Detento é queimado e enforcado dentro do Copemcan

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Publicada em 22/10/2016 às 09:35:00

 

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br
Uma tentativa de 
assassinato ocor
reu por volta das 10h30 de ontem dentro do Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto, (Copemcan), em São Cristóvão (Grande Aracaju). O detento Jailson Nunes dos Santos foi espancado por um grupo de presos do Pavilhão 4, que ainda tentaram enforcá-lo com um lençol amarrado no pescoço. Em seguida, eles atearam fogo no corpo da vítima. O preso foi socorrido por agentes penitenciários, que entraram na cela onde a vítima estava e controlaram o tumulto enquanto acionavam o socorro médico.
Jailson foi atendido por equipes do próprio presídio e levado às pressas para a Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ) doHospital de Urgência de Sergipe (Huse). Segundo informações iniciais, ele sofreu queimaduras profundas em mais de 80% do corpo. Até a noite de ontem o estado de saúde do preso era considerado gravíssimo e com risco de morte. 
Segundo informações da Secretaria Estadual de Justiça (Sejuc), o detento Fernando Sérgio de Lima, acusado de comandar a agressão ao colega, foi detido e levado para a 12ª Delegacia Metropolitana (12ª DM), que registrou o caso e abriu um inquérito para investigá-lo. Por sua vez, a própria Sejuc acionou sua própria Corregedoria para investigar o incidente, quais os motivos do desentendimento entre o detento e os colegas, e se ele ocorreu por falhas no esquema de segurança. Ainda não há pistas sobre o que teria motivado a confusão e as agressões contra Jailson. A segurança do presídio teve que ser reforçada.
O Copemcan é considerado o maior presídio de Sergipe e enfrenta muitos problemas. O principal deles é a superlotação. Mais de 2.500 detentos se apinham em cinco pavilhões com capacidade total de 800 presos. Em julho de 2015, o juiz Hélio Mesquita Neto, da Vara de Execuções Penais de Sergipe, decretou a interdição parcial do complexo, proibindo-o de receber novos detentos. A decisão chegou a ser derrubada no mês seguinte pelo presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), desembargador Luiz Mendonça. No entanto, a proibição voltou a vigorar em agosto deste ano, quando o ministro Humberto Dantas, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou uma ação impetrada pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) para suspender definitivamente a decisão administrativa da primeira instância. 

Gabriel Damásio

gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br


Uma tentativa de assassinato ocorreu por volta das 10h30 de ontem dentro do Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto, (Copemcan), em São Cristóvão (Grande Aracaju). O detento Jailson Nunes dos Santos foi espancado por um grupo de presos do Pavilhão 4, que ainda tentaram enforcá-lo com um lençol amarrado no pescoço. Em seguida, eles atearam fogo no corpo da vítima. O preso foi socorrido por agentes penitenciários, que entraram na cela onde a vítima estava e controlaram o tumulto enquanto acionavam o socorro médico.

Jailson foi atendido por equipes do próprio presídio e levado às pressas para a Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ) doHospital de Urgência de Sergipe (Huse). Segundo informações iniciais, ele sofreu queimaduras profundas em mais de 80% do corpo. Até a noite de ontem o estado de saúde do preso era considerado gravíssimo e com risco de morte. 

Segundo informações da Secretaria Estadual de Justiça (Sejuc), o detento Fernando Sérgio de Lima, acusado de comandar a agressão ao colega, foi detido e levado para a 12ª Delegacia Metropolitana (12ª DM), que registrou o caso e abriu um inquérito para investigá-lo. Por sua vez, a própria Sejuc acionou sua própria Corregedoria para investigar o incidente, quais os motivos do desentendimento entre o detento e os colegas, e se ele ocorreu por falhas no esquema de segurança. Ainda não há pistas sobre o que teria motivado a confusão e as agressões contra Jailson. A segurança do presídio teve que ser reforçada.

O Copemcan é considerado o maior presídio de Sergipe e enfrenta muitos problemas. O principal deles é a superlotação. Mais de 2.500 detentos se apinham em cinco pavilhões com capacidade total de 800 presos. Em julho de 2015, o juiz Hélio Mesquita Neto, da Vara de Execuções Penais de Sergipe, decretou a interdição parcial do complexo, proibindo-o de receber novos detentos. A decisão chegou a ser derrubada no mês seguinte pelo presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), desembargador Luiz Mendonça. No entanto, a proibição voltou a vigorar em agosto deste ano, quando o ministro Humberto Dantas, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou uma ação impetrada pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) para suspender definitivamente a decisão administrativa da primeira instância.