Prisão de Cunha não deve interferir no andamento da PEC 241, diz Meirelles

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Publicada em 22/10/2016 às 09:51:00

 

Bruno Bocchini e Daniel Mello 
Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse ontem que a prisão do ex-presidente da Câmara dos Deputados, e deputado cassado, Eduardo Cunha (PMDB), não deverá afetar a tramitação no Congresso Nacional da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, que limita os gastos públicos. Meirelles disse acreditar que o andamento da emenda não está sujeito a questões momentâneas ou políticas.
"Eu não acredito que a PEC esteja sendo influenciada por fatores políticos ou outros fatores momentâneos. Eu acredito que a PEC está sendo aprovada, até o momento, já foi no primeiro turno na Câmara [dos Deputados], exatamente por uma consciência do Congresso [Nacional], que reflete uma consciência cada vez maior da população, de que a emenda constitucional de controle de gastos é necessário para o país", disse, em entrevista coletiva após ministrar palestra a empresários na capital paulista.
O deputado cassado Eduardo Cunha foi preso na última quarta-feira (19), em Brasília, no âmbito da Operação Lava Jato. A prisão foi decretada na ação penal em que o deputado cassado é acusado de receber R$ 5 milhões, que foram depositados em contas não declaradas na Suíça. O valor seria oriundo de vantagens indevidas, obtidas com a compra de um campo de petróleo pela Petrobras em Benin, na África.
Visita - O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), recebeu ontem(21) a visita da esposa, Cláudia Cruz. Ele está preso preventivamente na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, desde quarta-feira (19).
A Polícia Federal não soube informar quanto tempo a esposa de Cunha esteve no local. Ela estava acompanhada de um advogado. Cláudia Cruz também é ré na Operação Lava Jato. Em junho deste ano, o juiz federal Sérgio Moro recebeu denúncia oferecida pelos procuradores da força-tarefa da Operação contra ela.
Eduardo Cunha foi preso na quarta-feira (20), em Brasília, pela Polícia Federal, depois que o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, emitiu a ordem de prisão preventiva contra ele.
A prisão foi decretada na ação penal em que o deputado cassado é acusado de receber R$ 5 milhões, que foram depositados em contas não declaradas, na Suíça. O valor seria oriundo de vantagens indevidas, obtidas com a compra de um campo de petróleo pela Petrobras em Benin, na África, segundo a PF.
No dia em que foi preso, o ex-deputado divulgou nota em sua defesa e chamou de "absurda" a decisão de Moro de determinar a prisão, alegando que teria base em uma ação extinta no Supremo Tribunal Federal (STF). Cunha disse ainda que seus advogados tomarão "medidas cabíveis para enfrentar essa absurda decisão".
Anteontem (20), Cunha realizou o exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML) de Curitiba. Ele está preso em uma cela individual.

Bruno Bocchini e Daniel Mello 

Agência Brasil


O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse ontem que a prisão do ex-presidente da Câmara dos Deputados, e deputado cassado, Eduardo Cunha (PMDB), não deverá afetar a tramitação no Congresso Nacional da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, que limita os gastos públicos. Meirelles disse acreditar que o andamento da emenda não está sujeito a questões momentâneas ou políticas.

"Eu não acredito que a PEC esteja sendo influenciada por fatores políticos ou outros fatores momentâneos. Eu acredito que a PEC está sendo aprovada, até o momento, já foi no primeiro turno na Câmara [dos Deputados], exatamente por uma consciência do Congresso [Nacional], que reflete uma consciência cada vez maior da população, de que a emenda constitucional de controle de gastos é necessário para o país", disse, em entrevista coletiva após ministrar palestra a empresários na capital paulista.

O deputado cassado Eduardo Cunha foi preso na última quarta-feira (19), em Brasília, no âmbito da Operação Lava Jato. A prisão foi decretada na ação penal em que o deputado cassado é acusado de receber R$ 5 milhões, que foram depositados em contas não declaradas na Suíça. O valor seria oriundo de vantagens indevidas, obtidas com a compra de um campo de petróleo pela Petrobras em Benin, na África.


Visita - O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), recebeu ontem(21) a visita da esposa, Cláudia Cruz. Ele está preso preventivamente na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, desde quarta-feira (19).

A Polícia Federal não soube informar quanto tempo a esposa de Cunha esteve no local. Ela estava acompanhada de um advogado. Cláudia Cruz também é ré na Operação Lava Jato. Em junho deste ano, o juiz federal Sérgio Moro recebeu denúncia oferecida pelos procuradores da força-tarefa da Operação contra ela.

Eduardo Cunha foi preso na quarta-feira (20), em Brasília, pela Polícia Federal, depois que o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, emitiu a ordem de prisão preventiva contra ele.

A prisão foi decretada na ação penal em que o deputado cassado é acusado de receber R$ 5 milhões, que foram depositados em contas não declaradas, na Suíça. O valor seria oriundo de vantagens indevidas, obtidas com a compra de um campo de petróleo pela Petrobras em Benin, na África, segundo a PF.

No dia em que foi preso, o ex-deputado divulgou nota em sua defesa e chamou de "absurda" a decisão de Moro de determinar a prisão, alegando que teria base em uma ação extinta no Supremo Tribunal Federal (STF). Cunha disse ainda que seus advogados tomarão "medidas cabíveis para enfrentar essa absurda decisão".

Anteontem (20), Cunha realizou o exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML) de Curitiba. Ele está preso em uma cela individual.