa complexidade (deram entrada, foram atendidos e liberados com menos de 24h).

De acordo com Jurema Viana, diretora Operacional da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), o Huse desenvolve todo trabalho de humanização. E,  nesse período de superlotação, para manter o dinamismo do atendimento das equipes e assegurar o bem estar do paciente, o hospital tem priorizado os casos de maior gravidade.

 "A superlotação compromete toda a assistência e, com isso, os níveis de demanda do Huse ficam críticos, devido a grande procura da população por atendimento. Isso gera demora na primeira assistência, estresse da equipe multidisciplinar e insatisfação dos usuários do SUS", finalizou.